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Estado de Minas DA ARQUIBANCADA

Copa do Brasil pode ajudar nosso América (e Lisca) a se reencontrar

Duas derrotas seguidas no Campeonato Brasileiro nos colocam diante da dúvida se somos mesmo fadados a subir e logo cair


08/06/2021 04:00

Até mesmo o técnico Lisca tem se comportado de uma forma um tanto estranha, apático à beira do gramado(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press %u2013 2/5/21)
Até mesmo o técnico Lisca tem se comportado de uma forma um tanto estranha, apático à beira do gramado (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press %u2013 2/5/21)


A esta altura, já estamos mais próximos do decisivo jogo da Copa do Brasil contra o Criciúma, amanhã, do que da atuação despretensiosa na derrota de domingo para aquele que é um dos times mais fracos da história recente do Corinthians.

Mas o tempo é implacável, e se você está lendo a coluna nesta terça-feira, eu ainda estou aqui, catando os cacos dessa derrota chatíssima no domingo à noite, tentando achar alguma esperança e firmeza para dizer que vamos sobreviver a esta Série A.

Em outros tempos, diria que o América tem um baita azar com a tabela. E olha que o próximo adversário é “só” o Flamengo, no Rio. Falaria também que esse tal de VAR só entra em campo
para tirar dúvidas milimétricas em lances que confirmam marcações contrárias. A propósito, façamos jus à bomba do folclórico – e ainda incógnita – Ribamar.

Mas o que quero dizer mesmo é que não há nenhuma desculpa confortável para esse começo desanimador de Série A. O próprio Lisca, que parece estar meio aéreo no banco de reservas, vem mostrando certa apatia que, definitivamente, não é a cara dele. E parece mesmo que isso reflete o estado de espírito dentro de campo.

A impressão que fica (e ainda tem muita água para rolar) é que na Primeira Divisão o buraco é mais embaixo, não há muito espaço para erros e esse elenco não me parece ser tão cascudo para a competição. Que eu queime minha língua.

Um time razoável e organizado, mas ainda sem aquela pimenta extra, com seu melhor jogador (Ademir) se mostrando previsível demais. Que saudade daquele fumaçinha que entrava como coringa durante o jogo, desnorteando a defesa adversária e mudando panoramas...

O ponto é que eu já admito que começou, prematuramente, a bater aquela velha sombra da síndrome de impostor que torcedores do Coelho enfrentam toda vez que jogamos este torneio. Ainda está no início, mas, meu Deus, será que nossa sina é subir e descer sempre?

A solução no curto prazo é simples: somente uma classificação na Copa do Brasil fará as coisas voltarem ao eixo. Para o psicológico do time e a continuidade da temporada, avançar contra o Criciúma virou uma missão mais do que necessária.

Para isso, eu conclamo aos quatro ventos: Volta a ser doido, Lisca! A gente está mesmo é sentindo falta de algum ingrediente de loucura que nos traga a sanidade de volta.



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