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Estado de Minas BOLA MúNDI

Cartolas não respeitam nem epidemia

"Boa parte deles não se importa com o fato de a torcida não poder acompanhar suas equipes, mas sim com o prejuízo nas receitas de bilheterias"


postado em 03/03/2020 04:00 / atualizado em 02/03/2020 22:32

Jogadores do Ludogorets usaram máscara na chegada ao estádio para partida contra a Internazionale, em Milão. O jogo foi com portões fechados por causa da epidemia de coronavírus na Itália(foto: Miguel MEDINA/AFP)
Jogadores do Ludogorets usaram máscara na chegada ao estádio para partida contra a Internazionale, em Milão. O jogo foi com portões fechados por causa da epidemia de coronavírus na Itália (foto: Miguel MEDINA/AFP)


Como não podia ser diferente diante do avanço do coronavírus, o governo italiano, país europeu mais atingido pela epidemia, vetou ontem, ao menos até o final de semana, a realização de jogos com público em regiões afetadas, como a Lombardia, Veneto e Emília-Romanha. De imediato, dirigentes de clubes reagiram contra a medida. Na verdade, boa parte deles não se importa com o fato de a torcida não poder acompanhar suas equipes, mas sim com o prejuízo nas receitas de bilheterias.

Se jogar com portões fechados, como fez a Internazionale diante do Ludogorets, pela Liga Europa, causa urticária nos cartolas, uma possibilidade é o adiamento dos confrontos, como foi feito em cinco partidas da última rodada do Italiano. Mas aí se esbarra em outra questão: o calendário, ainda mais em ano de Eurocopa. Para completar, ainda há a final da Copa da Itália (Juventus x Milan) e as disputas da Liga Europa (Inter e Roma) e Liga dos Campeões (Juventus, Napoli e Atalanta).

Amanhã, os 20 clubes que disputam o Calcio participarão de reunião para tentar resolver a situação. Mas já houve quem teve a ousadia de dizer que o adiamento de partidas é uma ‘manobra para favorecer a Juventus’. É pensar pequeno demais...

Seja como for, os cartolas – não só italianos – precisam entender que, apesar de o futebol movimentar bilhões de euros, ele não é mais importante do que a saúde pública e a segurança de milhões de pessoas. Convém lembrar que um jogador do Pianese, da Terceira Divisão italiana, foi internado pela doença. Jogadores e comissão técnica foram colocados em quarentena. E como no domingo anterior o atleta havia enfrentado a equipe Sub-23 da Juve, o círculo de propagação pode ampliar ainda mais.

Uma reunião de emergência no congresso da Uefa, que está sendo realizado esta semana na Holanda, também tratará do tema. Não duvido que os playoffs da Euro, previstos para este mês, também sejam adiados.

Come-quieto

Após seis clássicos sem vitória, o Real Madrid contou com um gol de Vinícius Jr (com boa dose de sorte, é verdade) para voltar a triunfar sobre o Barcelona e retomar a liderança do Espanhol. Mas quem roubou a cena foi outro brasuca, Casemiro, que praticamente anulou Messi. Nesse ponto, mérito também para o técnico Zidane, que estava pressionado, já que seu time vinha de empate com Celta e derrota para o Levante no Nacional e revés para o City pela Liga dos Campeões. Resta saber agora como os arquirrivais reagirão. Se a equipe blaugrana pode ganhar ânimo novo, os catalães parecem cada vez mais próximos do abismo. A conferir.

Bons tempos

Tudo bem que Juventus e Internazionale têm jogos a menos, mas a torcida da Lazio nem liga para isso. Afinal, o time não liderava o Calcio desde 2000, quando faturou o título. Bom presságio? Pode até ser, mas aquela equipe era bem superior. Basta ver os nomes: Nedved, Roberto Mancini, Mihajlovic, Inzaghi, Marcelo Salas, Stankovic, Verón, Simeone, Nesta, Ravanelli, entre outros, sob batuta do sueco Sven-Goran Eriksson. Hoje, a equipe tem bons valores e um inspiradíssimo Immobile (27 gols), mas não creio que seja suficiente para mais um scudetto.

Perdendo o pique

Que o Liverpool será campeão inglês, é fato. Mas as últimas partidas evidenciam que o time também tem seus problemas. As derrotas para Watford (após 44 partidas de invencibilidade na Premier League), Atletico de Madrid (Champions) e até mesmo as vitórias suadas diante de adversários de menor expressão, mostram que o time titular está chegando ao seu limite. Tanto é assim que, amanhã, contra o Chelsea, pela oitavas da Copa da Inglaterra, e sábado, diante do Bournemouth, Salah, Mané, Firmino e Van Dijk devem ser poupados. Melhor preservá-los para o que realmente vale.

De olho

(foto: AFP)
(foto: AFP)

Ferran Torres

O armador Ferran Torres (foto), que acaba de completar 20 anos, é uma das atrações da nova geração da Espanha. Desde os seis anos defendendo o Valencia, estreou no time B na temporada 2016/2017. Pelo bom desempenho, em 2017 já foi puxado para a equipe principal (84 jogos e oito gols). Na base, foi sinônimo de sucesso: no Sub-17, foi campeão europeu e vice-mundial em 2017. No Sub-19, foi campeão europeu (eleito para a equipe ideal do torneio).

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