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Estado de Minas

é HORA DE EXTRAVASAR

foliões APROVEITam oS DIAS DE carnaval PARA FAZER NOVAS AMIZADES, RECARREGAR AS ENERGIAS E fugir do estresse


postado em 03/03/2019 05:09

Os amigos Eduarda Rodrigues, Gabriel Lomasso, Aissa Macedo e Luísa Franklin aproveitam a data para deixar de lado as preocupações (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press )
Os amigos Eduarda Rodrigues, Gabriel Lomasso, Aissa Macedo e Luísa Franklin aproveitam a data para deixar de lado as preocupações (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press )

 

 









Diversão, alegria, sorriso e, é claro, muito batuque. Não é por acaso que o ano só começa depois do carnaval para muita gente. Um dos momentos mais esperados do calendário chegou e, com ele, muito confete, glitter e histórias para se aventurar. Para Edgar Paulino, psicólogo da Clínica do Bem, é como se, para a manutenção da vida da nação, fosse necessário ‘um momento catártico’, em que as preocupações rotineiras fossem deixadas de lado e a festa e a felicidade reinassem. “O carnaval, para além de ser uma importante festividade no cenário cultural nacional, ocupa lugar diferenciado na estrutura psíquica do brasileiro”, explica.

Segundo ele, o surgimento de tradições festivas semelhantes remonta à Grécia antiga e, antes dela, aos cultos e ritos tribais ancestrais. “Tal magia e encantamento se dá pelo seu poder de trazer à tona partes reprimidas e silenciadas da psique, possibilitando que sejam vividas coletivamente e legitimadas pela própria sociedade”, diz. Paulino conta que entrar em contato com esses conteúdos inconscientes e rotineiramente negligenciados, provoca efeito de libertação e certo êxtase. “De certa forma, é com o lado ancestral presente em toda a humanidade que entramos em contato no carnaval. E, ao mesmo tempo, viabiliza o escape da rotina estressante e da correria do dia a dia, com a promessa de um período de descanso e celebração”, explicita.

Edgar Paulino ainda afirma que conhecer e experimentar aquilo que faz parte estruturalmente de uma cultura, como o carnaval, não é somente ter uma vivência pessoal. Para ele, essa realidade coletiva é também mergulhar na história da própria nação, incorporar os arquétipos e ideologias ali presentes. “Quando a população participa do carnaval, ela passa a fazer parte de algo que é mais antigo, passa a encenar a própria história”, pontua. O carnaval coloca a população diante da história da nação, inverte papéis sociais e brinca com as identidades para escancará-las.

ESPETÁCULO 

Em cidades onde a celebração do carnaval há alguns anos não era tão expressiva, tornou-se possível visualizar enorme crescimento e participação popular, caso de Belo Horizonte. “A população passa a interagir, a ressignificar a cidade e o espaço urbano de outra forma. E não apenas o espaço urbano. Há um tipo de entrada numa identidade cultural e local que é própria do carnaval”, explica o psicólogo. Não é apenas uma festa, é uma forma de penetrar na cultura e na história de um povo.

Não é novidade que o carnaval da capital mineira se reinventou e se transformou em um espetáculo de identidade cultural e descontração. “É manter a cultura viva, é conhecer novas pessoas, é se dar a oportunidade de se redescobrir”, diz o publicitário Lauro Mendes Costa. “Desde que o carnaval de BH ressurgiu, a gente sempre procurou sair, se divertir. Começamos a frequentar mais nos últimos dois anos e é um momento muito bom pra gente. Da preparação das fantasias, roupas, à escolha de blocos e, finalmente, o grande dia”, também comenta a estudante de medicina veterinária Luísa Franklin. Para os amigos Aissa Macedo, estudante de jornalismo, Luísa Franklin, estudante de medicina veterinária, ambas de 22 anos, Eduarda Rodrigues, estudante de direito, de 20, o publicitário Gabriel Lomasso, de 25, a festa é só alegria, descontração e momento de celebrar a amizade.

Em dias de carnaval, o Bem Viver abre alas para histórias de pessoas que aproveitam este momento para reafirmar laços de amizade e, é claro, cair na folia. “A magia do carnaval é a magia que jaz desde tempos imemoriais na psique humana, mas que acaba sendo deixada de lado no cotidiano. Festividades e feriados semelhantes buscam resgatar o que jaz adormecido em nós e colorir com muitas cores o cinza do cotidiano”, comenta Edgar Paulino.




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