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Estado de Minas Na contramão da crise

Safra especial de tangerina mineira garante emprego e renda

Os pomares da popular mexerica ponkan, que ocupam cerca de 12,4 mil hectares no estado, devem oferecer 240 mil toneladas de fruta de alta qualidade até o começo de agosto, mantendo pelo menos 24 mil postos de trabalho


24/07/2020 04:00 - atualizado 24/07/2020 07:18

Produção em Belo Vale, que abriga 2,5 mil hectares de tangerina ponkan nesta safra, confirmando a posição do estado como segundo maior produtor do país(foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press 26/6/13)
Produção em Belo Vale, que abriga 2,5 mil hectares de tangerina ponkan nesta safra, confirmando a posição do estado como segundo maior produtor do país (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press 26/6/13)


Sob os duros efeitos da crise sanitária e da economia, mais de 7 mil agricultores de Minas Gerais vão entregar aos consumidores de diversos estados, até o início de agosto, uma das mais fartas safras da tangerina ponkan. O potencial dessa lavoura admirável no estado já era observado e ganha, agora, reconhecimento de destaque como sinônimo de emprego e renda num momento dramático para Minas e o Brasil.

Os pomares da popular mexerica com caldo e doçura que conferem qualidade também excepcional à fruta neste ano esbanjam volume e, a caminho do fim da safra no mês que vem, terão garantido trabalho e remuneração a pelo menos 24 mil pessoas em Minas. A produção esperada é de 240 mil toneladas, aumento de 15% na comparação com o ano passado, beneficiadas pelo clima favorável e o esforço dos agricultores no trato da plantação.

São 12.399 hectares, dos quais 10.422ha em produção e 1.977ha em formação para renovar as áreas de cultivo. A teimosia recompensada do homem do campo assegura dois empregos diretos em cada hectare da cultura e outros dois ao longo da cadeia de fornecimento da fruta, como calcula Deny Sanábio, coordenador estadual de fruticultura da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG).

“É uma das nossas culturas de maior expressão em emprego e renda. A maioria das áreas não dispõe de irrigação e é conduzida por agricultores familiares (são 6.545 com essa característica e outros 587 não familiares)”, afirma. Graças a eles e a milhares de trabalhadores nos pomares e na distribuição, Minas se transformou no segundo maior produtor da fruta no Brasil, perdendo apenas para São Paulo.

Representativo, da mesma forma, é o valor bruto da produção, que deverá alcançar R$ 125 milhões em Minas, dos R$ 980 milhões de receita projetada para a produção brasileira. As lavouras mineiras são suficientes para abastecer mercados como Belo Horizonte, Ceará, Rio de Janeiro e Recife (PE). Este ano, a beleza dos pomares tingidos de amarelo, laranja e verde transbordou nos municípios responsáveis pela maior parcela do volume produzido, e concentrada na região Central do estado, Zona da Mata e o Sul de Minas.

Quem teve o privilégio de admirá-los se surpreendeu, ainda, com a movimentação de caminhões que escoam a produção por meio de sete entrepostos da Ceasa no estado até chegar ao destino final. Distante 80 quilômetros da capital, o município de Belo Vale abriga 2.5 mil hectares de tangerina ponkan, seguido de Campanha, com 1.060ha; Piedade dos Gerais, 860ha; Tocantins (Zona da Mata), 650ha; e Bonfim, 400ha.

Como outros segmentos do pequeno negócio agropecuário, problema e desafios se acumulam, sem o apoio necessário dos governos nas soluções. Deny Sanábio, da Emater-MG, destaca que o grande obstáculo nas lavouras é a doença conhecida como greening, de pronta disseminação e árduo controle.

A praga ataca a citricultura em geral, mas a tangerina é a mais suscetível, exposta à deformação, perda de suco e de açúcar provocadas pelo mal. Em 60 municípios produtores da fruta, a doença está presente, submetendo essas áreas à condição de primeiro nível de risco. Outras 186 cidades estão sob alerta, o que totaliza 242 pontos, ou seja quase 29%, ou mais de um quarto do estado.

Soluções já foram apresentadas no fim do ano passado, reunidas em documento firmado pelos representantes da Câmara Técnica de Fruticultura da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Entre elas estão a demanda por aumento do número de técnicos do Instituto Mineiro de Agropecuária para atuar no levantamento e fiscalização nos principais polos da citricultura no estado.

Outras reivindicações envolvem crédito para pesquisa agrícola, fomento ao mapeamento/georreferenciamento do parque citrícola dos municípios mineiros; e treinamento de pragueiros – pessoas que identificam a olho nu ou com lupa os insetos transmissores da doença de greening e podem multiplicar a técnica de reconhecimento, que contribui para o controle da praga.

De primeira
23 toneladas

É a produção por tonelada de tangerina ponkan em Minas Gerais, volume classificado como alta produtividade

Desenvolvimento

Acordo firmado entre o grupo siderúrgico Gerdau e o Sebrae permitirá a capacitação subsidiada de micro e pequenas empresas em gestão, finanças e marketing, com conteúdo voltado ao enfrentamento dos efeitos da pandemia do novo coronavírus. Nesta semana, foram selecionados 64 empreendimentos dentro do Programa de Desenvolvimento Gerencial instalados em Congonhas, Conselheiro Lafaiete, Itabirito, Ouro Branco e Ouro Preto. O projeto se estenderá até o fim de 2021.



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