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Estado de Minas COLUNA JAECI

Brasil age certo ao rejeitar a Copa do Mundo de futebol feminino

A Conmebol também ficou satisfeita com a desistência brasileira. A Fifa, como é sabido, pede isenção de impostos quando realiza uma competição em um país


postado em 10/06/2020 04:00 / atualizado em 10/06/2020 00:30



No Mundial de 2019, realizado na França, a taça ficou com os Estados Unidos em vitória sobre a Holanda(foto: CHRISTOPHE SIMON/AFP %u2013 7/7/19)
No Mundial de 2019, realizado na França, a taça ficou com os Estados Unidos em vitória sobre a Holanda (foto: CHRISTOPHE SIMON/AFP %u2013 7/7/19)





O Brasil desistiu de sediar a Copa do Mundo feminina de futebol em 2023. O anúncio foi feito ontem pela CBF por meio de seus dirigentes. O governo federal não deu as garantias necessárias e, com isso, a Colômbia é a candidata da América do Sul, já que o Brasil realizou a Copa das Confederações em 2103, a Copa do Mundo em 2014, a Olimpíada em 2016, e a Copa América do ano passado. Parabéns ao governo federal. Não temos condições de gastar um níquel com eventos, principalmente depois da pandemia. Nossa prioridade é recuperar empregos, postos de trabalho e a economia do país. A Conmebol também ficou satisfeita com a desistência brasileira. A Fifa, como é sabido, entre outras coisas, pede isenção de impostos quando realiza uma competição em um país. O povo brasileiro não queria Copa do Mundo nem Olimpíada. Pedia hospitais, escolas e segurança. Melhores salários para professores, médicos e policiais. O que vimos foi um horror. Construção de arenas superfaturadas, políticos roubando dinheiro público e outras falcatruas. Vejam quanto dinheiro foi jogado no lixo com as arenas de Brasília, Pantanal, Manaus e das Dunas, só para citar as obras mais vergonhosas. Estamos pagando a conta até hoje – e ainda vamos pagar por décadas. Além da vergonha de termos sido humilhados pela Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2014, aquele impiedoso 7 a 1. Lembram-se? Pois é! Vamos cuidar das vidas, das famílias que já perderam quase 40 mil pessoas pela COVID-19. Aquele dinheiro dos estádios, roubado por alguns políticos, está fazendo falta nos hospitais. Muito triste. Entendo que a CBF está em excelentes mãos, com o presidente Rogério Caboclo e sua equipe dando um show de transparência, competência e qualidade. Porém, o momento não é de sediarmos nenhuma competição. Vamos aguardar com segurança o Brasileirão, se até agosto não tivermos mais mortes nem casos de contaminação por coronavírus.

Racismo
Lewis Hamilton, hexacampeão mundial de Fórmula-1, disse que sofreu demais com o racismo quando era criança e que sofre até hoje, mesmo sendo um astro das pistas, uma celebridade. Assim como ele, há outros negros importantes, que se destacam nos vários setores da vida, que já foram humilhados por essa doença chamada racismo. Acredito que o assassinato de George Floyd nos Estados Unidos tenha feito muitos racistas refletirem e perceberem o crime hediondo que cometem. Somos todos iguais perante Deus, a lei e a Justiça. O que define o nosso caráter são o nosso comportamento, atitudes e respeito ao próximo. Cor de pele, religião, sexo ou qualquer outra coisa desse tipo não deve ser jamais motivo para racismo. Hamilton, Cassius Clay, Michael Jordan, Magic Johnson, Pelé e tantos outros esportistas negros, que nos encheram ou enchem de orgulho, devem estar sempre na linha de frente no combate a esse crime hediondo chamado racismo. Já vimos até apresentadores de TV cometendo tal ato. O mundo está cheio de imbecis e hipócritas.

Justiça desautoriza
A Justiça do Rio de Janeiro desautorizou a ordem do governador do Rio, Wilson Witzel, e do prefeito Marcelo Crivella, de reabrir e flexibilizar vários segmentos como lojas de automóveis, shoppings e outras coisas mais. A Justiça não viu garantias de que isso poderia ser feito com segurança para a população, que ainda não vive o pico da pandemia da COVID-19. Espero que a Justiça desautorize também a volta do futebol. É inadmissível pensar no esporte bretão com mais de 36 mil mortes no país, das quais quase 7 mil no Rio de Janeiro. Onde está a humanidade desses dirigentes?

Ronaldo Drummond
Campeoníssimo por onde passou, Atlético, Cruzeiro, Palmeiras, Ronaldo Drummond nos deixou ontem, aos 73 anos. Era meu amigo, e no PIC (Pampulha Iate Club), onde era craque no tênis, o chamávamos carinhosamente de Fafao. Um cara alegre, sempre sorridente, que entendia muito de futebol. Descanse em paz, amigo, e que Deus conforte sua família e o receba de braços abertos. Você foi um dos grandes do nosso futebol.
 
Landim alfineta
O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, via twitter, espetou seus pares que reduziram salários de jogadores, estão com atraso salarial e contratando. Disse ele: “Não faz sentido eu pedir aos jogadores do meu elenco para reduzirem salários e eu sair atrás de jogador para contratar”. Tem sentido. Como você vai justificar perante seu grupo a redução de salários, se seu clube continua contratando? É, no mínimo, incoerente! 

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