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Estado de Minas

Manuela Duarte acredita que o isolamento mostrará quem somos

Escritora e atriz revela como é importante se reconhecer para seguir adiante com leveza e amor


03/08/2020 04:00

Descobri que vivia uma ilusão. De tanto refletir sobre as mudanças que o isolamento social causava, percebi a vida que vivia para o outro. O constante esforço por validação me distanciava da minha verdadeira essência. E reencontrá-la era a grande provação do isolamento. O que apresentava lá fora era o mesmo que estava aqui dentro?

A dor está no confinamento de si mesmo. Privamo-nos das verdadeiras alegrias para nos sobrecarregarmos com superficialidades. E ao reconhecermos a simplicidade de apenas ser, percebemos que não se pode ser só. Mas que, antes de estabelecermos essa conexão com o outro, precisamos nos conectar a nós mesmos, à nossa verdade.

Quem realmente sou? Quais são as influências que não me pertencem e que permiti serem carimbadas em mim? Como estava a minha vida dentro de casa? A quê estava dando importância? Os excessos logo foram retirados.

Era preciso uma faxina na casa para limpar a poeira da alma. Era preciso reequilibrar as energias. Mas como estava distribuindo a minha energia? Restava um pouco para o que realmente importava para mim? O caos inicial, de repente, se desfez. Tudo entrou no seu lugar, no seu tempo, no seu espaço.

À medida em que me permiti distribuir melhor minha energia, as autocobranças e pesos aliviaram. As roupas já não eram importantes, brincar de pique-pega se tornava o momento mais esperado do dia. A música voltou a tocar, a paixão pela cozinha ascendeu de vez, a vontade de estar em família se transformou...

E foi então que eu reconheci a leveza. Não apenas de um momento, mas de um dia a dia. Eu gostava da minha vida como ela era. Hoje amo plenamente como ela é.

Do passado, apenas me arrependo de não ter compreendido a falta que eu me fazia. Eu sou aquilo que me faz feliz. E a felicidade é um direito da vida. Ela está lá dentro, no reconhecimento de seu valor, de seu merecimento, de sua luz, de seu amor.

Já diziam que o amor é o melhor remédio, hoje o compreendo como o melhor alimento. E que começa por mim, por retirar aquilo que me empobrece e valorizar aquilo que me engrandece. E que, com isso, todas as minhas relações mudam para melhor.

Dar-se amor é uma prática diária. É reconhecer a importância de sua própria vida e que somente estamos isolados se esquecermos de nós mesmos.

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