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Feliz ano novo


postado em 01/01/2019 05:06



Ano novo tem uma antiga tradição: planos para o novo tempo que se inicia. Que não chegam a durar sequer uma semana, que diria mais de 300 dias. Fiz meus planos para este ano, que buscam recuperar o passado. Pode? Ninguém pensa assim. Mas com o tempo, com o correr da vida, com tudo que se passou nos últimos anos, o que sonho mesmo é conseguir voltar a velhas manias. Como a de beber muitos chopes, não consigo mais, um já está passando das medidas. Outro, é voltar a gostar de comprar.

Só para dar uma ideia, voltei na semana passada a dar uma volta rápida pelo DiamondMall, que é o shopping da minha preferência. Está cheio de lojas novas, de atraentes propostas de compras. Não consegui sair de lá com uma sacola, mesmo passando um tempo pela Souq, que não conhecia e achei o máximo e que têm túnicas lindas, de seda ou algodão. Quer dizer, aquela mania de especular butiques para descobrir novidades, já se foi. Para falar a verdade, nos últimos anos, devo ter comprado uma ou duas roupas novas. Pode? Meu projeto para o ano que se inicia é comprar, distrair-me em lojas, programa que acaba com qualquer depressão.

Outra coisa que devo refazer é a mania de viajar. Volta e meia estava voando de lá para cá. Europa, Estados Unidos, São Paulo, Rio de Janeiro. Só no Rio, que tenho sobrinhos que adoro, não vou há mais de cinco anos. Eles que vêm me visitar. E teve tempo que tomava um avião na sexta-feira, ficava por lá no fim de semana e voltava na segunda-feira cedo para trabalhar. Ando numa vontade danada de ir visitar o Museu do Amanhã, principalmente para especular se uma escultura que vi do Aleijadinho é verdadeira, porque nunca soube que ele fazia escultura de negro, como vi uma atribuída a ele em programa de TV. Pelo que leio e escuto, tem um Rio novo que não conheço, falta de curiosidade é pouco.

Preciso também colocar na minha vida muito exercício. Meu neurologista Francisco Cardoso, o craque os craques, recomenda sempre. Alego que sou também Teixeira da Costa, família que não gosta muito de caminhada e vou deixando pra lá. Mas houve tempo que ia de minha casa, no Gutierrez, a pé até a Rua Goiás, onde funcionava o jornal antigo e comecei minha vida profissional, que graças a Deus me mantêm com muito interesse em novidades que podem ser lidas ou vistas na TV. Outro projeto é deixar de ver tanta TV, não aguento mais as séries de House ou aquela das mulheres estupradas, uma canseira só. Mas o programa novo que começou, de só de moda, tentei ver e não aguentei, achei uma chatura só.

É claro que tudo isso são projetos que vamos pensando no primeiro dia do ano, mas o que conta mesmo é aceitar o que a vida nos dá – e um prazer e outro que ainda podemos desfrutar e a idade deixar. E sempre, mas sempre mesmo, agradecer a Deus pelo que temos, tivemos, perdemos e conseguimos ir suportando. Afinal, a vida não tem preço – e o que vale é vencer cada dia, principalmente quando é possível conviver com amigos.


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