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Os Estados Unidos foram às urnas. Por que o verbo no plural?

Porque, nos nomes próprios escritos no plural, o artigo faz a diferença. Olho nele. O verbo concorda com o monossílabo


04/11/2020 04:00

Recado "O mal-humorado é alguém sem imaginação."

Ruy Castro



(foto: Scott Eisen/Getty Images/AFP)
(foto: Scott Eisen/Getty Images/AFP)

Trump ou Biden?
Os Estados Unidos foram às urnas. A disputa entre Biden e Trump incendeia a política. Pela primeira vez, um candidato pôs em xeque o sistema eleitoral americano. Se perder, o presidente ameaça recorrer à Suprema Corte. E daí?

Enquanto a resposta não vem, vale a questão: por que a potência do planeta exige o verbo no plural?. Porque, nos nomes próprios escritos no plural, o artigo faz a diferença. Olho nele. O verbo concorda com o monossílabo. Sem o pequenino, o plural mete o rabinho entre as pernas.

Veja: Os Estados Unidos disputam a liderança mundial com a China. O Palmeiras joga no Campeonato Paulista. Minas Gerais teve a primeira capital pré-traçada do Brasil.

Falsas verdades
Às vezes, aparece só a abreviatura: EUA. As três letrinhas, sobretudo em títulos de jornal, vêm sem artigo. Não se deixe enganar. Lembre-se: as aparências enganam. O artigo conta como se estivesse escrito: EUA elegeram Trump há quatro anos. E agora, escolherão Biden?

Dizem que...
Tio Sam personifica os Estados Unidos. De barbicha e bigode, trajada de casaca e calças listradas como a bandeira americana, a criatura nasceu lá por 1812. Dizem que a imagem é reprodução de uma figura de carne e osso. De quem?

É aí que a porca torce o rabo. Certeza não há. Uns dizem que é Samuel Wilson, poderoso inspetor federal que tirava o sono dos fornecedores de carne para o Exército. Outros falam em Jack Downing, amigo do presidente Andrew Jackson. O último citado é o deputado David Crockett, pioneiro do Oeste, que morreu na Batalha de Álamo, em 1836.
 
Repeteco
Volta e meia aparece em jornais a palavra re-eleição. Assim, com hífen. Nada feito. O prefixo re-, que indica repetição, tem alergia ao hífen. Com ele é tudo colado: reeleição, reeditar, recriação, reler, reumanizar.

O objeto de desejo
Foi dada a partida. A sorte está lançada. Candidatos suaram a camisa e gastaram sola de sapato com um único objetivo. Eleger-se. Pra chegar lá, precisam conquistar o eleitor e, com ele, o voto.

O objeto de desejo tão cobiçado tem duas acepções e duas origens. A primeira veio do latim votum. Quer dizer promessa, desejo. O padre faz voto de castidade. Os noivos, voto de amor eterno. Os padrinhos, voto de batismo. Os amigos, votos de feliz Natal.

A segunda tem sentido político. Nasceu do inglês vote. Significa sufrágio, votação. É a maneira de expressar a vontade ou opinião num ato eleitoral ou numa assembleia: Muitos criticam o voto obrigatório. Preferem o facultativo. O síndico ganhou por um voto. O voto é a arma do eleitor.

Leitor pergunta
Em época de eleição no norte e no sul, fala-se em ir às urnas. Pintou, então, a curiosidade sobre a origem da palavra. Pode explicar?

>> Marco Souza, Recife

A palavra é tão familiar que, quando usada, dispensa explicações. Sabemos que é o recipiente onde se depositam (ou a máquina onde se digitam) os votos de uma eleição: O americano foi às urnas ontem. Os governantes têm de ouvir a voz das urnas. Esperamos o resultado das urnas.

Nem sempre o vocábulo teve esse significado. Quando nasceu, no latim, urna dava nome a um grande jarro de cerâmica usado para transportar água ou para guardar as cinzas dos mortos cremados. No século 16, o termo passou a designar, no português, o recipiente onde se colocam as pedras para os sorteios ou os votos de uma eleição. O sentido inicial bateu asas e voou. Ficou nos dicionários.

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