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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

Brasil do carnaval tem desemprego e economia em frangalhos

Acabou o Carnaval. Na verdade, em algumas capitais, pois em outras o %u201Ccouro continua comendo%u201D. O país fica parado por quase uma semana, um prejuízo imenso


postado em 26/02/2020 04:00

O Atlético do técnico Rafael Dudamel entra em campo hoje pressionado pela vitória contra o Afogados, em Pernambuco (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press %u2013 20/2/20)
O Atlético do técnico Rafael Dudamel entra em campo hoje pressionado pela vitória contra o Afogados, em Pernambuco (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press %u2013 20/2/20)










Acabou o carnaval. Na verdade, em algumas capitais, pois em outras o “couro continua comendo”. O país fica parado por quase uma semana, um prejuízo imenso. Porém, como “estamos nadando em dinheiro, com empregos a pleno vapor, e uma economia estável”, não há do que reclamar, não é mesmo povo brasileiro? Acho que o povo, tão sofrido, tem o direito de se divertir, mas é preciso saber que a conta chega e ela é dolorosa no nosso lombo. A economia não reage, o desemprego só aumenta e o poder aquisitivo cai de forma assustadora. O Brasil é mesmo o país da piada pronta. Nada melhora. No desfile das escolas de samba, um dos maiores espetáculos da terra, cada atriz quer mostrar que sua fantasia é mais extravagante que a outra. Seminuas, elas não se importam com nada. Cobrem as genitálias com um tapa sexo micro, outras se enrolam em fitas isolantes e segue o baile. Cada um faz o que quer com o seu corpo, mas, era tão legal no tempo em que usávamos a imaginação... Hoje, isso não existe mais. Não sou puritano não, mas sou da época em que os bailes de carnaval traziam as marchinhas e não os funks e sertanejos. Numa época em que ninguém tirava self, mas se divertia pra valer. Numa época em que não havia celular, mas que também não havia roubos nos blocos. As pessoas estavam ali para se divertir, para reverenciar Momo. Naquela época, no Rio de Janeiro, havia o “Bloco das Piranhas”, comandado pelo saudoso jogador Moisés, que reunia a nata do futebol. Hoje os astros do esporte bretão são vistos apenas nos camarotes, sempre concorridos, na Marquês de Sapucaí.
 
Neymar não apareceu. Virou manchete mundial! Tenho que rir. Ele acabou expulso de um jogo pelo francês, e vai desfalcar sua equipe. Felizmente, para o PSG, ele estará à disposição para o jogo de volta contra o Borussia Dortmound, pela Champions League. O PSG precisa vencer para avançar às quartas-de-final. Se isso não acontecer, muito provavelmente, Neymar deverá ira para o Barcelona na janela do meio do ano. É uma exigência de Messi, que acha que o astro brasileiro pode devolver o bom futebol que o Barça praticava quando tinha Iniesta, Xavi, o argentino, Neymar e Suarez. Messi não percebeu que Xavi e Iniesta são insubstituíveis e que sem eles, o Barcelona já não é o mesmo. Nem Messi é. Já na descendente, ainda é genial, mas não é mais “imarcável”. Acreditar que Neymar pode ser o diferencial é o mesmo que acreditar em Saci Pererê e mula sem cabeça. Neymar é o nosso melhor jogador, mas, não vai passar disso. Aos 28 anos, não brilha como deveria e como foi pintado. No universo de 15 jogadores, é apenas mais um deles. Tirando Messi e Cristiano Ronaldo, há uma turma que vem atrás, do nível de Neymar: Grezmann, Pogba, Hazard, De Bruyne, Salah, Mané e por aí vai.
 
A novidade é o garoto Haaland, norueguês sensação do Borussia. O cara tem mais gols do que o número de jogos, com apenas 19 anos. Em sua estreia, marcou 3 gols em 20 minutos. No Salzburgo, seu ex-clube, marcou 28 gols em 22 jogos. Fica esperto em Neymar! Cuidado que o norueguês pode por você, Thiago Silva e Marquinhos, no bolso. Neymar foi contratado para dar uma Champions League ao PSG. Até aqui, passou longe do objetivo. Sempre machucado nos jogos das oitavas de final, terá a chance, no Parque dos Príncipes, casa do time francês, de mudar essa história. Eu apostaria mais em Mbapé e Cavanni, ou até mesmo no argentino Angel Di Maria. Neymar estar no carnaval do Brasil ou não, pra mim é a mesma coisa. Quando o cara joga bola, ele pode estar onde quiser, pois na hora que o time precisa dele, dá conta do recado. Ronaldo, Romário, Ronaldinho Gaúcho, sempre foram baladeiros, mas, no gramado, resolviam. Neymar, aos 28 anos, não resolveu nada até aqui. Bilionário, pelo seu trabalho, diga-se de passagem, não ganhou nada como protagonista. Como coadjuvante de Messi, foi campeão da Champions em 2015. Eu não confio mais em Neymar e nem acredito em suas palavras. Sei que ele é bom garoto, educado e respeitoso. Mas seu futebol não é aquele sonhado por todos nós. Ainda há tempo? Talvez sim. Mas, quando o torcedor perde o encanto, já era! Como apreciador dos grandes jogadores, eu gostaria de ter visto muito mais do Neymar, do que vi até agora. Que o digam Pato e Ganso, a dupla que surgiu como fenômeno, mas que jamais justificou em campo. Neymar está um pouco acima deles, mas me parece que vai passar pela história como um dos jogadores mais ricos, sem ter brilhado como deveria.
 
E por aqui vamos de Afogados x Atlético, jogo válido pela Copa do Brasil. A “Venezuela” em peso vai torcer para o Galo, pois é o único time, fora daquela país, que tem 3 de lá: Dudamel, Otero e Savarino. Que trio! Eliminado da Copa Sul-Americana, o Galo vai se agarrar à Copa do Brasil, como quem se agarra a uma tábua de salvação, no oceano. Sim, é verdade. Ou alguém acredita, em sã consciência, que com esse grupo e 3 venezuelanos, o Galo vai ganhar o Brasileiro de pontos corridos? Não, não sou xenófobo. Quando falo em venezuelanos, é porque o futebol por aquelas bandas é o quarto esporte em popularidade. Primeiro vem o beisebol, boxe e ciclismo. Se é que o ditador Maduro ainda deixa existir esporte por lá! Bem é isso, meus amigos e minhas amigas. O carnaval acabou, e, nessa quarta-feira de cinzas, o jeito é seguir em frente e voltar à realidade do dólar nas alturas, dos quase 12 milhões de desempregados e da economia em frangalhos, deteriorada por governos corruptos e despreparados. Bom ano, torcedor. Dizem que no Brasil o ano só começa depois do carnaval. Então, vamos a ele!


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