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Estado de Minas ESTUDOS

OMS: possível vacina da Pfizer requer paciência e remdesivir não é eficiente

Segundo Tedros, a dexametasona é a 'única terapia mostrando efeito', sendo prescrita em casos de pacientes com quadros graves da doença


16/10/2020 14:20 - atualizado 16/10/2020 15:37

(foto: OMS/Divulgação )
(foto: OMS/Divulgação )
A cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, adotou postura cautelosa ao comentar a possibilidade de uso emergencial da vacina experimental contra COVID-19 da Pfizer, o que foi aventado pela própria farmacêutica nesta sexta, 16. "Temos de ser pacientes para ver a segurança e eficácia", declarou, durante coletiva de imprensa.

Sobre terapias para o novo coronavírus, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, declarou que o uso de remdesivir não resultou em queda da mortalidade pela doença em um estudo da entidade com milhares de pessoas, tampouco a hidroxicloroquina, o que já havia sido provado em um estudo em junho.

Segundo Tedros, a dexametasona é a "única terapia mostrando efeito", sendo prescrita em casos de pacientes com quadros graves da doença. O diretor-geral da OMS lembrou que, com o inverno chegando, os casos de covid estão subindo na Europa. "A mortalidade é menor do que em março, mas as hospitalizações seguem subindo", apontou.

Michael Ryan, diretor da OMS, afirmou que "pessoas devem usar máscaras apropriadamente, mas também tomar as outras medidas", lembrando que as máscaras não devem ser a única profilaxia contra a covid. Ryan agradeceu ao setor aéreo por "fazer muito" na prevenção, mas indicou que ainda "falta um longo caminho para a confiança" até a retomada de deslocamentos massivos. A confiança entre países é importante no retorno das viagens, e é "difícil", concluiu.


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