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Estado de Minas fora da caixa

Startup é aposta contra fraude e artimanha de aluno no ensino online

O conceito de tecnologia usa basicamente a 'cadência de digitação' dos alunos para verificar sua identidade


postado em 04/07/2020 04:00 / atualizado em 04/07/2020 07:38


Criador da tecnologia, Midierson Maia diz que processo usa inteligência artificial para criar identidade digital (foto: Juca Rodrigues/Divulgação)
Criador da tecnologia, Midierson Maia diz que processo usa inteligência artificial para criar identidade digital (foto: Juca Rodrigues/Divulgação)

Um dos setores mais impactados pela pandemia provocada pela COVID-19 é o da educação – as escolas fecharam, mas as aulas não foram interrompidas. O ensino a distância é, neste momento, o único possível. A transformação digital, que já vinha acontecendo em instituições de ensino, foi obrigatoriamente acelerada. Os novos processos tecnológicos estão impondo novos desafios e as suas soluções passam a ser produtos disputados pelo mercado. Contra a incapacidade de verificar a identidade dos alunos, por exemplo, inteligência artificial na telinha.

Um dos desafios para faculdades e universidades é a verificação da identidade dos alunos durante cursos e avaliações virtuais. Como o professor, ou a escola, podem ter a certeza de que o trabalho é original, e não copiado? Ou que a tarefa está senda mesmo executada pelo aluno, e não por um substituto? Recém-chegada ao Brasil, a Preemptor.AI, é uma empresa canadense, fundada por um brasileiro, focada em Verificação de Identidade em Entrega Remota (IVRD, sigla em inglês para Identity Verification in Remote Delivery) para o segmento educacional, que está usando inteligência artificial e blockchain, considerada um protocolo de confiança, para garantir um processo idôneo.

O conceito de tecnologia usa basicamente a “cadência de digitação” dos alunos para verificar sua identidade. “Isso é capturado pela inteligência artificial para criar algo semelhante a uma impressão digital, pois cada pessoa digita de uma forma diferente”, destaca Midierson Maia (foto), o fundador da Preemptor.AI, que criou o IVRD. O sistema de cibersegurança, integrado à plataforma da escola, ainda utiliza reconhecimento facial e de voz. “Se um aluno fixa o olhar fora da tela, para consultar um texto em outra superfície, identificamos isso e o professor recebe o alerta em tempo real”, exemplifica.

Todos os dados são armazenados em blockchain, uma tecnologia de registro distribuído e imutável que visa à descentralização como medida de segurança. “Se as escolas não conseguirem determinar a identidade dos alunos que completam avaliações, os modelos de entrega remota falharão. A verificação garante que os resultados sejam válidos e justos”, destaca Maia. As soluções da Preemptor.AI já estão em uso no Brasil, no Canadá e uma operação foi recentemente iniciada também em Portugal.

Artimanhas existem, desde a cola até a compra de trabalhos de finalização de cursos, passando por substituição de pessoas para fazer uma prova on-line. Cibersegurança, inteligência artificial, blockchain... são soluções para novos dilemas que tendem a popularizar.


Pequenas e médias impactadas

Equilibrar-se entre garantir caixa, reduzir custos e contar com ferramentas digitais para sobreviver à crise trazida pela pandemia é desafio para pequenas e médias empresas brasileiras. A constatação é da pesquisa “Panorama PMEs: Os impactos da COVID-19 e os passos para a retomada”, liderada pela empresa Resultados Digitais (RD), que mostrou ainda que 73,9% das PMEs mineiras registraram impacto negativo em suas receitas, índice abaixo da média nacional (77,7%). O impacto negativo de 11,7%, entretanto, também ficou abaixo da média (13,4%). Já o percentual de empresas que não foram afetadas foi de 14,4% em Minas e 8,9% no Brasil.

 
 
Ferramentas de sobrevivência
 
Uma consequência da pandemia é a aceleração da transformação digital das pequenas e médias empresas. Segundo a Resultados Digitais, uma das líderes no desenvolvimento de software voltado para o crescimento de médias e pequenas empresas no país, mais de 18% das entrevistadas contrataram serviços de videoconferência desde o início da pandemia. Também houve crescimento considerável na contratação de software de gestão de marketing e vendas (aumento de 8%), gestão de mídias sociais e WhatsApp (8%), soluções de loja virtual (7%) e software de atendimento e suporte a clientes (6%).

 
 
Milhões procuram startups

A Caravela Capital, fundo de capital de risco com foco em empresas de base tecnológica em estágio inicial, quer investir R$ 75 milhões em até 20 empresas, com aportes individuais entre R$ 1 milhão e R$ 3 milhões. A ação foi idealizada pelos investidores Lucas de Lima e Mário Delara, cofundadores da Caravela. Lima atuou como investidor-anjo em startups, como a Contabilizei, e é um dos responsáveis por operacionalizar o Curitiba Angels. Delara já realizou investimentos no Spotify e outras statups, além de 
atuar como gerente de capital de giro da Kraft Heinz nos Estados Unidos. 
Mais informações em http://caravela.capital.
 

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