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Estado de Minas BOMBA DO JAECI

Amor ao clube

Não seria o caso de Mattos trabalhar de graça no alvinegro, ou ele só topou trabalhar de graça no Cruzeiro por ser torcedor fanático do clube?


postado em 28/03/2020 04:00 / atualizado em 27/03/2020 17:42

Alexandre Mattos (centro) foi oficializado como diretor de futebol do Atlético em 12 de março(foto: Bruno Cantini/Atlético)
Alexandre Mattos (centro) foi oficializado como diretor de futebol do Atlético em 12 de março (foto: Bruno Cantini/Atlético)


O diretor de futebol Alexandre Mattos se propôs a trabalhar de graça no Cruzeiro durante a crise. Porém, pulou fora do barco, garantindo que iria trabalhar na Inglaterra. Como lá é um país muito sério, a coisa não funcionou, mesmo sendo o caso dele um trabalho para um grupo chinês e não inglês. De repente, foi contratado pelo Atlético, não sabemos a qual preço. Não seria o caso de ele trabalhar de graça no alvinegro, ou ele só topou trabalhar de graça no Cruzeiro por ser torcedor fanático do clube?

Será que neste momento da pandemia do coronavírus vai aceitar ficar sem receber salário? Os clubes não precisam de diretores de futebol. Sampaoli é um técnico estilo europeu, mesmo sendo argentino, que gere o futebol como manager, contratando e dispensando, como fazem os grandes treinadores no mundo. Já indicou aquilo que deseja. Será que o presidente do clube não poderia contratar diretamente, sem precisar da figura do diretor de futebol?

Rodrigo Caetano, ex-diretor do Flamengo, foi dispensado. O técnico Jorge Jesus, contratado, e foi com ele que o Flamengo ganhou tudo, com o vice Marcos Braz buscando os jogadores que o técnico indicou. Braz é vice-presidente, e o Flamengo não tem diretor de futebol. Tá explicado o sucesso do rubro-negro.

Momento de mudar

Com a pandemia do coronavírus, o mundo vai mudar, e o futebol, como parte dele, não poderia ficar aquém. Em todo o planeta bola, clubes e jogadores estão se adequando à nova realidade, reduzindo salários e se ajustando. Não há dúvida de que, após essa pandemia, a economia global irá encolher e o faturamento dos clubes não será o mesmo. É momento de o torcedor refletir, principalmente no Brasil, se vale a pena deixar de comprar o pão e o leite para assistir aos jogos dos seus times. Como sempre digo, copiando frase de Arrigo Sacchi, “o futebol é a coisa mais importante entre as menos importantes da vida”. Portanto, que esse coronavírus seja um divisor de águas e que as pessoas entendam que o futebol tem que ficar em segundo plano.

Documentários

Estou aproveitando a quarentenaa  para assistir a reprises de grandes jogos e documentários. Ontem, assisti a um sobre a vida de Zico, no qual tinha até entrevista com "seu" Antunes e dona Matilde, pais do ídolo rubro-negro. Naquela época, os jogadores eram amigos dos jornalistas e entendiam as críticas quando atuavam mal. Hoje, além de jogar pedrinha, a maioria detesta a imprensa e a tem como inimiga.
São os novos tempos do futebol, no qual jogadores reservas em seus clubes na Europa são titulares na seleção de Tite. Sim, vou me recusar a chamar a Seleção de Tite de Brasileira, pois ela é a confraria do treinador e não representa o nosso povo de verdade. A hora em que entrar um treinador coerente, tipo Renato Gaúcho ou Luxemburgo, aí vou voltar a chamar de Seleção Brasileira, o maior patrimônio esportivo do povo.

Live

Fiz uma live no meu Instagram com o craque Neto, na quinta-feira à noite. Em 51 minutos, 23 mil pessoas participaram conosco, o que prova a audiência do ídolo corintiano. Sou amigo de Neto há 30 anos, e hoje tenho o prazer de ser seu companheiro de profissão. Ele, como eu, fala o que pensa e o que quer. Acha que a maioria dos jogadores de hoje é “pé de rato” e só pensa em dinheiro. Neto é a maior audiência da TV Bandeirantes com seu programa diário. Obrigado, amigo. Foi muito legal conhecer um pouco mais do seu público de perto.


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