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Estado de Minas OPINIÃO SEM MEDO

Propina no MEC: caiu o mensageiro, beleza, mas e o dono da mensagem?

É comum, no Brasil, crimes sem criminosos e sentenças condenatórias sem culpados


28/03/2022 16:52 - atualizado 29/03/2022 07:43

Bolsonaro e Ribeiro
Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro (foto: Clauber Toledo/PR)

Vejam só: houve petrolão, certo? Centenas de testemunhas apontaram Lula da Silva, o meliante de São Bernardo, como o líder da quadrilha - inclusive o MPF (Ministério Público Federal). Bilhões de reais foram devolvidos por empresas que assumiram suas culpas. E inúmeros corruptos foram em cana, e pagaram multas milionárias. Contudo, hoje, após a anulação das sentenças condenatórias do chefão petista, pelo STF (Supremo Tribunal Federal), os crimes permanecem, porém, sem culpados.


Outra mania típica de Banânia é condenar a mensagem e poupar o mensageiro. Você publica algo contra A ou B, e este, sem adentrar ao mérito da denúncia, te ataca e estimula o ódio de seus aliados contra o idiota que ousou expor algumas verdades inconvenientes. Se a imprensa mostra a Wal do Açaí, as rachadinhas, as mansões, os panetones, enfim, os enroscos do clã Bolsonaro com práticas ilegais, ela é atacada, e os fatos, que se danem. Eu mesmo vivo 'sofrendo' com isso, hehe.

Pois bem. O ex-ministro da Educação - que ninguém nem sabe o nome - foi flagrado, confessando que destinava verbas públicas a pastores indicados por Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto. Ou seja, apenas aí nós temos: advocacia administrativa, tráfico de influência e improbidade administrativa - de ambos. Tão logo o escândalo veio à tona, o bolsonarismo, para não variar, deturpou as informações, desmentiu o óbvio ululante e, é claro!, atacou a imprensa, afinal, qual outra saída?   

Dois dias atrás, o patriarca do clã das rachadinhas veio a público e garantiu solidariedade - a mesma que garantiu a Vladimir Putin, recentemente - ao 'amigo e irmão', por quem, inclusive, disse colocar 'a cara no fogo'. Como em política não há verdade que dure 24 horas, sobretudo na boca de um mentiroso contumaz, o 'servo de Deus', que obedecia às ordens do Messias, caiu feito jaca podre. Milton Ribeiro (esse é o nome!) será substituído por um indicado de Valdemar da Costa Neto, preso no mensalão.

A pergunta que fica - e que não quer calar - é: e o dono da mensagem? Sim, porque o ministro admitiu que cumpria ordens, ao beneficiar um pastor que cobrava propina em barras de ouro, para gerenciar verbas públicas. E cumpria ordens de Jair Bolsonaro, que lhe indicava os arrecadadores. Ora, se em nome de Messias o ministro prevaricava, por que Messias, então, está sendo poupado? Desenhando: Lula nomeou Palocci o operador da planilha de propina 'amigos'. Só Palocci estava errado?

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