
Um experimento inicial veio na música Para te conquistar, lançada em julho. Há poucos dias, ele divulgou uma segunda canção com a mistura de estilos, Acabar a brincadeira. Segundo Ferro, a ideia de misturar os ritmos veio de seu produtor. “Enquanto pensava o que iria fazer no meu segundo disco, percebi que havia um leque de opções de caminhos naturais”, ele conta. “Tanto o new wave quanto o brega já eram caminhos possíveis, e o meu diretor artístico, Patrick Torquato, veio com a sugestão de juntar os dois.” O novo disco deve ser lançado no início do ano que vem e terá a participação da também pernambucana Duda Beat em uma das faixas.
De acordo com o cantor, suas referências musicais, desde a infância, passeiam pelo brega, como nas canções de Reginaldo Rossi, e pelos anos 1980, com os trabalhos de Marina Lima e Lulu Santos. Para ele, o brega pernambucano vem passando, nos últimos anos, por mudanças, que ele acompanha de perto. “Os artistas já estão tentando se adequar aos novos tempos, como a MC Loma, que faz um funk misturado com brega”, analisa. “Estamos vendo vários artistas usando timbres eletrônicos, já estava percebendo essa ideia e foi algo que se fortaleceu no meu trabalho.”
As letras das novas músicas de Ferro também são referência ao brega clássico, falam de amor e sentimentos. “No meu primeiro disco, segui uma linha mais política e subjetiva”, afirma. “O brega tem isso de ser direto, mas que não é mais ou menos importante. Fala de amor de uma forma cotidiana e acessível.” (Estadão Conteúdo)
