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Kleiton, Kledir e Nenhum de Nós lotam o Palácio das Artes

Fãs se emocionaram com os sucessos que marcaram a trajetória dos gaúchos. Kledir contou que o Clube da Esquina está no DNA dele e do irmão


postado em 01/10/2019 04:00 / atualizado em 01/10/2019 13:06

Kleiton e Kledir e a banda Nenhum de Nós lotaram o Palácio das Artes na estreia de sua turnê nacional(foto: Helvécio Carlos/EM/D.A Press)
Kleiton e Kledir e a banda Nenhum de Nós lotaram o Palácio das Artes na estreia de sua turnê nacional (foto: Helvécio Carlos/EM/D.A Press)

A estreia da turnê que une Kleiton, Kledir e a banda Nenhum de Nós foi comemorada não apenas pelos fãs, que lotaram o Grande Teatro do Palácio das Artes, na sexta-feira. “Demorou, mas chegou”, vibrou Kleiton, depois de ouvir Thedy Corrêa, vocalista do Nenhum de Nós, garantir que se ele e o irmão não existissem, dificilmente haveria a banda dele. “Eles foram e serão a nossa grande influência”, afirmou.

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A admiração de Thedy por Kleiton e Kledir vem dos tempos de adolescência. Era tamanha a admiração que, certo dia, o vocalista do Nenhum de Nós ficou emocionado ao encontrar Kledir no aeroporto. “Estava com meus 17, 18 anos. Quando o vi, comecei a suar frio”, recordou. Graças ao incentivo da irmã, pegou um papel e, tremendo como vara verde, foi pedir um autógrafo. “Kledir foi atencioso. Voltei para casa e fiquei uma semana sem dormir direito”, contou Thedy, fazendo a plateia rir.

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Aquele encontro ficou na memória do jovem fã e também do músico. Tempos depois, há cerca de 25 anos, Thedy conversava com Kledir e comentou: “Você não deve se lembrar, mas uma vez pedi um autógrafo”. E foi interrompido pelo ídolo: “Lembro-me. 
Foi no aeroporto”...

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O convite de unir os irmãos de Pelotas e a banda em uma turnê foi de Thedy, mas a ideia de todos ficarem quase o tempo todo no palco cantando veio de Kledir. “Normalmente, em encontros como esse, cada um faz a sua parte e, no final, apresentam uma canção juntos, se abraçam e pronto. Resolvemos fazer uma encrenca maior, uma fusão mesmo, como se fosse uma banda só. Rolou uma química”, contou Kledir. Bem-humorado, lembrou que o baterista Sadi Homrich, do Nenhum, é formado em engenharia química, enquanto ele fez engenharia mecânica, Kleiton eletrônica, e Thedy engenharia civil. “Estes são os verdadeiros Engenheiros do Havaí”, brincou.

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Além de vibrar com os sucessos dos gaúchos, o público curtiu as histórias contadas por eles. Como a da relação dos irmãos com Belo Horizonte. Kledir recordou a primeira vez em que a dupla se apresentou na capital mineira. Depois de cumprir temporada de verão, com show em Salvador, e de rodar dias de ônibus até chegar ao Sudeste, Kleiton e Kledir desembarcaram no Teatro Marília com a banda Almôndegas. “Em Salvador, vendemos um ingresso para um gaúcho que estava de férias por lá. Depois liberamos a entrada”, contou ele, antes de o público ouvir Canção da lua cheia, música do Almôndegas conhecida nacionalmente, o famoso tema do lobisomem na novela Saramandaia

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A escolha de Belo Horizonte para a estreia da turnê não foi por acaso. “Se vocês de BH não gostarem, em lugar nenhum vão gostar”, explicou Thedy, sob aplausos. “A raiz da música do Kleiton e Kledir tem muito da música mineira. O Clube da Esquina está no nosso DNA”, afirmou Kledir. “Três por quatro e seis por oito são tipos de levada que só tem aqui e no Rio Grande do Sul. Por isso adoro tanto esta terra”, derreteu-se o gaúcho.


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