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Estado de Minas DICAS DE PORTUGUÊS

A escravidão foi abolida em 13 de maio de 1888. De onde vem áurea?

A palavra que dá nome à lei assinada pela princesa Isabel vem do latim aureo, que significa dourado, brilhante, valioso


postado em 13/05/2020 04:00

(foto: Joaquim Insley Pacheco/divulgação)
(foto: Joaquim Insley Pacheco/divulgação)


Áurea vem do latim aureo. Quer dizer dourado, da cor do ouro, feito de ouro, coberto de ouro. Por extensão, valioso, brilhante, magnífico. Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea. Viva! A escravidão foi abolida. Quando firmou a lei, a filha de D. Pedro II usou uma caneta de ouro. Daí o nome do documento que aboliu a maior mácula da nossa história.

Da África

Sabia? O operário que trabalhava na construção de Brasília se chamava candango. A designação era pejorativa. O dicionário explica que a palavra nasceu na África. Era como os escravos se referiam aos portugueses que traficavam pessoas – gente ruim, ordinária, perversa. No começo, candangos eram os nordestinos, a maior parte da mão de obra braçal. Depois passou a denominar os pioneiros que chegaram nos primórdios da capital. Por fim, se tornou sinônimo de brasiliense. Com muito orgulho sim, senhor.

Negro? Sim, senhor

Dizer que uma pessoa é negra contraria o politicamente correto? Não. O Movimento Negro, formado por negros, se chama... Movimento Negro. Nota 10 para quem informa que Pelé é negro. Ele não é escurinho, crioulo, negrinho, moreno, negrão.

Xô!

Nota zero para expressões de conotação negativa, que reforçam preconceito. Em vez de nuvens negras, use nuvens pretas ou escuras. Em lugar de lista negra, fique com lista de maus pagadores. Horizonte negro? Nãoooooooo! Que tal horizonte preocupante?

Sem preconceito

Denegrir? Apague o verbo do seu dicionário. Ele remete a negro. Substitua-o por sinônimos. Manchar e comprometer estão às ordens para substituí-lo. Escolha.

Beleza pura

Vários escritores produziram obras sobre a escravidão. Um dos mais notáveis foi Castro Alves. O poeta romântico compôs O navio negreiro, publicado em 1870. Críticos apontam um dos versos do livro como o mais belo da língua portuguesa. A escolha se deve, sobretudo, à reiteração (repetição do b). É o segundo desta estrofe: Auriverde pendão de minha terra,Que a brisa do Brasil beija e balança,Estandarte que a luz do sol encerra, E as promessas divinas da esperança.

Meia-tigela

Uns dizem que a expressão só se usava nas senzalas. Outros, que era corrente na época da monarquia portuguesa. Hoje, meia-tigela quer dizer insignificante, sem valor. Em tempos idos e vividos, tinha significado concreto. O trabalhador recebia alimento no lugar onde exercia as funções. Dependendo do valor atribuído ao serviço prestado, havia gente que merecia tigela inteira e gente que recebia meia tigela. Com os escravos era diferente. Eles tinham uma tarefa para ser executada em determinado tempo. Quem chegava lá, recebia a tigela cheia. Quem ficava no caminho, só a metadinha.

Leitor pergunta

Ó ou oh!? Quando usar um ou outro?
Sandra Costa, Porto Alegre

Ó é forma do vocativo: Deus, ó Deus, onde estás que não me escutas?
Oh! é interjeição de espantou ou admiração: Oh!, Que beleza! Oh! Não esperava vê-lo aqui.

Recado
“Deixa o texto dormir um dia na gaveta. Se amanhã você quiser publicá-lo, publica.”
Rubem Braga

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