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Estado de Minas COLUNA DE JAECI CARVALHO

Para presidente do Atlético, base tem que revelar jogadores

Antecipei a demissão de Júnior Chávare do Atlético, no dia 10 de janeiro


03/02/2021 12:15

Antecipei a demissão de Júnior Chávare do Atlético, no dia 10 de janeiro(foto: Atlético/divulgação)
Antecipei a demissão de Júnior Chávare do Atlético, no dia 10 de janeiro (foto: Atlético/divulgação)
Antecipei a demissão de Júnior Chávare do Atlético, no dia 10 de janeiro. Uma fonte me revelou que a filosofia do novo presidente é a de formar 4 ou 5 jogadores por ano, para darem qualidade aos profissionais, e também por o Atlético na vitrine mundial, como clube vendedor. A ideia é copiar o modelo adotado em Flamengo, Santos, São Paulo, e outras equipes que investem pesado nas divisões de base. Muita gente não entendeu a demissão do diretor campeão com o sub-20. É simples: o Galo foi campeão com garotos com idade de 20 anos, em cima de clubes que atuaram com jovens de 17 anos. Dessa forma, o título não tem tanto valor, pois jogar contra garotos de divisões menores, só mostra o equívoco cometido. Se o Galo tivesse vencido com garotos com 17 anos, por exemplo, com certeza os prepararia para o time de cima. Esses de 20 anos vão estourar idade e a grande maioria vai se perder no mercado. Talvez o Atlético não aproveite nenhum deles entre os profissionais, o que significa ilusão, dinheiro e tempos perdidos.


Peguem como exemplo o Flamengo. Vendeu de 2019 para cá Vinícius Júnior, Paquetá, Reinier, Felipe Vizeu, todos a preço de ouro, com 18 anos de idade. Jogadores que subiram para os profissionais, alguns com 17 anos. O Santos fez o mesmo com Rodrygo, vendido por uma fortuna ao Real Madrid. Essa é a ideia do presidente Sérgio Coelho e sua equipe de trabalho: contratar um diretor para a base, com essa mentalidade. Se puder revelar craques e ganhar taças, ótimo. Mas se não for possível ser campeão, a revelação de talentos será suficiente para mesclar o time principal, e para a venda no mercado. O Galo não pode viver comprando jogadores, caros, de 30 anos, que dão enorme prejuízo aos cofres do clube.

Outra coisa que o presidente Sérgio Coelho sabe muito bem é que o Atlético não pode viver do investimento de mecenas. O ideal é o clube ser tornar autossuficiente em receitas, gerindo seu próprio orçamento, dando lucros e ganhando taças. Isso deverá acontecer a partir de 2022, com a inauguração do estádio, pois tudo o que girar de receitas em torno do espetáculo será do Galo. Porém, ele já prepara o clube para essa nova era, por isso, os ajustes estão sendo feitos.

Sérgio Coelho e sua diretoria estão encantados com o trabalho de Rodrigo Caetano. Nunca viram um executivo tão sério, competente e bom, que visa sempre o lado do clube. Caetano tem essa filosofia de revelar jogadores nas divisões de base, e a palavra final sobre o novo contratado, será dele. Há vários currículos em estudo, todos de grandes profissionais, com trabalho até no exterior.

Sérgio Coelho vai montando sua equipe de trabalho com gente de sua extrema confiança, que tenham como filosofia o pensamento que ele tem para o clube. Como é independente, Coelho avisa que não vai colocar um centavo no clube, pois não é mecenas, nem bilionário. Isso ele deixou claro quando foi escolhido. Sua missão é fazer o Atlético gerar recursos próprios, gerir com mão de ferro, cortando gastos e despesas desnecessárias. A economia nesse primeiro mês já é grande. Sabe, entretanto, que só formando um grande time poderá competir de igual para igual com os pares do Atlético no futebol brasileiro. Para isso, pretende montar um grande time para a disputa da Libertadores. Hulk foi a grande contratação, mas vem mais gente boa por aí. Ele só vai assinar novas contratações, se entender que realmente os atletas chegarão para serem titulares. Jogador mediano não faz parte do seu cardápio, pois o Galo andou gastando dinheiro em alguns deles, e o retorno tem sido zero. 

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