Publicidade

Estado de Minas

Faemg faz pesquisa para exportar café de Minas

Exportações do agronegócio mineiro crescem no primeiro trimestre. Café foi o principal produto a puxar os números para cima. CNA quer ajudar o agricultor a incrementar as vendas


postado em 15/04/2019 06:00 / atualizado em 15/04/2019 10:02

Principal produto da pauta de exportações do setor, o café representou 56,9% do total comercializado no primeiro trimestre deste ano(foto: Beto Novaes/EM/D.A Press 11/4/13 )
Principal produto da pauta de exportações do setor, o café representou 56,9% do total comercializado no primeiro trimestre deste ano (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press 11/4/13 )

A Federação dos Agricultores de Minas Gerais (Faemg) iniciou, quinta-feira, por meio de seu portal Canal do Produtor, a pesquisa “Produtor, já pensou em exportar?” junto às suas bases, para identificar quais os entraves para que seus produtos possam chegar aos consumidores de outros países.

As entrevistas serão feitas em todo o país, pelo sistema Confederação Nacional de Agricultura (CNA). “Queremos estimular o produtor a pontuar o que precisa para exportar. Dificuldade aduaneira? Capital de giro.? E identificar qual característica de produto a ser desenvolvido para atender a essa demanda”, informou Aline Veloso, coordenadora da assessoria técnica da Faemg.


A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) anunciou, na semana passada, que as exportações do agronegócio mineiro alcançaram US$ 1,75 bilhão no primeiro trimestre do ano (janeiro a março), registrando crescimento de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Em relação ao total de exportações do estado, o agronegócio respondeu por 30,4% de toda a pauta mineira comercializada.


No saldo da balança comercial, o setor contribuiu com 44% das exportações, evidenciando a importância do agronegócio para a economia mineira. A informação da Seapa é baseada em dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Segundo o subsecretário de política e economia agrícola da Secretaria de Agricultura, João Ricardo Albanez, a recuperação da receita e do volume de café exportado foi preponderante para o resultado positivo das exportações do agronegócio no trimestre. O café, principal produto da pauta de exportações do setor, representou 56,9% do total comercializado.

O valor alcançado foi de US$ 995 milhões, indicando aumento de aproximadamente 22% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado. Foram embarcadas 5,4 milhões de sacas, com aumento de quase 44% no volume. Esse foi o melhor desempenho do segmento cafeeiro desde 2017.


Na avaliação do assessor especial de cafeicultura Niwton Moraes, esse movimento indica a recuperação do país no mercado mundial. “Desde 2014, o Brasil vinha perdendo parcelas de mercado, porque outros países estavam ofertando a preços menores. Mais recentemente, voltou a recuperar a participação, motivado, também, pela supersafra do ano passado”, explica o assessor.


O algodão mineiro mantém o ritmo de crescimento das exportações, confirmando o cenário favorável para a cultura. No acumulado do trimestre, o valor exportado alcançou US$ 26,2 milhões, com crescimento de 48% em relação ao mesmo período do ano passado, e o volume atingiu 11,2 mil toneladas (+92%).

PAUTA O destaque foi a inclusão de novos produtos na pauta de exportação mineira. Pela primeira vez, o primeiro trimestre registrou a comercialização de milho doce, enviado para a Argentina, filés de peixe, comercializados com o Vietnã, e pimentões vermelhos, enviados para a Alemanha. “É muito importante a inserção de novos produtos na pauta das exportações, uma vez que 95% da receita gerada vem do café, complexo soja, produtos florestais, carnes e complexo sucroalcooleiro”, destaca o subsecretário João Albanez.


Em relação às carnes (bovina, frango e suína), o faturamento registrado foi US$ 196 milhões, praticamente o mesmo valor alcançado em relação ao primeiro trimestre de 2018. Os produtos florestais (celulose, madeira e papel) somaram US$ 204 milhões, com a comercialização de 342 mil toneladas.


As exportações dos produtos do complexo soja (grão, farelo e óleo) alcançaram US$ 146 milhões, com redução no volume e no valor. Na avaliação do subsecretário, as incertezas que rondam as negociações entre os Estados Unidos e a China deixaram o mercado instável e contribuíram para a redução do valor da tonelada. Além disso, a China, um dos principais mercados importadores de commodities, reduziu em 17% o volume das importações da soja mineira. Os estoques americanos estão com volume expressivo estocado aguardando as negociações, pressionando negativamente os preços.


Os produtos do agronegócio mineiro foram enviados para 144 países. Os principais importadores no primeiro trimestre foram China (16,5%), Estados Unidos (12,8%), Alemanha (11,7%), Japão (8,1%) e Itália (7,9%).


Aline Veloso diz que o sistema Faemg, em conjunto com a CNA e a Agência de Exportação (Apex), vem desenvolvendo iniciativas, como rodadas de negócio, com apoio de outras instituições e, nos últimos, a Faemg organizou viagens internacionais com lideranças rurais para que conhecessem sistemas de produção e canais de comercialização desses países, focados nas cadeias de leite e café. “Na França, conseguimos maior visibilidade para queijos artesanais mineiros”.

Valores


Exportações do agronegócio no 1º Trimestre/2019

» Café    US$ 995 milhões (56,9% do valor exportado)
» Produtos florestais    US$ 204 milhões (11,7%)
» Carnes    US$ 196 milhões (11,2%)
» Complexo soja    US$ 146 milhões (8,4%)
» Complexo sucroalcooleiro    US$ 112 milhões (6,4%)

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade