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Estado de Minas FORA DA CAIXA

Desmonetização e deflação tecnológica


postado em 05/10/2019 04:00 / atualizado em 04/10/2019 21:54


 
(foto: Filipe Rhodes )
(foto: Filipe Rhodes )
 
 
A tecnologia tem a capacidade de tornar um produto ou serviço em algo barato, ou mesmo gratuito. Quanto já custou um computador, uma passagem de avião, uma ligação telefônica? Esse movimento, que vem ganhando força na transição da era industrial para a digital, foi batizado de "desmonetização" por Peter Diamandis – cofundador e presidente-executivo da Singularity University, sediada em uma base da Nasa, no Vale do Silício, e autor do best-seller Abundância. E ao passo que o preço de um bem ou serviço cai, de forma contínua, ele poderá pressionar o índice de inflação para baixo, nascendo aí o conceito de "deflação tecnológica", segundo o líder da área de economia e finanças, também da Singularity University, Amin Toufani.

É preciso compreender que, à medida que a tecnologia é mais acessível, incontáveis produtos e serviços podem baixar seus preços até o custo zero. Hoje, podemos baixar aplicativos em nossos smartphones que substituem de equipamentos, como rádio, televisão, câmera fotográfica, relógio e agenda, até espaços físicos (e tudo que eles abrigam), a exemplo de escolas, agências bancárias, dos Correios e de viagens. O Napster desmonetizou a indústria de música. O Skype, a telefonia de longa distância. A Uber, o transporte urbano. A Airbnb, o setor de hotelaria.
 
Entende-se por deflação o processo inverso à inflação, ou seja, uma queda de preços ao consumidor. Os novos conceitos abrem diferentes frentes de debate e colocam em xeque a visão keynesiana, de que deflação remete à recessão. Afinal de contas, estamos falando de novos comportamentos de consumo, de novas empresas. Essa realidade, que não tem nada de futurística, exige uma reflexão sobre a condução política monetária do Brasil e do mundo. Para Toufani, poucos países estão preparados para o que vai acontecer antes de 2030 e uma dessas coisas é justamente a deflação tecnológica.





Inforuso movimenta Beagá
O 36º Inforuso, um dos mais tradicionais eventos de Tecnologia da Informação, realizado pela Sucesu Minas nesta semana em Belo Horizonte, trouxe como tema as relações humanas na sociedade 5.0, reunindo mais de 50 palestrantes e 1,7 mil pessoas. Abrigou o StartupCity Summit Minas Gerais, promovido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede). O evento, que integra a The Next Web Conference, que ocorre anualmente na Holanda, é reconhecido internacionalmente por promover a troca de boas práticas para o fomento do ecossistema de startups das cidades. É a segunda vez que acontece fora da Holanda e as duas vezes foram em Belo Horizonte, onde acontecerá a edição América-Latina, conforme anunciado no evento.


"Minas está em 2º lugar no ranking dos estados com mais startups. Belo Horizonte em 3º, no que diz respeito às cidades.  É preciso esforço do governo, iniciativa privada e instituições, que podem – e devem – fazer a diferença nesse jogo”

Harlen Duque, presidente da Sociedade de Usuários 
de Tecnologia de Minas (Sucesu-MG)


Nova liderança no BH-TEC
O Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC) tem novo gestor: o economista Marco Aurélio Crocco Afonso. Ele é mestre em economia industrial e da tecnologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e PhD em economia pela Universidade de Londres. Possui pós-doutoramento pela Universidade de Cambridge (Inglaterra) e Universidade Paris-Dauphine (França). Professor titular do Departamento de Ciências Econômicas da UFMG e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Crocco é especialista em economia monetária e desenvolvimento regional. Foi presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) e da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) e estruturador da Fundep Participações (Fundepar).



 
(foto: bdmg )
(foto: bdmg )


"A estratégia é tornar o BH-TEC um dos principais atores da interação universidade-empresa e do fomento à pesquisa, à inovação e à transferência de tecnologia, compondo a política pública de ciência, tecnologia e inovação do estado”

Marco Aurélio Crocco
gestor do Parque Tecnológico de 
Belo Horizonte (BH-TEC)


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