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Estado de Minas

Cabangu volta a abrir

Acordo entre a Prefeitura de Santos Dumont e a fundação que gere a entidade voltada à preservação da memória do aviador prevê que funcionários recebam na semana que vem os salários, atrasados desde abril


postado em 17/01/2019 05:05

Casa em que nasceu Alberto Santos Dumont (1873-1932) foi transformada no Museu de Cabangu. Acesso é por estrada de 16 quilômetros, a partir da BR 499(foto: ALEXANDRE GUZANSHE/EM/D.A.PRESS)
Casa em que nasceu Alberto Santos Dumont (1873-1932) foi transformada no Museu de Cabangu. Acesso é por estrada de 16 quilômetros, a partir da BR 499 (foto: ALEXANDRE GUZANSHE/EM/D.A.PRESS)

Fechado desde segunda-feira (14) como uma forma de protesto contra o não recebimento dos repasses devidos por parte da prefeitura municipal, o Museu de Cabangu, em Santos Dumont, na Zona da Mata, foi reaberto ontem. Por meio de um acordo entre a prefeitura e a Fundação Casa de Cabangu, ficou decidido que os cinco meses atrasados de repasses – que totalizam R$ 63 mil – serão pagos a partir da próxima semana.

A estimativa é que, assim, os quatro funcionários da instituição, que não recebem salários desde abril, serão pagos. Convênio assinado em fevereiro de 2018 (com validade de um ano) entre a prefeitura e a fundação prevê o repasse de R$ 12,6 mil mensais ao museu. “Vamos pagar as cinco parcelas vencidas e as duas que ainda não venceram em duas vezes”, afirmou o secretário de Administração de Santos Dumont, José Geraldo de Almeida. O valor das sete parcelas é de R$ 88 mil. R$ 50 mil deverão ser pagos na próxima segunda-feira, e o restante em 2 de fevereiro.

Local de nascimento de Alberto Santos Dumont (1873-1932), que ali viveu seus primeiros anos, o Museu de Cabangu foi fundado em 1973. Situado em um parque na Serra da Mantiqueira, é administrado por um triunvirato – a Fundação Casa de Cabangu (responsável pelos funcionários), a prefeitura municipal e a Aeronáutica, representada pela Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar), na vizinha Barbacena.

O acervo do museu reúne objetos pessoais do inventor, como seu chapéu Panamá, cartola, guarda-chuvas e bengala. Móveis originais da pequena casa onde ele nasceu também podem ser vistos, como uma cama e uma mesa redonda de três pés e uma ducha aquecida, que Santos Dumont criou em 1920.
Mesmo com a importância histórica do lugar – e um acesso fácil, pela BR 499, de apenas 16 quilômetros, construída unicamente para ligar o museu à cidade de Santos Dumont – a visitação no Cabangu é muito pequena. O museu recebe em média 2 mil visitantes por mês.

Para dar apoio ao atendimento ao turista e tentar incrementar a visitação será firmado um acordo entre o museu e o Instituto Federal do Sudeste. Dessa maneira, estudantes do curso de turismo do câmpus Santos Dumont farão estágio na instituição.


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