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Estado de Minas COMPORTAMENTO

Histórias para contar

'Adoro as festas, as confraternizações'


postado em 22/12/2019 04:00


 
Não me recordo quando foi que acabamos abolindo de nossas vidas o presente de Natal e de outras datas comemorativas. Quando pequenos, meus dois filhos escreviam cartinhas ao Papai Noel, cujas meias ainda gosto de colocar entre os enfeites que caracterizam minha casa nesta época. Coloco no mesmo lugar todo ano e envio aos meninos a foto dizendo que ainda há tempo de fazer o pedido. Como resposta, mandam sorrisos.
 
Adoro Natal. Adoro as festas, as confraternizações. Não compro presentes e como consequência também não os ganho. Um ou outro ainda se aventura a me dar o que acha minha cara, assim como eu faço com as pessoas ao longo do ano. Se combina com costura, compro para minha professora. Se vai agradar a este ou àquele amigo, acabo levando e entregando quando nos encontramos.
Com meu marido, meus filhos, pais, irmãos e sobrinhos não é diferente. Então, na noite de Natal nos resta comemorar e rir muito com as brincadeiras que ficam a cargo dos jovens criar ou copiar.
Há um bom tempo estipulamos o amigo-oculto criativo. Normalmente, bem próximo ao dia 24, quando enfim conseguimos nos reunir, saímos juntos, nos separamos em certo ponto e cada um tem o desafio de comprar algo que não ultrapasse determinado valor que, no ano passado por exemplo, era de cinco libras. Estávamos na Inglaterra e na época correspondia a R$ 25.
 
Tarefa difícil, quando se trata de comprar algo para quem se ama tanto. Mas pelo ponto de vista de que, por mais caro que possa ser um objeto, ele nunca terá o valor do amor que se deseja demonstrar a quem presenteamos, qualquer lembrança acaba fazendo bem o serviço.
 
Este ano, um de meus filhos quer fazer o sorteio dos nomes através de um site no qual se colocam os nomes e a tecnologia se incumbe de não deixar que alguém tire a si mesmo. Lembrei-me de um amigo de adolescência que, por medo de não gostar do que iria ganhar, arrumava uma tramoia até que conseguisse tirar o próprio nome. Como ele fará agora na era da tecnologia?
 
Ano passado, meu filho ficou incumbido de escrever os nomes nos pequenos pedaços de papéis. Escreveu o próprio apelido, Tuca, assim como se referiu a mim por um apelido que usavam quando criança, Tica. Não sei ao certo quem tirei, se Tica ou Tuca, pois para que ninguém descobrisse, logo joguei o papel fora.
 
Vi que começava com T e acabava com A, só poderia ser ele. Resumo da ópera, Tuca ganhou dois presentes e eu nenhum, o que foi rapidamente resolvido. Fiquei com a deliciosa caixa de bombons e ele, que acabara de montar a própria casa, com um enfeite para a estante que estava vazia. Se começarmos a usar o site para fazer por nós o sorteio, por certo teremos menos histórias para contar sobre momentos divertidos e completamente despretensiosos e leves como a vida deve ser.
Feliz Natal!


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