
FILARMÔNICA
CONCERTO HISTÓRICO
O maestro Fabio Mechetti já se apresentou duas vezes com a percussionista Evelyn Glennie. A cada concerto, uma emoção diferente. “Poder voltar a trabalhar com Evelyn e ter a oportunidade de introduzir esse talento singular ao público da orquestra foi um dos pontos altos da temporada de 2018”, diz o regente da Filarmônica de Minas Gerais.
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O regente titular orquestra mineira se refere a concertos realizados quinta e sexta-feira passadas, em BH. “Espero que quem assistiu a uma das sessões, na Sala Minas Gerais, tenha ficado tão emocionado quanto aqueles que estavam no palco. É uma alegria poder compartilhar a arte e a humanidade que a música sempre expressa, a despeito de aparentes desafios e barreiras”, diz Fabio Mechetti. No bis, Evelyn interpretou a peça
para vibrafone Nostalgia,
de Vicent Ho.
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Aos 53 anos e com surdez profunda desde os 12, Evelyn Glennie encantou a plateia ao executar a peça Veni, veni, Emmanuel, composta especialmente para ela pelo maestro escocês James MacMillan. Glennie lançou cerca de 30 discos e ganhou 80 prêmios, entre eles o Polar Music Prize, considerado o Nobel da música.
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A artista escocesa diz que tem a missão de ensinar o mundo a ouvir. Pondera que esse aprendizado envolve todos os aspectos da experiência humana – família, religião, trabalho, etc. Saber escutar é fundamental e transcende à percepção de sons, exigindp paciência, respeito, reflexão, foco e concentração, pondera. “Ouvir é a única atividade que pode fazer a diferença em nossas vidas e em nosso relacionamento com o mundo”, declarou Evelyn ao
Estado de Minas.
NO MURAL
RELEITURA DE UMA ERA
Novidade para quem passar hoje pela Avenida Nossa Senhora do Carmo, no Sion: Sacras (foto), trabalho do fotógrafo mineiro Gui Guimaraens, é a atração do Mural Templus. “A imagem aparenta ser um retrato renascentista, mas representa o comportamento de alguém que vive nos dias de hoje. Gente que está sempre tirando uma selfie”,
conta Guimaraens.
MOSTRA
DESÁGUA
Deságua, exposição da carioca Fava da Silva, cumpre temporada a partir de sexta-feira no Restaurante do Ano, na Savassi. Com curadoria de Gabriela Carvalho, a mostra reúne 18 pinturas e fotografias. Em 2019, Fava parte para Lisboa. Vai fazer residência artística na Associação Cultural Zaratan.
HO... HO... HO
LOURDES BRILHA
O projeto Lourdes Brilha, união de lojistas do bairro da Zona Sul, foi criado para incrementar o Natal naquela área. A boa sacada, aliás, poderia inspirar empresários e moradores de outras regiões da capital. “Se cada um der uma boa ideia e tiver boa vontade, vamos arrasar”, diz Fernanda Bicalho, que representou os lojistas no lançamento da ação. Em conversa com os convidados, ela relembrou os primeiros passos do projeto. “Em agosto, durante bate-papo em um coquetel na Arezzo, Tatiana Bardavid perguntou: por que não fazer um Natal aqui em Lourdes.? Clarissa Vaz, do grupo “Marias Bonitas” – que reúne 150 mulheres que moram ou trabalham no bairro –, ligou para duas corajosas, a Paula Bondan e a Denise Magalhães. Elas toparam. E eu também”, conta Fernanda.
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O entusiasmo é o motor do Lourdes Brilha. “Recebemos vários nãos, mas em nenhum momento desistimos”, observa Clarissa Vaz. Brincando, ela comenta que a iniciativa poderia ser comparada a alguns filmes: “O roteiro seria A saga do Lourdes Brilha, com trilha de Guerra nas estrelas e cenas de ficção científica”. Coisa de cinema ou não, foram decorados 50 quarteirões do bairro, o financiamento coletivo contou com o apoio de 173 lojistas e surgiram 250 árvores de Natal. “Aprovar tudo isso na esfera do poder público foi Missão impossível”, compara Clarissa.
CASAMENTAÇO
APOIO DE TAKAI
A campanha Casamentaço BH, que promoverá o enlace coletivo de 60 casais gays, ganhou um apoio e tanto. Fernanda Takai confirmou sua participação ao lado dos 400 voluntários que trabalharão na festa, marcada para 16 de dezembro, n’A Central, em BH. A vocalista do Pato Fu, claro, vai cantar na cerimônia.
