Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Estado de Minas

Brasil de olho no Oscar


postado em 10/01/2019 05:05

Tito e os pássaros aborda o medo e as fake news (foto: BITS PRODUÇÕES/DIVULGAÇÃO)
Tito e os pássaros aborda o medo e as fake news (foto: BITS PRODUÇÕES/DIVULGAÇÃO)

Diretor e roteirista de Tito e os pássaros, Gustavo Steinberg mantém os pés no chão ao falar do Oscar. “Este ano está particularmente difícil, pois tem muito filme de estúdio, grande e bom. Pra gente, chegar até aqui foi tipo ‘uau!’”, comenta ele sobre a pré-indicação, em uma lista de 25 títulos (é a única produção brasileira), de melhor animação pela Academia de Hollywood.

Os candidatos ao Oscar serão divulgados em 22 de janeiro. Três dias depois, o longa estreia em 15 cidades dos Estados Unidos, a partir de Nova York. No Brasil, o lançamento ocorrerá em 14 de fevereiro – por ora, há estreias previstas na França, Suécia e Portugal.

O medo é o tema central de Tito e os pássaros, animação para crianças a partir de 6 anos. Seu protagonista é um garoto que resolve salvar o mundo de uma epidemia: as pessoas ficam doentes quando sentem medo. A cura está relacionada à pesquisa feita pelo pai do menino, ausente, sobre o canto dos pássaros. Em busca do antídoto para o mal, Tito quer encontrar o pai e a si próprio.

“Desde o início, queria fazer um filme que conversasse com as crianças sobre um tema mais adulto”, diz Steinberg, estreante em animação e em produções infantis. Ele divide a direção com Gabriel Bitar, também responsável pela concepção estética da produção, e André Catoto, que cuidou dos desenhos. Denise Fraga, Matheus Nachtergaele, Mateus Solano e Otávio Augusto dublaram os personagens.

Quando a pré-indicação ao Oscar saiu, Tito e os pássaros havia participado de 40 festivais. Indicado a melhor animação independente no Annie Awards, a maior premiação do gênero nos EUA, o filme recebeu troféus nos festivais de Chicago e Havana (melhor animação), além do Anima Mundi (melhor longa infantil). Foi selecionado para a mostra competitiva francesa de Annecy, o mais importante festival do gênero (escolhe apenas 10 filmes por ano) e para o de Toronto, tornando-se a primeira animação brasileira a participar desse evento.

“Mas a marca do Oscar é forte ao ponto de incomodar. Com a pré-indicação, saíram mais matérias do que nos outros meses anteriores, quando Tito foi a outros festivais”, comenta Steinberg. “É um filme independente, que tem como tema um assunto superimportante. Acredito que seja um filme para um público maior.”

Antes do lançamento do longa, um jogo virtual (disponível gratuitamente no site www.titoandthebirds.com/game) foi adotado em escolas. Trata tanto da cultura do medo “trazida pela mídia e pelas redes sociais” quanto de fake news. “Esses temas complexos têm que ser tratados com as crianças”, conclui Steinberg.


Publicidade