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Estado de Minas SEU INVESTIMENTO

Saiba como investir num cenário de juros baixos

Um bom começo é optar pelos fundos de investimentos, para o investidor que está começando e ainda não tem a destreza de montar uma carteira de ações ou escolher os fundos imobiliários


postado em 19/02/2020 04:00 / atualizado em 19/02/2020 08:46

Aplicar em renda fixa deixou de ser boa opção, mas o investidor tem de entender objetivos, riscos e traçar prazo para o seu capital antes de escolher foco, por exemplo, em ações (foto: Cris Faga/Fox Press/Estadão Conteúdo 25/5/17)
Aplicar em renda fixa deixou de ser boa opção, mas o investidor tem de entender objetivos, riscos e traçar prazo para o seu capital antes de escolher foco, por exemplo, em ações (foto: Cris Faga/Fox Press/Estadão Conteúdo 25/5/17)

Tivemos na última semana mais um corte na taxa básica de Juros, a Selic. No atual patamar de 4,25% ao ano, o cenário dos investimentos para o brasileiro mudou completamente. No passado, quando tínhamos taxas de dois dígitos, o brasileiro sem muito esforço e praticamente livre de risco, tinha 1% ao mês de rentabilidade. A renda fixa era o porto seguro dos investimentos e a poupança reinava na preferência de grande parte das pessoas. Esse passado não volta mais, pelo menos tão cedo.
 
De fato, a renda fixa vai servir para o investidor manter aquele dinheiro que pode necessitar no curto prazo. Quando falo de renda fixa estou falando de tesouro Selic, CDB com liquidez e outros que rentabilizam o investidor com algo próximo a taxa Selic. Esqueça a poupança, essa perde para a inflação!
 
Hoje, a renda fixa não proporciona ganhos reais. Se olharmos a taxa de juros real, que é o rendimento dos investimentos menos a taxa da inflação, vamos perceber que a renda fixa não permite mais acumular patrimônio, ou seja, no máximo você vai apenas conseguir manter o seu poder de compra.
 
Antes que você ache ruim, lembre-se de que um país com baixa taxa de juros, normalmente consegue crescer de forma sustentável, pois o custo do dinheiro é mais barato. Você, consumidor, provavelmente vai se beneficiar disso quando for comprar alguma coisa parcelada, seja um carro ou financiar a casa própria. E para as empresas não seria diferente, o custo de suas dívidas fica mais baixo, o que representa um ganho.
 
Mas, já que a renda fixa deixou de ser uma boa opção de investimentos, onde eu devo investir? Primeiro passo é entender seus objetivos e traçar prazos para o capital que você deseja investir, dessa forma não irá correr riscos com aquele dinheiro que você pode precisar no curto espaço de tempo. Nessa etapa, você vai precisar identificar o seu perfil de investidor, assim ficará mais fácil encontrar uma alocação que atenda seu objetivo.
 
Essa alocação deverá atender a um critério que classifico com essencial para qualquer investidor, a diversificação. Independente de quanto dinheiro você tenha, não abra mão da diversificação. Hoje, todo investidor com capital reduzido consegue de alguma forma diversificar e não colocar todos os ovos na mesma cesta.
 
Para o investidor que está começando e ainda não tem a destreza de montar uma carteira de ações ou escolher os fundos imobiliários que irão compor seu portfólio, um bom começo é optar pelos fundos de investimentos. A classe de fundo que mais cresceu nos últimos 2 anos com a queda da taxa de juros foi os Fundos Multimercados. Trata-se de uma categoria que tem liberdade para investir em vários ativos, como renda fixa, ações, moedas, mercado exterior e etc.
 
Recentemente, buscando melhores rentabilidades, os investidores mais conservadores, migraram uma parte do dinheiro dos fundos de renda fixa para os fundos multimercados, pois ainda não aceitavam as oscilações do mercado de bolsa. Portanto, a escolha dos multimercados pode ser uma boa pedida para você iniciar a sua jornada de investidor. Nos próximos artigos falarei mais sobre os Fundos de Investimentos e o que devemos nos atentar na escolha dos fundos.

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