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Tempo de Natal

Ele ama primeiro, vem ao nosso encontro para nos restituir a esperança, iluminar nossa escuridão, instalar a luz%u2019


postado em 22/12/2019 04:00 / atualizado em 21/12/2019 19:59


 
É Natal. Tempo de olhar para o céu e acreditar na estrela que nos guia à estrebaria, onde um Deus menino assume nossa condição humana vindo ao mundo para nos salvar – é o Deus que se humaniza para divinizar o homem. Na pequenez da manjedoura repousa o amor sem medidas, a generosidade sem limites, o perdão que não cansa de perdoar.
 
A maravilha do mistério da gruta de Belém é que ele aconteceu há mais de dois mil anos, mas continua acontecendo ainda hoje, como acontecerá amanhã. É um mistério em andamento. Por isso o Natal, para o cristão, não significa comemorar um antigo nascimento, mas um fato que mais uma vez acontece entre nós. Aquele que veio no passado em Belém está vindo cada dia no hoje de nossa existência. Não é o Deus que veio. É o Deus que vem. Eis a beleza do Natal. Belém é a prova surpreendente e arrebatadora do amor de Deus. Ele ama primeiro, vem ao nosso encontro para nos restituir a esperança, iluminar nossa escuridão, instalar a luz e apagar as trevas.
 
O evangelista Lucas, ao narrar o nascimento de Jesus, afirma logo no princípio do primeiro capítulo seu cuidado em “redigir um relato ordenado, depois de ter investigado tudo cuidadosamente desde as origens”, já mostrando sua preocupação com referências históricas. Assim, o nascimento do Menino está perfeitamente dentro da história universal, aconteceu em um tempo preciso, em uma região geográfica bem definida em sua localização e com os nomes das autoridades constituídas da época.
Quem visita a Terra Santa vive uma maravilhosa experiência quando chega a Belém e depara com o imenso vale onde os pastores cuidavam dos rebanhos. Passeando por aqueles lugares, vai-se tomando conhecimento de que, no tempo de Cristo, as famílias se alojavam realmente em grutas, colocando os animais ao fundo. As famílias iam se alojando uma após a outra, ou seja, não foi nenhuma novidade Maria e José se acomodarem em uma delas. Talvez para terem maior intimidade na hora do nascimento, provavelmente o casal tenha escolhido ficar mais ao fundo, portanto, mais perto dos animais. Daí Maria, após envolver o menino em faixas, ter colocado Jesus em um cocho, possivelmente o que encontrou mais parecido com um berço naquele ambiente com certeza desconfortável.
 
Para Santo Agostinho, como manjedoura é um lugar para alimentar os animais, agora está na manjedoura o verdadeiro pão descido do céu, como o verdadeiro alimento que o homem precisa para a vida eterna. É uma linda imagem, que vem se juntar a outras tantas imagens significativas que aconteceram naquele tempo, como o coral de anjos anunciando aos pastores naquela noite feliz que “na cidade de Davi nascera o Salvador, que é o Cristo Senhor”.
 
Os pastores conduziam seus rebanhos de pasto em pasto atrás de água e boas pastagens e durante as vigílias da noite tomavam conta dos rebanhos nos redis. Talvez por isso tenham sido as primeiras testemunhas do grande acontecimento: estavam de vigia, e mais próximos do acontecimento. Além de serem pessoas simples, representando os marginais, desprezados e excluídos da época, depois destinatários das pregações de amor de Jesus.
 
Celebrar o Natal é recordar as maravilhas que os anjo s contaram aos pastores e, como Maria, ouvir, meditar e guardar tudo no coração. O próprio Deus visita seu povo, o Todo-Poderoso se faz uma frágil e indefesa criança, o Imenso, que nada pode conter, é reclinado numa manjedoura; Aquele que tem o braço forte para reger o universo agora é acolhido e conduzido por mãos humanas. Mesmo enquanto dorme, o Menino vela por nós.
 
Que na santa noite de Natal possamos colocar na manjedoura todos os nossos sonhos, lágrimas e esperanças. Pedindo também pelos que não podem ou não sabem pedir. Para os que estão na solidão da vida e para os que não aprenderam a ser consolados. Para os que perderam o sorriso, os que não sabem repartir e os que estão cansados de chorar.
Este ainda é um tempo para agradecer por tantas graças e bênçãos em nossas vidas. Pela família que temos e os amigos com quem dividimos dores e alegrias. Agradecer o pão, os dons e os bens. O amor sem medidas do Pai.
Tentemos conservar o Natal no coração por todos os dias do ano. Um abençoado e Feliz Natal para todos.

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