Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas MUITO PRAZER

Momento de repensar a cadeia alimentar - Parte I


postado em 03/05/2020 04:00 / atualizado em 02/05/2020 08:21

Edson Puiati
Coordenador do curso de gastronomia da UNA
chef.puiati@uaimail.com.br
 
O tempo pode até parecer lento, mas a urgência de se pensar em como vamos viver após essa crise catastrófica é muito preocupante. Sabemos de onde viemos, mas não temos a ideia para onde vamos. A única certeza que temos é de que vamos precisar nos cuidar ainda mais.
 
A pandemia gera alguns pontos positivos. Estamos poluindo menos o meio ambiente e a natureza agradece. Estamos mais próximos da família, recuperando o hábito de cozinhar em casa e dar maior atenção uns aos outros. O volume do serviço de delivery aumentou. Os restaurantes que já atuavam com a modalidade se ampliaram e aqueles que nunca o fizeram  cederam ao serviço. Temos lives de grandes chefs preparando o trivial. Essa semana, o chef do Mugaritz – Andoine Luis Aduriz disse que perdeu um preconceito que tinha ao comprar de um mercado local camarões frescos sem vê-los. Empresas de venda on-line cederam suas plataformas, para que pequenos produtores pudessem aumentar suas vendas. Nas escolas, o virtual tomou conta do presencial e até disciplinas práticas estão sendo trabalhadas com ferramentas virtuais.
 
Agora, é preciso pensar de forma coletiva. É momento de ajudarmos uns aos outros, fomentar o pequeno negócio, pensar localmente, fazer a roda da economia girar, comprar produtos artesanais seguros, capacitar a agricultura familiar, valorizando os produtos locais do então famoso km 0. Alguns modelos de serviços como self-service, bem como aqueles alimentos muito manipulados, as comidas de rua, as feiras livres que servem alimentos prontos e os tira-gostos de boteco terão de ser repensados em favor da segurança das pessoas. Há uma grande oportunidade de fomentar o turismo gastronômico do interior, como viagens em grupo. Idas ao exterior serão bem menores, uma vez que as pessoas vão buscar estar mais próximas da natureza.
 
Como bons mineiros, somos excelência no servir e no preparo de alimentos. As palavras-chave de agora em diante serão: gentileza, boa comida e sensatez. Vamos seguir o slogan do slow food: Bom, limpo e justo. Essas serão as receitas para recomeçarmos.
Mande sua opinião através do e-mail. Até breve! 
 

Compartilhe no Facebook
*Apenas para assinantes do Estado de Minas

Publicidade