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Estado de Minas Brasil em foco

Pandemia avança rápido no 'país quebrado' do presidente Bolsonaro

O presidente parece se justificar diante da perspectiva de uma piora da situação econômica quando deveria, de fato, trabalhar para evitar essa deterioração


07/01/2021 04:00 - atualizado 07/01/2021 07:46

Falas do presidente a apoiadores soam mais campanha para 2022 do que como preocupado com soluções para a grave crise (foto: Evaristo Sá/AFP 24/7/20)
Falas do presidente a apoiadores soam mais campanha para 2022 do que como preocupado com soluções para a grave crise (foto: Evaristo Sá/AFP 24/7/20)
O cenário de arrefecimento da pandemia do último semestre de 2020 que levava a acreditar que os efeitos da COVID-19 estavam se dissipando parece se desfazer com o agravamento das mortes e contágios na segunda onda da doença, que pode levar à adoção de medidas restritivas se a população não começar a ser vacinada com urgência.

A exemplo do que ocorre em países da Europa, o Brasil corre o risco de ver medidas restritivas sendo novamente adotadas, o que vai desacelerar a recuperação econômica neste início de ano.

E, nesse contexto, a afirmação do presidente Jair Bolsonaro de que “o Brasil está quebrado” para justificar não ter feito a correção da tabela do Imposto de Renda serve apenas para minar a confiança dos investidores com o país.

Isso porque o próprio chefe do Estado coloca sob suspeita a capacidade de pagamento do Brasil.
 
 
A declaração é, no mínimo, desnecessária diante da perspectiva de piora na possibilidade de reação da economia com o fim do auxílio emergencial (que ajudou a segurar o consumo na primeira onda da COVID-19) e o encerramento da possibilidade de suspensão dos contratos e da redução de salários e jornada, o que aliviou as empresas e minimizou os cortes de postos de trabalho.

Há estabilidade para os trabalhadores, mas em dois ou três meses, sem uma recuperação, grande parte dessas empresas vai demitir. Com mais pessoas procurando trabalho, a taxa de desemprego por chegar perto de 20%.

E Bolsonaro afirmar que não pode “fazer nada” não tira dele a responsabilidade por esse quadro. Nem mesmo dizer que parte da população não tem preparo “para fazer quase nada” o exime da alta taxa de desemprego.

Basta lembrar que essa mesma população, que em parte tem sim baixa qualificação, estava empregada em 2014, quando o desemprego no país era de apenas 4,8%.

O presidente parece se justificar diante da perspectiva de uma piora da situação econômica quando deveria, de fato, trabalhar para evitar essa deterioração, na avaliação dos economistas.

As falas do presidente Bolsonaro desde que retornou das férias no litoral paulista estão mais para estratégia de campanha para sua reeleição em 2022 do que no sentido de encontrar soluções para a grave crise que o país continuará atravessando no início do seu terceiro ano de mandato.

Na contabilidade econômica, um crescimento de apenas 1,1% no primeiro ano e um tombo que vai chegar perto de 5% no ano passado.

Entre as reformas, apenas a da Previdência – que foi encaminhada no governo do presidente Michel Temer – foi aprovada. A administrativa encaminhada ao Congresso e a PEC do Pacto Federativo pararam nas brigas e disputas do governo com o Legislativo.

As privatizações não ocorreram da forma como foi prometido pela equipe econômica.

Se o país está quebrado (e não está), a responsabilidade é do governo federal que não adotou as medidas para evitar este quadro

Não adianta culpar a pandemia porque ela atingiu a todos os países no mundo e todos estão renovando medidas para socorrer empresas e trabalhadores no momento em que a doença tem uma segunda onda.

Com o avanço do coronavírus e a possibilidade de medidas restritivas associados ao atraso na vacinação, a economia brasileira pode interromper a esperada retomada em V e se estabilizar antes de recompor todas as perdas.

Para este ano, mesmo após um tombo forte em 2020, a previsão é de que o PIB cresça cerca de 3%, insuficiente para recompor o patamar anterior à pandemia.

Feriados


R$ 15,8 bilhões


é quanto o varejo brasileiro deve deixar de faturar este ano em função dos 12 feriados nacionais, segunde a Fecomércio-SP
 

E-commerce

 
Estudo feito pela Social Miner em parceria co a Opinion Box confirma que o e-commerce ganhou espaço entre os brasileiros.

Para 50% foi a primeira vez comprando pela internet, enquanto para 73% a compra on-line se mostrou mais prática. Para este ano, 52% pretendem usar mais o e-commerce, 52% vão comprar on-line e retirar na loja e 49% vão mesclar compras on-line e offline.
 

Seguros

 
A Intermezzo Administradora e Corretora de Seguros e a Wegman Corretora de Seguros vão fundir suas operações a partir deste mês, dando origem à Interweg Seguros.

A pretensão é a partir de abril ter as duas empresas efetivamente em uma única sede em BH. As empresas contrataram a RG5 para fazer auditoria interna e avaliação das duas administradoras de seguros antes da fusão.




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