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Estado de Minas

Dom Serafim, o modesto príncipe da Igreja

Religioso mineiro, ao mesmo tempo em que era comunicativo, se destacava pela discrição e seriedade. Atleticano, se emocionava com o futebol


postado em 09/10/2019 04:00 / atualizado em 08/10/2019 18:47

(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)

Tem certas pessoas que a gente acostuma tanto com elas que acaba pensando que elas vão durar para sempre. Não que sejam eternas, é claro. Mas que vão acabar, de um jeito ou de outro, não morrendo. Para o colunista, dom Serafim Fernandes de Araújo era uma dessas pessoas. Ficamos conhecendo dom Serafim quando foi nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, quando o titular era dom João de Resende Costa. Dom Serafim já se tornava pessoa atuante na capital, comunicativo, mas, ao mesmo tempo, discreto e sério. Mineiro antes de tudo. Já era conhecido pela imprensa por ter sido o mais jovem bispo do Brasil, sagrado em Diamantina, em 1959. Tinha 34 anos. A partir dos anos 1960, começou a atuar em BH, tendo sido nomeado reitor da Universidade Católica. Sempre foi um sacerdote ligado intimamente ao setor educacional.

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De uma forma ou de outra, sempre se tinha contato com dom Serafim. Em 1986, foi alçado ao posto de arcebispo da Arquidiocese de Belo Horizonte. Tornou-se personagem comum junto à imprensa. Em 1998, veio o ápice da carreira quando foi nomeado cardeal pelo papa João Paulo II, seu amigo pessoal. Aceitou a ascensão para o posto de príncipe da Igreja com modéstia. Não era dado às pompas do cargo. Atleticano, se emocionava com o futebol. Aposentou-se na arquidiocese em 2004, mas continuou a exercer suas funções de sacerdote. Celebrava missas, casamentos, batismos, campanhas de evangelização, ia às reuniões do Atlético, sempre presente no campo educacional. Em 2015, sofreu enfarto. Mas continuou a trabalhar. Ontem, surpreendeu os mineiros. Entregou sua alma a Deus. Nossas homenagens ao sacerdote mineiro, figura emérita da Igreja no país.

Café
Efeito da bienalidade

A safra de café deste ano, considerando-se a produção total, ou seja, de café arábica com a de café conilon, vai apresentar redução de 20,5% em comparação com a do ano passado, que foi de 61,66 milhões de sacas, recorde histórico. A safra deste ano está sendo calculada em 48,99 milhões de sacas, com um detalhe. O café arábica, que é o mais produzido em Minas Gerais (maior produtor do país), terá redução de 27,4%, cerca de 34,47 milhões de sacas. A safra do café conilon, produzido no Espirito Santo, será de 14,2 milhões de sacas. A redução em Minas do café arábica é atribuída ao fenômeno da bienalidade.  Cafeicultores meus conhecidos do Sul de Minas já estão acostumados com esse ioiô do vaivém.

Processo Civil
Competição nacional

A equipe que representou a Faculdade de Direito da UFMG na Competição Brasileira de Processo Civil, promovida pelo Instituto Brasileiro de Direito Processual na Universidade de Curitiba, voltou a brilhar. Conquistou o bicampeonato geral da competição, tanto em oratória quanto em pesquisa e análise processualista. A se destacar a predominância feminina na equipe. O grupo de oradores era todo formado por jovens alunas: Clarice Souza Zaidan, Fernanda Coelho de Campos Rocha, Fernanda de Figueiredo Gomes e Gabrielle Teixeira Ribeiro. A equipe de pesquisa foi representada pelos alunos Bárbara Braga, Bárbara Santana, Bruno Marques, Catharina Almeida, Gustavo Richard, Isabella Thaísa Silva, João Vitor Guaitoline, Leila Mendes, Letícia Munck, Luiza Guimarães, Otávio Vilela, Pedro Saad, Pietra Vaz, Vitória Capute e Yuri Silva. Os orientadores da equipe foram os professores Juliana Cordeiro de Faria, Dierle José Coelho Nunes e Edgard Audomar Marx Neto, auxiliados por um grupo de ex-alunos. Houve revelação de jovens talentos no direito civil.

O diretor da Aliança Francesa, professor Yves Mahé, com Giovani Mendonça, diretor da Associação Brasileira da Indústria da Panificação, na exposição Quel pain mangerons nous demain?(foto: Letícia Raquel/Divulgação)
O diretor da Aliança Francesa, professor Yves Mahé, com Giovani Mendonça, diretor da Associação Brasileira da Indústria da Panificação, na exposição Quel pain mangerons nous demain? (foto: Letícia Raquel/Divulgação)


Corcovado
Trens modernos

Nota para quem faz turismo na Cidade Maravilhosa. Serão inaugurados hoje os novos trens que trafegarão na estrada de ferro do Corcovado, uma das atrações turísticas mais procuradas no Rio de Janeiro. Serão trens de fabricação suíça, com vagões com tetos panorâmicos e capacidade para transportar 600 passageiros (o dobro dos trens em serviço), e de maior velocidade. Anote-se que a estradinha de ferro foi implantada por dom Pedro II há 135 anos. Essa o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não conseguiu desativar.

Novo imortal
Academia Mineira de Letras

Em processo eleitoral tranquilo, cujos trâmites se desenrolaram praticamente desconhecidos do público externo, o professor e escritor Wander Melo Miranda, ex-titular do quadro de catedráticos da UFMG, onde foi docente de literatura, foi eleito segunda-feira para integrar a Academia Mineira de Letras. Vai ocupar a cadeira número 7, que se encontrava vaga com a morte de seu último titular, o jurista Ricardo Arnaldo Malheiros Fiúza. O novo acadêmico teve 32 sufrágios dos 37 votos válidos. Seus concorrentes foram o jurista Paulo Fernando Silveira, de Uberaba, e o escritor Paulo Paranhos, de Caxambu. Melo Miranda tem vários livros, ensaios e artigos publicados e desenvolve uma contínua atividade literária.

Nobel da Paz
Surpresas à vista?

Estamos em plena temporada de proclamação dos vencedores do Prêmio Nobel deste ano. O anúncio do contemplado (ou dos contemplados) com o Prêmio Nobel da Paz deverá ser feito na sexta-feira (11) pela Academia Sueca. A se ressaltar que foi enorme o número de indicados para o prêmio deste ano. Foram 301 indicações, sendo 223 personalidades e 78 organizações mundiais. Portanto, o quadro de indicados é o mais eclético possível. Conta inclusive com o nome do ex-presidente Lula. Entre os nomes mais cotados estão os da jovem ativista sueca Greta Thunberg, do papa Francisco e do cacique brasileiro Raoni Metuktire. Com a Amazônia em foco, o cacique é olhado com respeito pela comunidade internacional.

Nelson Freire
55 anos da AMR

O concerto do grande pianista mineiro Nelson Freire, a ocorrer em 17 de outubro, no Teatro do Centro Cultural do Minas Tênis Clube, será em comemoração aos 55 anos de fundação da Associação Mineira de Reabilitação. A renda do evento reverterá em benefício da entidade que atende em suas instalações um grupo de 500 crianças e adolescentes com deficiências físicas, atendimento que realiza desde julho de 1964. Freire executará repertório eclético.


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