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Estado de Minas MINA$ EM FOCO

Pequenas cidades de Minas Gerais pedem vacina, emprego e renda

Prefeitos se frustraram com a distribuição das primeiras doses da CoronaVac e que será necessária para estimular a reação da economia


22/01/2021 04:00 - atualizado 22/01/2021 07:55

Além de São Tomé das Letras, receberam menor quantidade de doses de imunizante cidades como Paraopeba, Inhaúma, Funilândia e Barão de Cocais(foto: Portal São Tomé das Letras/divulgação)
Além de São Tomé das Letras, receberam menor quantidade de doses de imunizante cidades como Paraopeba, Inhaúma, Funilândia e Barão de Cocais (foto: Portal São Tomé das Letras/divulgação)
Uma espécie de revolta de prefeitos de pequenas cidades contra os modestos lotes da vacina CoronaVac recebidos esta semana dá a dimensão de quanto será longo e complexo o caminho do Brasil para conseguir vacinar a população contra a COVID-19 e ter mais chances de, assim, se recuperar da crise econômica.

Em entrevista ao Estado de Minas, o prefeito Juca Bahia, de Paraopeba, com seus 25 mil habitantes, contou que só teve direito a 68 unidades do imunizante.

Ao recepcionar a carga, ele, que havia negociado 50 mil vacinas com o Instituto Butantan, a classificou como “brincadeira”. Houve frustração, ainda, em Inhaúma, Funilândia, Barão de Cocais, Nova União e São Tomé das Letras, entre outros municípios.
 
A situação dos municípios menores de Minas é, de fato, delicada diante dos efeitos do avanço da doença respiratória e da capacidade de se fazerem incluídos na esperada recuperação da economia.

Eles aparecem diluídos nas estatísticas e nos indicadores da COVID-19 estado afora. Muitas vezes, são tratados como se devessem apenas aguardar que a imunização os alcance, assim como o movimento de reação do emprego e da renda vislumbrando as maiores cidades.
 
O lugar desses municípios não aparece, embora faça parte da parcela de cerca de dois terços do total de diagnósticos de COVID-19 em Minas e um percentual um pouco inferior a isso de óbitos provocados pela doença.

O boletim epidemiológico do último dia 20 da Secretaria de Estado de Saúde mostra balanço de 659.385 casos confirmados e 13.721 mortes desde o início da pandemia.
 
Quem imaginaria essa extensão da crise sanitária, quando em março do ano passado a secretaria notificava 52 casos suspeitos da infecção?

Em julho, momento no qual se falava em platô da doença, o estado registrava 78.643 pessoas infectadas pelo novo coronavírus e 1.688 mortos.

Significa que a enfermidade avançou mais de oito vezes em sete meses, quer dizer, 738,4% em termos da contaminação, e, com a mesma proporção, 712,8% no que refere ao universo dos óbitos.
 
Se pareceu ‘brincadeira’ o envio de 68 doses da CoronaVac ao prefeito de Paraopeba, a reação das pequenas cidades foi real e compreensiva.

Elas precisam marcar sua posição agora para ser melhor contempladas numa campanha de vacinação e nas propostas para recuperação da economia.

Num estado com a dimensão territorial de Minas, também não será possível deixar a cargo das cidades-polo a responsabilidade pela volta da engrenagem para reação das empresas e atividades que gerem emprego e renda nas vizinhas pequenas. Serão necessários estímulos dirigidos a essa população.
 
Os maiores municípios de Minas também carregam um fardo pesado no que se refere aos efeitos da COVID-19 sobre as redes de saúde e as atividades econômicas.

Ainda com base no boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde do dia 20, os 10 maiores municípios de Minas no critério da importância do setor de serviços para o estado aparentam ser os mais sacrificados pelos indicadores da pandemia.
 
Eles respondem por 34,6% dos casos da doença respiratória – com 228.207 registros – e 44,4% das mortes, um total de 6.097 desde março de 2020. Esse grupo é composto por Belo Horizonte; Uberlândia, no Triângulo mineiro; Contagem, na Grande BH; Juiz de Fora, na Zona da Mata; Betim, na região metropolitana; Uberaba, também no Triângulo; Montes Claros, no Norte; Ipatinga, no Vale do Aço; Pouso Alegre, no Sul; e Governador Valadares, no Leste de Minas.
 
As empresas de prestação de serviços não essenciais têm enfrentado grave crise de caixa, com redução de demanda e faturamento, diante das necessárias medidas de isolamento social para conter a disseminação do coronavírus.

Pesquisa do IBGE divulgada no dia 15 mostrou que em novembro de 2020 houve recuo de 0,1% nas vendas do setor de serviços após seis meses de crescimento, embora em desaceleração.

A CNC estima que as perdas do setor de serviços do início da pandemia até o fim do ano passado somam R$ 261,3 bilhões, dos quais R$ 21,65 bilhões em Minas.
 
Na indústria mineira, os 10 maiores municípios concentram 33,09% dos diagnósticos da COVID-19,o equivalente a 218.239 registros.

Quanto aos óbitos, representam 38,08% do total, correspondente a 5.225 das 13.721 notificações em todo o estado. Nesse grupo estão Betim, Belo Horizonte, Uberlândia, Contagem e Nova Lima, na Grande BH; Ipatinga, Uberaba, Juiz de Fora, Sete Lagoas e Itabira, ambas na porção central do estado.

Levantamento mais recente do IBGE indicou que a produção industrial de Minas cresceu 0,6% em novembro do ano passado, sétima taxa positiva que o setor alcança, mas ainda abaixo da média nacional de 1,2% para o mês analisado.

Cachaça bem-sucedida

As exportações de cachaça para alguns destinos europeus surpreenderam no ano passado. Segundo o Instituto Brasileiro da Cachaça, as vendas do Brasil para a Alemanha atingiram 1,10 milhão de litros em 2020, volume 2,74% superior ao de 2019, e o valor passou a US$ 1,33 milhão, 6,44% a mais na mesma base de comparação. As vendas para a França subiram 24,53% em volume e 9,45% em valor.

Expansão

R$ 3,4 milhões é o investimento que o IBRAC e a Apex acertaram em apoio a mais de 50 empresas produtoras de cachaça até 2022.
 

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