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Estado de Minas coluna do jaeci

Coudet se acha o Guardiola e sua atitude foi covarde com o Galo

Não havia mais clima entre ele, diretoria, jogadores e torcida, que disse, na cara dele que "não eram bem vindo no clube".


14/06/2023 04:00
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Depois do empate com o Bragantino, Eduardo Coudet detonou o grupo, no vestiário, e, segundo os dirigentes, pediu demissão lá mesmo.
Depois do empate com o Bragantino, Eduardo Coudet detonou o grupo, no vestiário, e, segundo os dirigentes, pediu demissão lá mesmo. (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A. Press.)

Gostaria de escrever essas linhas sobre um técnico de verdade e vencedor, mas não posso deixar passar batido a covardia feita pelo argentino, Eduardo Coudet com o Atlético Mineiro. Primeiro ele não tem história como técnico. Fez um bom trabalho no Inter e o largou no meio da competição, assim como fez agora com o Galo. Ele já havia aprontado durante o Campeonato Mineiro, quando detonou a diretoria, que não teve forças para demiti-lo, pois assinou um contrato com uma multa de R$ 30 milhões. Incompetência total de quem assina uma multa nesse valor para um técnico inexpressivo. Agora, detonou o grupo, no vestiário, após o empate com o Bragantino, e, segundo os dirigentes, pediu demissão lá mesmo, daí o fato de o Atlético querer que ele pague a multa, que é bilateral. Não havia mais clima entre ele, diretoria, jogadores e torcida, que disse, na cara dele que “não eram bem vindo no clube”.

Tudo isso acontece no meio da temporada, com o Galo bem posicionado no Brasileirão, eliminado da Copa do Brasil, e com uma decisão pela Libertadores, fora de casa, contra o Libertad. Uma derrota pode custar a eliminação. Coudet só fez mal ao Galo. Fala-se em Tite, que derrubou o Atlético para a Segundona e diz ter uma dívida com o clube, mas ele já declarou que não vai trabalhar na temporada. Seu empresário sonda um emprego na Europa, mas o máximo que pode conseguir é uma brecha no mundo árabe, Japão ou China. Clubes sérios e vencedores não se interessam por um técnico que ficou seis anos à frente da Seleção Brasileira e nada ganhou, sem deixar nenhum legado. Marcelo Gallardo, esse sim um grande treinador, deve acertar com o Olimpique de Marselha. Restam os nomes dos portugueses já divulgados, mas quem vai querer pegar um trabalho no meio da temporada?

Eu contrataria Cuca, que fez belíssimo trabalho em 2021, e ajeitaria a casa. Mesmo tendo ele fracassado, ano passado, ainda acredito que para o momento seria a solução. Cuca trabalha desde muito tempo, mas só agora resolveram levantar a questão do estupro em 1987, na Suíça, onde ele foi acusado. Será que querem que ele pague para o resto da vida a pena que não cumpriu lá? O técnico alega inocência, mesmo o veredito o condenando. No Corinthians ficou dois jogos e não aguentou a pressão, pedindo demissão. Não sei o que passa pela cabeça dos dirigentes alvinegros, mas se eles pensam em salvar o ano, uma solução caseira seria a melhor opção. Cuca seria esse nome.

Qualquer treinador que chegue agora e não conheça o grupo, até ajustar a forma de jogar, já terá chegado o fim do ano e o Galo não vai conquistar nada. Futebol não é mágica. O trabalho tem de ser consistente e gradativo. Por isso considero a decisão de Coudet covarde e prejudicial ao clube, mas ninguém está acima da instituição Clube Atlético Mineiro. Os homens passam, dirigentes, técnicos e jogadores, mas a marca, o clube, esse gigante do futebol brasileiro, está acima de tudo. Que bons ventos soprem pelos lados da Cidade do Galo e que Rodrigo Caetano, que de bola sabe tudo, ache um nome de consenso, que possa dar esperança ao torcedor de taças ainda nesta temporada.

Negócio da China

Allan, volante do Atlético, vendido ao Flamengo, para mim é um jogador absolutamente normal, que marca bem, mas só dá passes laterais, sendo muito pouco efetivo para uma equipe. Sampaoli gosta dele e pediu sua contratação. O Galo, precisando de dinheiro, o vendeu. Acho que foi um grande negócio, embora muitos digam que está reforçando um rival. Acho que o Galo vendeu “gato por lebre”, pois Allan, há muito, não joga o futebol do começo da carreira, quando foi vendido para o futebol europeu. Outra coisa: o Flamengo vende João Gomes, volante moderno, de 20 anos, por R$ 100 milhões, e contrata Allan por R$ 40 milhões e Gérson, por R$ 75 milhões. A diretoria do Flamengo é incompetente e fraca. Jogou dinheiro no lixo, pois Gérson não é isso tudo que imaginam e Allan, como escrevi acima, apenas mais um capricho de Sampaoli.

Ronaldo no mercado

O Fenômeno está de olho no mercado, pois prometeu reforçar a equipe com jogadores que atuam no exterior, agora na janela do meio do ano. O Cruzeiro precisa de um zagueiro, um volante, um camisa 10 e um atacante, de alto nível. Ronaldo e sua equipe de trabalho já têm alguns nomes mapeados, mas ele guarda a sete chaves. Uma coisa é fato: sem contratação o Cruzeiro não dará seguimento a boa campanha no Brasileiro e isso comprometerá a possibilidade de brigar por algo maior.

Mbappé

O francês se cansou da “canoa furada” que é o clube bilionário e anunciou que não vai exercer a cláusula de renovação, ano que vem. Com medo que ele saia de graça para o Real Madri, o PSG já disse que vai vende-lo agora, e o Real Madri deverá ser o caminho. Mbappé vai custar R$ 1 bilhão e 200 milhões de reais, além dos salários astronômicos. Aliás, o time merengue já contratou dois jogadores, que começaram no clube e foram emprestados, está quase acertado com Bellingham, do Borussia, e fala-se também em Kane, do Totteham. Se isso acontecer, o Real voltará a ser uma equipe galáctica.

Antecipei há 3 meses

Há exatos 3 meses, eu antecipei nesse espaço e no meu canal de Youtube, que Carlo Ancelotti continuaria no Real Madri e que Jorge Jesus era o plano B da CBF, amparado por uma fonte fidedigna da entidade, que é unha e carne com o presidente, Ednaldo Rodrigues. Ele ainda insiste em conversar com o italiano, para ouvir o não, pessoalmente. Aí vai em busca de JJ, que largou o Fenerbahçe, ainda não acertou com a Seleção da Arábia Saudita, e sonha em dirigir o time canarinho. Não há outro caminho. Já perdemos meio ano sem técnico, e, a 2 anos e meio da Copa dos Estados Unidos, México e Canadá, estamos ainda mais atrás de outras seleções, que têm técnicos, planejamento e uma estrutura melhor que a nossa. Acorda CBF!

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