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Estado de Minas

Projeto polêmico libera áreas indígenas para atividades agropecuárias


postado em 27/08/2019 04:00 / atualizado em 26/08/2019 18:26

(foto: Agência Brasil)
(foto: Agência Brasil)

INDÍGENAS
MAIS LENHA NA FOGUEIRA

Hoje, entra em votação no plenário da Câmara dos Deputados mais um projeto polêmico ligado à nova política do governo em relação às populações indígenas e ao meio ambiente. Trata-se do projeto do deputado Felipe Franceschini (PSL), que autoriza a liberação para atividades agropecuárias de todas as terras indígenas demarcadas. Como se sabe, a atividade ilegal em terras indígenas já é grande, a começar pela mineração de ouro e metais preciosos, descambando para agricultura, pecuária e o desmatamento. Portanto, se a lei for aprovada, aí é que o processo deve desandar. Novos protestos internacionais entrarão na ordem do dia.

LACTALIS
CONSOLIDAÇÃO DO COMPLEXO

A Lactalis, a grande multinacional francesa do setor de laticínios, acertou o seu controle total sobre a Itambé depois de fechar negócio, em 10 de julho, com a Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais e a mexicana Lala. Com essa aquisição, a Lactalis, que atua oficialmente no Brasil há apenas cinco anos, transformou-se no maior grupo controlador da indústria láctea brasileira. É dona das marcas Cotochés, Batavo, President, Parmalat, Elegê, Poços de Caldas, Sorrento, Societé, Bridel e Valmont, entre outras. Tudo com autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

PETRÓLEO
DATA HISTÓRICA

Em 27 de agosto de 1859 – portanto, há 160 anos – foi aberto em Titus Ville, nos Estados Unidos, o primeiro poço de petróleo de operação normal do mundo. Desde então, a exploração do ouro negro nunca mais parou. O Brasil entrou tarde no processo. Como diz o ditado, antes tarde do que nunca.

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Hoje, completam-se 80 anos do primeiro voo de uma aeronave impulsionada 100% por motor a jato: o caça Heinkel-178, lançado em 1939 na Alemanha de Hitler. Depois da guerra, o uso do jato mudou o mundo. E o turismo se tornou uma das maiores indústrias do planeta.

JÂNIO QUADROS
MOTIVOS DA INVASÃO

Leitor envia e-mail inquirindo sobre a nota da coluna, publicada no domingo, que abordou a renúncia de Jânio Quadros à Presidência da República. Revelamos que Jânio queria invadir a Guiana Francesa. O leitor pergunta sobre os motivos que levariam Jânio a um gesto tão tresloucado. Pois bem. O motivo principal é que o porto da cidade de Caiena, capital da Guiana, era o principal escoadouro do manganês, bem como do ouro, outros minerais e madeiras nobres, riquezas retiradas ilegalmente do território brasileiro e embarcadas para a Europa sem pagar impostos ao Brasil. Jânio queria acabar com esse contrabando, avaliado em milhões de dólares.

CÓDIGO PENAL
COMO É QUE PODE?

Advogado de BH, que há mais de 30 anos milita nas lides forenses, envia e-mail para reafirmar que além das reformas política, tributária e previdenciária, o governo precisa urgentemente concluir a reforma judiciária, eliminando benesses inexplicáveis concedidas pelo Código Penal. Entre as centenas de absurdos, cita o caso recente do cidadão que matou com tiros no rosto a mãe de quatro crianças (que assistiram ao crime) só porque ela havia levado bolo em vez de salgados à festa junina da qual ambos participavam. O homem fugiu e se apresentou três dias depois. Confessou e foi posto em liberdade, pois não havia flagrante. Mata, confessa e depois vai passear. Pode uma coisa dessas?

DEPÓSITOS JUDICIAIS
GANHAM OS BANCOS

A decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo determinando que depósitos de ações judiciais podem ser feitos em qualquer banco privado e não obrigatoriamente no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal foi aprovada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apesar de os dois bancos oficiais terem entrado com recurso para anular a determinação. Portanto, os bancos particulares acabaram ganhando um presentão. Sem fazer força.

AMAZÔNIA
ORIGEM DOS INCÊNDIOS

Engenheiro-agrônomo de BH, especializado no setor florestal e atuante há 30 anos, envia e-mail à coluna para afirmar que, além do envio de grandes contingentes de militares para a Amazônia para combater os milhares de focos de incêndio na região, o governo deveria formar uma força de combate permanente para tentar acabar com ações criminosas de fazendeiros, madeireiros e mineradores que há anos propagam incêndios. Explica que a maioria das queimadas na Amazônia é provocada por intervenção humana, pois incêndios espontâneos não ocorrem em grande proporção. De cada 10 incêndios florestais, apenas dois seriam causados pela própria natureza. Como diria o vulgo, o homem vai lá e taca fogo na mata.

AZUL
COBRINDO O BURACO

Com o encerramento, em agosto do ano passado, dos voos diretos de Confins para Miami operados pela American Airlines, os mineiros ficaram praticamente sem rota direta diária com os Estados Unidos. De lá para cá, apenas ligações esporádicas passaram a ocorrer. No entanto, a Azul, em novembro, passou a voar três vezes por semana de Confins para Orlando, na Flórida. Abrindo ainda mais o leque de opções, em 16 de dezembro, a Azul fará o voo inaugural de BH para Fort Lauderdale. Esse porto de mar fica a pouco mais de meia hora de carro de Miami. O equipamento será o Airbus A330-200.

ITEM ESSENCIAL
LIMPEZA URBANA

A data de hoje, além de ser o dia do Corretor de Imóveis e do Psicólogo, é também o Dia da Limpeza Urbana. Nesse caso, o homenageado indireto (ou seria direto?) é o gari, figura central do esquema de limpeza das pequenas, médias e grandes cidades. Merece todas as homenagens e rapapés, pois remove o lixo deixado pela população e o leva para locais da desova longe de nossas vistas e narizes. Sem o gari, o mundo seria muito pior. A eles, as honras do dia.


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