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Para incrementar a pista

Pela primeira vez é realizada na capital o BH Dance Conference, que debate a música eletrônica, promove troca de experiências e aponta perspectivas e tendências


postado em 31/01/2019 05:03

O veterano Anderson Noise vai falar sobre produção musical e o trabalho de DJ (foto: Fábio Mergulhão/Divulgação)
O veterano Anderson Noise vai falar sobre produção musical e o trabalho de DJ (foto: Fábio Mergulhão/Divulgação)


O que é que Minas Gerais tem? A pergunta tem múltiplas respostas e deverá nortear boa parte do debate do BH Dance Conference. Em sua primeira edição, que tomará conta do Expominas nesta quinta (31), a partir das 14h, o evento pretende seguir o que seus pares já fazem há alguns anos mundo afora: basicamente, uma análise do ano anterior e projeções para o próximo no segmento da música eletrônica.

“As conferências já são uma tradição na música eletrônica”, comenta o produtor Léo Ziller, um dos realizadores da BH Dance Conference, lembrando que as mais conhecidas são as realizadas em Miami, Amsterdã e Ibiza. “Os debates envolvem toda a indústria por trás da produção musical: equipamentos, empreendimentos, empreendedores, clubes, festivais e festas. A música eletrônica, hoje em dia, está presente em todos os festivais do mundo e, no Brasil, em eventos como o Rock in Rio e o Lollapalooza”, comenta Ziller.

E Minas Gerais, de acordo com ele, tem uma porção de destaques no cenário nacional. “Só em BH, esse mercado movimentou, em 2018, 300 mil pessoas. Ao longo dos anos, ele só vem aumentando. Em novembro, por exemplo, foi realizada no Mineirão a edição mineira do festival Só Track Boa, a maior do Brasil, que reuniu 20 mil pessoas para ver artistas exclusivamente brasileiros.” Isso sem falar de raves realizadas na cidade há mais de uma década: Tribe e XXXperience.

Gratuita, a conferência tem como convidados produtores, DJs e empreendedores que estão há décadas no meio. “Nosso critério foi chamar pessoas que ajudaram a fundar, em suas cidades, a cena e continuam com iniciativas relevantes até agora”, continua Ziller.

Entre eles estão Luiz Eurico, produtor e criador, em 2000, do Skol Beats, que fez história na década passada como o maior evento do gênero no país; Eduardo Phillips, proprietário do Green Valley, clube em Camboriú, Santa Catarina, já eleito por mais de uma vez “o melhor clube do mundo” pela revista britânica DJ Magazine. Também estarão presentes DJs e produtores históricos da cena nacional, como Anderson Noise e Memê.

“O grande lance da conferência foi misturar a turma experiente com a nova geração. Este mix é que vai gerar pautas mais sadias”, continua Ziller. O debate promete – os mil ingressos disponíveis se esgotaram em seis horas. Terminada a parte de conversa, haverá a eleição dos “melhores da cena mineira”. Através do voto popular (a votação é realizada no site do evento) serão escolhidos os destaques da cena eletrônica nas categorias personalidade, DJ/produtor, DJ do interior, DJ revelação, VJ, casa noturna e festa.

Na sequência, e este com ingressos ainda disponíveis, haverá uma festa com vários DJs, alguns que estiveram presentes no bate-papo da tarde. São eles: Gabe, Memê, Breno Rocha, Capute e The Fish House.

BH DANCE CONFERENCE


Hoje, das 14h às 5h, no Expominas. Av. Amazonas, 6.200, Gameleira. Os ingressos para a conferência já estão esgotados. Para a festa, a partir das 22h, os convites devem ser retirados no site www.bhdanceconference.com.br (válidos mediante doação de 1kg de alimento não perecível no local).


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