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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

Zico explica o que ocorreu no Serra Dourada em 1981

Os atleticanos deveriam mesmo focar o presente e o futuro, tentar ganhar taças, pois, mesmo sendo uma das grandes equipes do país, tem pouquíssimos troféus


postado em 08/06/2020 04:00

Toninho Cerezo, do Atlético, recebe o cartão amarelo do árbitro Jose Roberto Wright no jogo contra o Flamengo, no Serra Dourada(foto: Jorge Gontijo/EM %u2013 21/08/1981)
Toninho Cerezo, do Atlético, recebe o cartão amarelo do árbitro Jose Roberto Wright no jogo contra o Flamengo, no Serra Dourada (foto: Jorge Gontijo/EM %u2013 21/08/1981)

Fiz uma live com Zico, amigo e ídolo, na sexta-feira, que teve grande repercussão, principalmente quando ele falou daquele Flamengo x Atlético de 1981. A polêmica atuação do árbitro José Roberto Wright, que acabou estragando um jogo de duas grandes seleções. Sim, Flamengo e Galo eram a base da seleção de Telê Santana em 1982.

Zico contou o que aconteceu: “Com 10 minutos, o jogo estava descambando para a violência. O Wright, então, chamou eu e o Cerezo, os dois capitães, e avisou que não toleraria mais pancadas, e que o primeiro jogador que fizesse uma falta por trás, sem bola, seria expulso. Em mais de mil jogos na minha carreira, nunca tinha visto um árbitro parar um jogo, chamar os capitães e fazer tal recomendação. O que me causou estranheza foi que Reinaldo, meu companheiro de Seleção, me deu uma pancada, uma rasteira, por trás, no campo do Flamengo. Aí o Wright não teve outra alternativa a não ser expulsá-lo. Quando você expulsa um jogador do nível do Reinaldo, gera insatisfação nos companheiros, e aí os jogadores atleticanos começaram a dizer coisas ao árbitro, que hoje não diriam, pois tem o VAR e a linguagem labial. Como consequência, ele foi expulsando e o resultado todo mundo conhece”.

Zico vai além e diz que as duas equipes não precisavam daquilo: “Vocês acham que a gente ficou satisfeito com a interrupção daquele jogo? Claro que não! Pôxa, eram duas seleções, e como você bem disse, Jaeci, se os dois times jogassem 10 vezes, teríamos vitórias para cada lado e empates, tamanha a qualidade das duas equipes. A gente sabia que dali sairia o campeão da Libertadores, como saiu o Flamengo. Eram realmente os melhores times do país, com jogadores de alto nível. Isso criou uma rivalidade boba entre Atlético e Flamengo, uma coisa, uma raiva desnecessária. Queríamos apenas jogar bola, como sempre fizemos”.

Pois é, Zico tem razão. Eram dois grandes times, com craques em cada lado, e aquilo não deveria ter acontecido. Nos dois jogos, no Mineirão e Maracanã, empate em 2 a 2. No Mineirão, o Galo vencia por 2 a 0 e o Flamengo buscou o empate no fim. No Maracanã, o Flamengo virou para 2 a 1, e o Atlético empatou no finzinho. O tira-teima ficou para o Serra Dourada e o que aconteceu está registrado. Repito: Zico, Adílio, Júnior e companhia não tiveram culpa de nada. José Roberto Wright não tinha outra alternativa e não ser expulsar os jogadores que o xingaram.

O que lamento é que tem atleticano que nem nascido era e que fica questionando, dizendo que foi “roubo”, que Wright ganhou dinheiro e outras bobagens mais. Flamengo e Atlético não precisavam de ajuda de árbitro nenhum. Eram duas seleções, dois times qualificados, em condições de enfrentar qualquer equipe do mundo.

Acho que os atleticanos deveriam mesmo focar o presente e o futuro, tentar ganhar taças, pois, mesmo sendo uma das grandes equipes do país, tem pouquíssimos troféus. O Brasileirão com Nelson Campos, presidente, em 1971, Copa do Brasil, Libertadores e Recopa, com o presidente Alexandre Kalil, e justamente aquele time de ouro, montado pelo maior presidente da história do clube, Elias Kalil, de quem sempre fui fã.

O Galo foi pentacampeão mineiro com ele. E, como relembrei na live com Zico, no começo da década de 1980 os torcedores se importavam mais com os estaduais, que eram atraentes e lotavam os estádios, do que com o Brasileirão.

Num jantar com Arnaldo Cezar Coelho e José Roberto Wright, ouvi Arnaldo dizer que Wright deveria ter expulsado um zagueiro de cada lado e teria pulso para comandar a partida. Porém, quem fez a falta por trás, por infelicidade, foi Reinaldo, o grande Rei, o maior jogador da história do Atlético, um dos melhores que já vi no mundo. Essa foi a grande fatalidade. O resto é perfumaria. Quem não assistiu a live, ela está disponível no meu blog, aqui no Superesportes, e no meu canal de YouTube. Vale a pena conferir!


Time fraco do Cruzeiro

Esse time do Cruzeiro com apenas Fábio, Leo e Marcelo Moreno não vai fazer milagre e voltar à elite do futebol brasileiro em 2021. Gostei da demissão de Robinho e Edilson, jogadores que ajudaram a derrubar o time azul para a Segundona. Também não será com Ariel Cabral, o argentino mais sem sangue que já vi, que o Cruzeiro conseguirá seu objetivo.

É preciso contratar jogadores experientes, que conheçam os atalhos da Série B. Tenho gostado da composição de gente séria e competente em cada setor do clube. Porém, o que o torcedor quer é ver um time competitivo em campo. O futebol é a razão da existência do Cruzeiro, assim como sua torcida. Não adianta ter um marketing forte, um jurídico forte, se no campo o time não corresponder.

A situação é grave, mas as alternativas estão aí para a diretoria trabalhar. Quando quis assumir o clube, ela sabia a dificuldade que encontraria. Não adianta lamentar. Tem que trabalhar para montar um time forte. Não há outro caminho.


Crime no Rio

O Rio de Janeiro autoriza a volta do futebol em pleno pico da pandemia de coronavírus. Pelo jeito, as pessoas de lá não estão preocupadas com vidas. Mais de 35 mil pessoas já morreram e temos mais de 650 mil casos no Brasil. Estima-se que até agosto poderemos ter 100 mil mortes, o que seria uma tragédia. Felizmente Belo Horizonte, pela gestão austera do prefeito Alexandre Kalil e sua equipe, tem se destacado positivamente, com poucas mortes e casos. Graças à intervenção dele em março, fechando a cidade e preservando as vidas.

Sei que alguns não aceitaram bem o fechamento, mas lá na frente vão agradecer por tudo o que o prefeito tem feito. Vidas em primeiro lugar. O futebol que espere até haver segurança total para jogadores, técnicos, dirigentes e todos que trabalham em prol do esporte bretão. Já sugeri que deem ao América, melhor time do Estadual, o título de campeão mineiro. Seria mais justo!

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