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Fotógrafa mineira tenta escapar da crise com ensaios fotográficos

Apesar do decreto da municipal que só permite serviços e atividades essenciais, Adriana Gonçalves tem esperança que o futuro seja melhor


08/04/2021 04:00 - atualizado 07/04/2021 20:42

(foto: Adriana Gonçalves)
(foto: Adriana Gonçalves)

As fotos que ilustram a coluna chamam a atenção não só pela beleza, mas também pelo registro histórico. O Centro de Belo Horizonte, quase às moscas, dias antes do decreto municipal que permitiu apenas atividades essenciais e fechou quarteirões da Praça Sete, foi cenário para as fotos da bailarina Bia Lessa. Como ela, muitas outras garotas impedidas da tão esperada festa de 15 anos substituíram o encontro festivo, o tradicional book de debutante por ensaios fotográficos.

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Por duas vezes, a pandemia acertou em cheio os projetos da fotógrafa Adriana Gonçalves. Ano passado, a agenda cheia com mais de 50 eventos – entre casamentos e aniversários – foi suspensa. Com alguns cancelamentos, precisou devolver os pagamentos efetuados. Adriana, como muita gente do setor de eventos, um dos mais prejudicados com a crise de saúde, não sabia o que fazer diante de um cenário completamente imprevisível.

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A solução veio por acaso. Sem poder comemorar os 15 anos, as meninas criaram uma outra demanda para Adriana, com ensaios fotográficos. Desta vez, sem os vestidos que são marca registrada nas produções das debutantes, figurino, cenário e produção são bem diferentes e adequados à pandemia.

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Adriana conta que no estúdio ou nas locações externas todos os cuidados são tomados. "Álcool em gel é essencial, só a mãe da menina coloca a mão na garota na hora da produção, superfícies, dentro e fora do estúdio, sempre higienizadas. Máscaras não podem faltar. A exceção é a menina que será fotografada." Adriana viu crescer o movimento. Claro que nada comparado ao que era antes da pandemia, mas o trabalho voltou.

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A alegria durou pouco. Com o aumento de casos de infecção provocados pelo coronavírus e o número de mortos, a prefeitura proibiu o que não fosse atividade essencial, e Adriana paralisou as atividades. Apesar da situação, a fotógrafa é otimista com relação ao futuro. "Estamos passando por um momento de repensar as coisas, a forma de trabalho. Quando a pandemia acabar, tenho certeza de que a fotografia será ainda mais preciosa pela importância que tem ao registrar momentos importantes de nossa vida."

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