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Estado de Minas Bra$il em foco

A COVID e os riscos de contágio para a economia brasileira em 2021

No começo do ano, reajustes de transportes públicos, mensalidades escolares entre outros vão pressionar a inflação. Sem contar o efeito do dólar caro nos preços


10/12/2020 04:00 - atualizado 10/12/2020 07:38

A cotação da moeda norte-americana pressiona os preços das commodities, que se refletem na alta do custo da alimentação no país(foto: Fernanda Carvalho/ Fotos Publicas 13 2/6/17)
A cotação da moeda norte-americana pressiona os preços das commodities, que se refletem na alta do custo da alimentação no país (foto: Fernanda Carvalho/ Fotos Publicas 13 2/6/17)
O aumento dos casos e mortes por coronavírus no Brasil nos últimos dias e o risco de o país viver uma segunda onda da doença sem que se tenha iniciado a vacinação podem reduzir o ritmo da recuperação da economia no último trimestre do ano e carregar essa lentidão para o início de 2021.

A continuidade da pandemia num ritmo que obrigue o fechamento de atividades consideradas não essenciais, com um indesejado retrocesso na flexibilização, vai frear a reação num dos setores mais afetados pela pandemia, o de serviços.

Mesmo com crescimento por quatro meses seguidos, o setor acumula perda de 8,8% no ano até setembro. Um recuo nas medidas de flexibilização vai ser danoso também para as micro e pequenas empresas, que esboçam reação neste fim de ano.

Levantamento da Gyra+ – plataforma on-line de concessão de crédito para empresas de pequeno porte –mostra que houve recuperação na procura por crédito por parte das médias e pequenas em novembro, com expansão de 5,57% na média mensal dos últimos 12 meses exatamente no segmento de serviços.

Petshops de pequeno porte, com queda de 8,3% no mês passado frente a outubro teve o pior desempenho, enquanto os serviços mecânicos, com alta de 9,7% e o de vendedores ambulantes de alimentos (9,5%) foram os que apresentaram crescimento no período. Para Rodrigo Cabernitte, CEO da Gyra , a continuidade do auxílio emergencial serviu “como suporte para a demanda por bens e serviços oferecidos pelas pequenas empresas nas diversas regiões do país”.

Como o auxílio termina este ano, como frisou ontem a investidores estrangeiros o ministro da Economia, Paulo Guedes, esse é mais um fator que pode reduzir o ritmo da economia no início do próximo ano, que chegará ainda com o fantasma da inflação assombrando o bolso dos brasileiros e reduzindo o ímpeto do consumo.

A previsão é que o aumento do custo de vida fique acima do centro da meta inflacionária do ano, que é de 4. E no começo de 2021, reajustes de transportes públicos, mensalidades escolares entre outros vão pressionar a inflação. Sem contar o efeito do dólar caro sobre os preços.

“As principais variáveis para nortear o desempenho da economia em 2021 são: incerteza política; elevado risco fiscal (elevado déficit nas contas públicas e expressiva dívida pública); volta do aumento do contágio pela COVID-19, e incerteza sobre quando a vacinação para a doença chegará até grande parte da população”,alerta o economista Nicola Tingas, em relatório da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) sobre o cenário econômico para 2021.

Nas projeções do economista, o desemprego pode chegar a 21% (como mais pessoas buscando emprego). Alerta ainda para o peso da inflação na população de baixa renda, o que agrava a situação de vulnerabilidade social, com impacto sobre o consumo.


Um possível agravamento da pandemia pode determinar encaminhamentos diferentes para 2021. O primeiro com a escolha de uma política econômica de maior risco fiscal e a necessidade de aprovação novamente de um orçamento de guerra, o que elevará a desconfiança dos investidores levando a “um ano de ambiente morno e complexo para economia e mercados.

Do outro lado, um maior rigor fiscal e a adoção das reformas econômicas e medidas acertadas podem dar ao ano que chega um “viés virtuoso”. É entre esses dois caminhos que a COVID-19 coloca a economia brasileira neste momento, com a eleição presidencial de 2022 de pano de fundo para a jornada.

Sudene

R$ 24,1 bilhões é o valor que o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste distribuirá em créditos para investimentos na região em 2021.

Implantes

Com faturamento anual de R$ 100 milhões e a expectativa de dobrar de tamanho até o fim de 2022, a SP Implantes inaugurou em novembro na região central de Belo Horizonte sua 20ª clínica no país. As clínicas atendem a 12 mil pacientes por mês e o mercado no Brasil é promissor. Dados do IBGE mostram que 16 milhões de brasileiros não tem dentes e 60 milhões têm alguma ausência dentária.


Chocolate

A produção brasileira de chocolate ainda sente os efeitos da pandemia do novo coronavírus. A produção nacional cresceu 1,97% no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período de 2019, conforme levantamento de dados das indústrias associadas à Abicab. Apesar da reação no trimestre, de janeiro a setembro o setor apresenta queda de 14,3% na produção. No ano, o setor movimenta R$ 28 bilhões.




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