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Estado de Minas BRA$IL EM FOCO

Problema adormecido nas estradas vai além da pandemia de COVID-19

Em Minas Gerais, por exemplo, os preços dos fretes subiram 5,37% em fevereiro, contra uma alta do diesel comum de 6,22% no mesmo mês


18/03/2021 04:00 - atualizado 18/03/2021 07:15

Diretor de Operações da FreteBras, Bruno Hacad lembra que o combustível representa de 40% a 50% dos gastos para realização do frete (foto: FreteBras/Divulgação)
Diretor de Operações da FreteBras, Bruno Hacad lembra que o combustível representa de 40% a 50% dos gastos para realização do frete (foto: FreteBras/Divulgação)

Em tempo de aumento das incertezas, a cautela é a melhor forma de observar a realidade, mas sem ignorar as ameaças. A pandemia de COVID-19 está no seu pior momento no país e a vacinação caminha em ritmo aquém do necessário.

Os preços em alta reduzem o poder de compra da população e afetam custo das indústrias e têm reflexo em outros setores, espalhando pressão inflacionária por quase todas as áreas, como o segmento de transporte rodoviário de cargas.

Leia-se caminhoneiros, que, embora estejam desmobilizados no momento, continuam insatisfeitos. Um estudo inédito feito pela FreteBras, plataforma de transporte de cargas, sobre o preço de fretes, mostra que os valores não estão repondo o aumento de custos dos transportadores, principalmente em relação ao óleo diesel.

O Índice FreteBras do Preço do Frete mostra que, em Minas Gerais, por exemplo, os preços dos fretes subiram 5,37% em fevereiro, contra uma alta do diesel comum de 6,22% no mesmo mês.

Nas bombas de abastecimento, mesmo depois de o governo reduzir os impostos federais sobre o derivado do petróleo que aciona os motores dos caminhões, os preços continuam em alta e a perspectiva é de que o benefício temporário (dois meses) concedido pelo presidente Jair Bolsonaro seja anulado.

Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostram que na segunda semana após a redução dos impostos (em 13 de março) o preço do litro do diesel aumentou 0,16% em relação à semana anterior e 1,14% sobre os preços anteriores ao decreto presidencial. Com a alta, o valor médio passou de R$ 4,184 no fim de fevereiro para R$ 4,232 em 13 de março

Pelos números atuais, o benefício de R$ 0,30 sobre o preço nas refinarias já foi anulado com o último aumento, de R$ 0,15 por litro e a alta pela mistura do biodiesel no combustível que sai das bombas de abastecimento.

E o valor deve ter um novo reajuste quando os estados retificarem o valor de referência para cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o diesel, hoje, em média de 14% no país.

Esse valor é alterado a cada 15 dias, indicando que até o fim do mês o ICMS vai pressionar o preço nos postos. Em Minas, os caminhoneiros negociam com o governo uma redução do imposto, mas depois de duas semanas da suspensão de uma greve de dois dias, ainda não chegaram a um acordo.

No estado, segundo a FreteBras, o valor médio do frete é de R$ 0,98 por quilômetro e por eixo, já considerando a correção de pouco mais de 5% em fevereiro.

O valor é o mesmo para a Região Sudeste e fica R$ 0,01 abaixo do frete de R$ 0,99 por quilômetro por eixo no país, A valorização em Minas superou a correção de valor de 2,08% registrada em toda o Sudeste.

Apesar do aumento no valor do frete, o diesel pressiona o custo dos caminhoneiros. Nas refinarias, apenas neste ano, o preço do diesel subiu 42%, gerando um aumento de 6,22% nos postos de abastecimento.

“Apesar dos esforços do governo em reduzir os custos para os caminhoneiros, com a eliminação de taxas de importação dos pneus e a redução dos impostos federais sobre o diesel, a alta ainda é expressiva para os motoristas. O combustível representa atualmente, de 40% a 50% dos gastos para realização do frete”, resume o diretor de Operações da FreteBras, Bruno Hacad.

E ele lembra que além dos gastos com o tanque o motorista arca com desgaste de pneus, óleo lubrificante, estada e alimentação. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, diz que a demanda dos caminhoneiros não é só por preço dos combustíveis.

Pode até ser, mas sem a equalização dos valores nos postos de abastecimento, a pressão vai continuar e será um problema a mais no pós-pandemia, por mais distante que ele possa estar neste momento.


LOGÍSTICA


R$ 48 bilhões

É o valor em fretes contratados pela FreteBras para os mais de 500 mil caminhoneiros cadastrados e 12 mil empresas assinantes da plataforma

Crédito

As micro e pequenas empresas do Ceará e de Pernambuco podem ter se antecipado às medidas mais restritivas da pandemia de COVID-19. Os dois estados lideram o crescimento de 38% na tomada de crédito em fevereiro, com relação da janeiro, segundo o Índice GyraTrend, da plataforma de crédito Gyra+. O Centro-Oeste registrou 27% de aumento, o Sudeste, 13%, e a Região Norte, 7%. A única queda, 
de 8%, foi registrada no Sul do país.

Segurança

A Investools, empresa de tecnologias para o mercado financeiro, teve aprovado financiamento para a GOV Token, ferramenta em blockchain para rastreabilidade de finanças públicas. A ferramenta, criada pela Investools a partir da unidade de negócios Blockchain Studio, será acelerada com recursos da Finep, da Faperj e da Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro. A GOV Token recebeu investimento inicial de R$ 1,5 milhão.

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