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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

Em jogo horroroso, Galo arranca um ponto em Fortaleza

Se safando da queda, o Atlético vai precisar se refazer, mandar embora uma barca gigante, fundamentalmente o diretor de futebol Rui Costa


postado em 03/11/2019 04:00 / atualizado em 02/11/2019 21:25

Atlético e Fortaleza empataram por 2 a 2, no Castelão, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro(foto: Bruno Cantini/Atlético)
Atlético e Fortaleza empataram por 2 a 2, no Castelão, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro (foto: Bruno Cantini/Atlético)


Com um jogador a menos desde o começo do segundo tempo – Geuvânio, de forma irresponsável, foi expulso –, o Atlético conseguiu um ponto importante ao empatar com o Fortaleza, no Castelão, por 2 a 2, gols de Gabriel, para os donos da casa, Patric e Fábio Santos para o time mineiro. O jogo foi de baixíssimo nível técnico, mais parecendo com as partidas de Segunda Divisão. O Galo é um time desorganizado, sem qualidade, com um técnico retrógrado e um grupo desqualificado. Ninguém se salva. Ex-jogadores em atividade e outros que têm idade, mas que não têm futebol para vestir a camisa alvinegra. No meio da mediocridade, prevaleceu o empate.

Duas equipes sem ambição, brigando para não cair, com futebol de quinta categoria. Esse ponto poderá ser importante no cômputo geral, pois o jogo foi fora de casa. Entretanto, vale lembrar que o Atlético ganhou 9 pontos em 48 disputados, média de time rebaixado. Com 36, precisa de pelo menos mais 8, duas vitórias e dois empates, para se safar.

Abaixo dele há equipes muito ruins como Chapecoense, Avaí, CSA, Fluminense e Botafogo. O Cruzeiro está atrás também, mas tem mais time e mais qualidade que o Galo. Porém, nenhum dos dois escapou da possibilidade de queda. Vão ter que remar até a última rodada e fazer contas.

O time atleticano é um verdadeiro filme de terror. Sem padrão de jogo, sem qualidade, com invenções absurdas do treinador. Fábio Santos foi barrado. Patric assumiu a lateral esquerda. Guga, simplesmente de futebol pobre, estava na direita. Acabou saindo por uma contusão na cabeça. Fábio Santos, execrado pela torcida, entrou. Luan era a mediocridade de sempre. Sem Cazares, Otero e Ricardo Oliveira, contestados pela torcida, o Galo não criava, não jogava, mais parecia um bando em campo. Gente, que time horroroso!

Não demorou para o Fortaleza abrir o placar. Falta pela esquerda, bola alçada na área e Gabriel, sozinho, cabeceou para fazer Fortaleza 1 a 0. Mesmo sem pressionar, o Galo conseguiu empatar. O goleiro Felipe Alves falhou feio ao levar gol de Patric, de longe. Ele foi na bola sem firmeza nas mãos e ela entrou: 1 a 1. O Galo não merecia, pois não jogava nada. E olha que o time cearense era ruim também. Num escanteio pela esquerda, o cruzamento encontrou Gabriel outra vez. O lateral cabeceou e venceu Cleiton. Parecia replay do primeiro gol. Fortaleza 2 a 1.

É lamentável ver a mediocridade do time atleticano. Sem corpo, sem alma, sem nada. Um dos piores times da história do clube. O passado sombrio do rebaixamento está dentro do Atlético. Não é possível uma equipe dessa grandeza ter um futebol de quinta categoria. Algo precisa ser feito, urgentemente, sob o risco de o time cair e não voltar mais. Trocar Rodrigo Santana por Vagner Mancini foi um erro crasso, que poderá custar o rebaixamento. Nathan, Terans, Otero, Cazares, juntando todos não dá um jogador de qualidade. Acho Cazares um talento raro, mas ele parece querer jogar o futebol que tem no lixo. Uma pena que ele mesmo não acredite em seu potencial.

Com menos de um minuto do segundo tempo, o inexpressivo Geuvânio, que já havia levado amarelo no primeiro, fez falta desnecessária na intermediária e foi expulso. Se com 11 já estava difícil para o Galo, imaginem com 10! O Atlético não conseguia chegar, Di Santo estava isolado e a bola não chegava. O Fortaleza pressionava, tinha maior posse de bola, mas não ameaçava. Duas equipes fraquíssimas, mas, o Fortaleza, pelo menos, tinha organização tática. O Atlético era um bando, sem o menor respeito ao seu torcedor. Mas o Fortaleza achou que com 2 a 1 a coisa estivesse definida e foi deixando o tempo passar. Porém, depois de o árbitro não marcar falta de Igor Rabello, o Galo contra-atacou e a bola caiu nos pés de Fábio Santos, que chutou cruzado, empatando: 2 a 2. O resultado foi importante para o Galo, que estava com um a menos.

É importante dizer que se safando da queda o Atlético vai precisar se refazer, se reorganizar, mandar embora uma barca gigante, não deixar que o passado sombrio volte ao clube, e, fundamentalmente, mandar embora o diretor de futebol Rui Costa. Ele é fraquíssimo, no nível do seu antecessor, Gallo, que deixou o clube com vários jogadores de péssimo nível e salários altíssimos. Um desastre.

Como escrevi ontem, o Atlético tem que pensar em se salvar da queda. Depois, mandar embora os engodos, os jogadores sem espírito de Galo e os que não têm comprometimento com a camisa. Na verdade, poucos vão sobrar, mas essa é a realidade nua e crua do que o Galo vive hoje. Um filme de terror a cada partida!


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