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Estado de Minas ESTRATéGIAS JUSTAS

Iniciativas de sustentabilidade ganham força durante a quarentena

"São muitas as empresas que têm buscado ligar sua marca a um conjunto de ideias, estratégias e demais atitudes ecologicamente corretas, economicamente viáveis, socialmente justas e culturalmente diversas"


postado em 24/05/2020 09:30 / atualizado em 24/05/2020 09:35


A marca mineira Bendizê criou a campanha Por uma quarentena mais justa para lançar uma linha de blusas em homenagem a Guimarães Rosa. “É junto dos bão que nós fica mió”, foi a frase de Grande sertão: veredas escolhida para estampar as blusas, que, para seus criadores, diz muito sobre o momento de pandemia que estamos vivendo.
 
“Afinal de contas, em tempos de isolamento social, o sentimento que permanece entre todos é de saudade. Saudade de estar junto dos amigos, da família, de quem cada um gosta!”, justificam Leonardo Goulart e Breno Peroni. A marca, que completa dois anos e meio no mercado, é conhecida por explorar falas típicas do mineirês, como “Tô garrado” e “Trenzim” nas estampas de suas roupas.
 
Agora a ideia é reverter 20% da venda das blusas criadas para a campanha para a organização social TETO Brasil, que tem como objetivo arrecadar fundos para adquirir cestas básicas, galões de água e produtos de higiene para serem doados a famílias em situação de vulnerabilidade das comunidades nas quais atuam. Há 12 anos no Brasil, a TETO construiu cerca de 4 mil moradias de emergência, desenvolveu 50 projetos comunitários e mobilizou mais de 70 mil voluntários nos estados onde se faz presente, como Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Bahia e Pernambuco.
 
Iniciativas como essa, de fomentar a sustentabilidade, vêm ganhando força desde o início da quarentena. São muitas as empresas que têm buscado ligar sua marca a um conjunto de ideias, estratégias e demais atitudes ecologicamente corretas, economicamente viáveis, socialmente justas e culturalmente diversas.
 
Se por um lado a sustentabilidade serve como alternativa para garantir a sobrevivência dos recursos naturais do planeta, vem se transformando também em estratégia de sobrevivência empresarial. Perceber que, mais que buscar sustentar-se como negócio profícuo, é preciso se preocupar com o entorno, valorizando o bem-estar social.
 
Talvez esse seja um dos despertares mais promissores da crise que veio com a pandemia. Questões como “Aonde queremos chegar com tudo aquilo que fazemos e produzimos?” estão sendo levantadas e o melhor é que saibamos respondê-las prontamente, até porque, não há mais como nem por que esperar.
 
Nada melhor que se unir a causas de socorro emergencial, visto que atravessamos o momento de apagar o fogo, torcendo para que chegue logo a hora de a poeira baixar para plantarmos algo ainda mais sustentável e equilibrado socialmente.

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