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Estado de Minas BRA$IL EM FOCO

Um vírus no meio do caminho

Economistas monitoram o avanço da doença e a aposta é que novas revisões tragam o PIB deste ano cada vez mais para perto de 2%


postado em 06/02/2020 04:00 / atualizado em 05/02/2020 22:02

(foto: ANTHONY WALLACE/AFP)
(foto: ANTHONY WALLACE/AFP)
Diz-se no Brasil que o ano só começa depois do carnaval. Pois bem, será apenas depois da folia que se terá uma noção mais clara do impacto do coronavírus na economia global e consequentemente na brasileira. Nos três primeiros meses o que há é apenas a incerteza. Até porque a China estima que o pico da contaminação pelo novo agente patógeno surgido na cidade Wuhan e que se alastra rapidamente ocorra entre março e abril, a partir de quando a doença regredirá. É nesse ponto que se saberá o quanto a economia chinesa foi afetada e em que grau esse impacto se espalhou para outras economias. O Banco Mundial anunciou que reduzirá sua previsão de crescimento da economia global este ano, que está em 2,5%. Não será diferente no Brasil. Economistas monitoram o avanço da doença e a aposta é que novas revisões tragam o PIB deste ano cada vez mais para perto de 2% e mais distante dos 3% previstos pelos mais otimistas. Hoje, o mercado espera alta de 2,3% e o governo de 2,4%.
 
Por aqui, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros de 4,5% para 4,25% ao ano, tem muito pouca ou nenhuma relação com os possíveis impactos econômicos do coronavírus. Para o economista Nicola Tingas, consultor econômico da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), embora o BC esteja monitorando o coronavírus, nesse momento a decisão está mais alinhada à política monetária de convergência da taxa de juros e da inflação, que desde 2106 vem permitindo cortes progressivos na Selic. Para os que estranham a decisão do Copom diante das incertezas, basta lembrar que a inflação baixa e a economia em ritmo lento justificam os juros baixos, enquanto uma possível influencia da manutenção dos juros sobre o câmbio seria praticamente nula, pois o dólar se valoriza frente a moedas de todo o mundo.
 
Embora considere rever a projeção de crescimento de 2,3% feita em relatório concluído na segunda-feira, Tingas observa que a economia inicia o ano no processo de recuperação cíclica que ganhou força do terceiro para o quarto trimestre do ano passado acompanhada do aumento do crédito e da redução do desemprego, ainda que com recorde de informalidade. Ele lembra que o aumento do crédito total vem acelerando de 5% em 2018, 6,5% em 2019 e pode chegar a 7,5% este ano, “ou mais, se o cenário de PIB em 2,3% ou maior se mantiver firme”. Já a informalidade no mercado de trabalho é puxada pela geração de renda por conta própria e micro-empreendedorismo. “Esse crescente movimento tem gerado uma maior massa de rendimentos informal que somada ao rendimento formal permite ampliar a liquidez” na economia.
 
O economista da Acrefi lembra que o cenário básico de crescimento econômico este ano está baseado mais na atividade doméstica do que na externa e na industrial. Para ele, os setores agropecuário e de serviços e a expansão do crédito sustentando o aumento do consumo são os vetores de crescimento da economia este ano. Mas o próprio Tingas faz a ressalva ao final do relatório: “Apesar das expectativas de que o cenário econômico brasileiro seja favorável em 2020, a intensidade do coronavírus e seus efeitos sobre comércio e economia global são importante fator de risco a monitorar.” E acrescenta: “Vamos ter que esperar até março ou até abril, inclusive porque aí sai o PIB fechado de 2019 e a gente poder avaliar o que tem de efeito para 2020”. Até lá, teremos que conviver com o risco do coronavírus sem saber exatamente o tamanho do impacto dele na economia.

Poder dos ventos

O Global Wind Report 2019 mostra que foram instalados 13.427 megawatts (MW) de geração eólica nas Américas no ano passado, com aumento de 12% frente a 2018. Ainda de acordo com o relatório, a capacidade instalada de energia eólica nas Américas do Norte, Central e Sul está agora em 148 mil MW. Os principais países da região em instalação de geradores eólicos no ano passado foram os Estados Unidos, com 9.143MW, o México, com 1.284MW, a Argentina, com 931MW e o Brasil, 745MW.

Parques “à venda”


O BNDES iniciou esta semana reuniões com investidores para apresentar os projetos de concessão de dois parques nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral (RS). Já o governo de Minas mostrará a Rota da Grutas Peter Lund e o Circuito Turístico Integrado de Poços de Caldas. “Esse diálogo aberto e transparente entre o poder público e as empresas é fundamental para gerar bons projetos de parceria”, explica Fernando Pieroni, do Instituto Semeia. Juntos, eles pode gerar 
R$ 61 milhões em investimentos.

Carga pesada


R$ 300 bilhões é o quanto os brasileiros pagaram de impostos desde o início deste ano até as 13h50 de ontem, segundo o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo

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