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Estado de Minas MINA$ EM FOCO

Crédito não faltará em Minas. A questão é a qual custo

Fundamental é que investimentos possam ser feitos por empresas pequenas, mas grandes empregadoras no país e em Minas Gerais


postado em 06/03/2020 04:00 / atualizado em 06/03/2020 08:27

No BDMG, o presidente da instituição, Sergio Gusmão, faz estimativa conservadora de que serão liberados, ao longo de 2020, mais de R$ 200 milhões em crédito a juros mais baixos (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press 7/11/19)
No BDMG, o presidente da instituição, Sergio Gusmão, faz estimativa conservadora de que serão liberados, ao longo de 2020, mais de R$ 200 milhões em crédito a juros mais baixos (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press 7/11/19)

Com ou sem avanço do coronavírus, este ano promete ser, de novo, um período de oferta maior de dinheiro a micro e pequenos empreendimentos em Minas Gerais, tão carentes de recurso barato para investir. Não significa que mais crédito destinado ao setor será solução para as dificuldades de se reerguer da crise da economia ou do Pibinho de 2019, como mostrou o Brasil no primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro.

O fundamental é que investimentos, muitas vezes para não fechar as portas, possam ser feitos por empresas pequenas, mas grandes empregadoras no país e em Minas. A dúvida está no custo desse dinheiro. “É preciso ver para crer, como São Tomé”, provérbio português bem lembrado em tempos difíceis num país dominado pelo disse me disse na sede da República e as propagandas nas redes sociais.

Em Minas, pelo menos três instituições financeiras que têm linhas para atender a esse segmento anunciam mai- or quantidade e orçamento das operações em 2020: BDMG, o banco mineiro de desenvolvimento, Banco do Nordeste e Santander. Estudo feito pelo Sebrae indicou que pelo menos no primeiro semestre de 2019 a inflação comportada e o acesso mais facilitado aos financiamentos fizeram com que micro e pequenas empresas do estado tomassem emprestados quase R$ 11 bilhões.

No entanto, as condições das taxas de juros, em Minas e no país, segundo o Sebrae, têm de melhorar muito. A taxa média de juros para as microempresas, por exemplo, subiu de 49,2% anuais em 2018 a 50,7% ao ano em 2019. Os percentuais não fazem sentido, tendo em vista que a taxa média geral paga pelas pessoas jurídicas no Brasil, em 2019, foi de 15,7% ao ano. De acordo com o estudo, a explicação estaria no fato de que cerca de 80% do crédito concedido a pessoas jurídicas no Sistema Financeiro Nacional são absorvidos por empresas de médio e grande portes a taxas bem menores, devido ao risco menor do empréstimo ao segmento.

No BDMG, o presidente da instituição, Sergio Gusmão, faz estimativa conservadora de que serão liberados, ao longo de 2020, mais de R$ 200 milhões em crédito a juros mais baixos por meio da plataforma batizada de BDMG Digital, dedicada sobretudo aos micro e pequenos empreendimentos. Se confirmadas as liberações, será o maior valor dos últimos cinco anos.

Em 2019, o banco mineiro destinou a esses empréstimos concedidos on-line R$ 172 milhões, cifra que representou acréscimo de 10,5% sobre 2018. Os acessos à instituição, pela plataforma, também somaram número histórico de 600 mil no ano passado, 54% além dos registros no ano anterior.

Junto ao aumento do crédito, de acordo com Gusmão, seguirá, como em 2019, um esforço da instituição para reduzir as taxas de juros. Em algumas linhas ofertadas a empresas e municípios os juros baixaram a 0,83% ao mês e a até 0,47% mensal nos casos em que os recursos foram usados para reparar danos provocados pelas chuvas e a tragédia do rompimento de barragem de rejeitos da mineradora Vale. Outro esforço é desburocratizar o acesso ao crédito.

O Banco Santander também ampliou no ano passado (em 15,4%) a carteira de crédito destinado a pequenas e médias empresas no Brasil, num total de R$ 41,3 bilhões. A instituição informa que está otimista em relação ao setor e vai ampliar os recursos em 2020. Promete, ainda, um “olhar diferenciado” para a praça de Belo Horizonte, considerada estratégica.

O Banco do Nordeste pretende disponibilizar, neste ano, R$ 206,7 milhões em empréstimos a micro e pequenas empresas de Minas Gerais. A cifra significa aumento de 32% frente ao ano passado. O BNB estima aplicar em 2020 R$ 4,4 bilhões em financiamentos a micro e pequenas empresas de nove estados nordestinos, além do Norte de Minas e da mesma região do Espírito Santo. Os recursos, de acordo com a instituição, se justificam devido à importância social e econômica do segmento.

FORÇA MINEIRA

81.865 é o número de empregos formais mantidos pelas micro e pequenas empresas do estado, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério da Economia

Intenção de consumo

As famílias de Belo Horizonte estão retornando ao mercado de consumo de forma cautelosa, segundo o índice ICF, de Intenção de Consumo das Famílias, medido pela Fecomércio Minas, com dados da CNC. O indicador teve ligeira evolução, de 94,4 pontos em janeiro para 94,6 no mês passado. Portanto, mantém-se no nível de insatisfação. A informação nova é que no acumulado dos últimos sete meses evoluiu 10,9 pontos.

Fomento mercantil 

Informações divulgadas pela Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) indicam que atuam em Minas cerca de 500 empresas de factoring, 50 empresas simples de crédito e 14 securitizadoras. O setor atende a 50 mil micro e pequenas empresas no estado, movimentando R$ 30 milhões por ano e projeta, em 2020, crescimento de 10%.

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