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Estado de Minas BAPTISTA CHAGAS DE ALMEIDA

Precisa de medicamentos? Chama a Polícia Federal para buscas e apreensão

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) classificou as transações entre a empresa e o governo federal de 'tenebrosas'


18/09/2021 04:00 - atualizado 18/09/2021 07:35

 Vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) esclareceu os motivos para a operação da PF na sede da empresa Precisa
Vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) esclareceu os motivos para a operação da PF na sede da empresa Precisa (foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado - 6/5/21)
“Cumpri com a minha missão institucional de preservação da autonomia da Comissão Parlamentar de Inquérito e espero que a conclusão dela seja uma conclusão pautada na verdade, na apuração dos fatos, e que possa trazer a verdade à baila e à luz de todos os brasileiros, responsabilizando quem deva ser responsabilizado.”

A declaração é do presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), em referência ao trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID. Ele participou, ontem, de um evento na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Lá ele ressaltou ter considerado que deixou a CPI, marcada por reuniões acaloradas, discussões, debates tensos e até pedidos de prisão. Mas o senador destacou ter dado total autonomia para ela operar. “Permiti que desse a estrutura necessária aos veículos de imprensa que fazem a cobertura.”

Sendo assim, vamos lá: “A CPI tentou de todas as formas obter essas informações e não logrou êxito. Fez-se necessário, para prosseguimento das apurações, a utilização deste instrumento judicial”. “A operação, que foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), destina-se à apreensão de informações relativas ao contrato entre a Precisa e a Bharat Biotech, além de todos os documentos relacionados ao contrato”, esclareceu o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) classificou as transações entre a empresa e o governo federal de “tenebrosas”. Ele disse que as negociações que envolvem a empresa precisam ser apuradas na sua integridade. “Há indícios sérios que precisam de investigação rigorosa e independente”, ressaltou o parlamentar capixaba.

operação da Polícia Federal (PF) de busca e apreensão na sede da Precisa Medicamentos , ontem, foi pedida pela CPI da Pandemia como instrumento para dar prosseguimento às apurações envolvendo a empresa. A Precisa fez intermediação entre o governo federal e o laboratório indiano. A operação foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A CPI da COVID-19 tinha também pedido buscas no Ministério da Saúde, mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) opinou contra. Diante disso, o pedido acabou sendo negado pelo ministro Dias Toffoli.
O contrato seria de R$ 1 bilhão. Nada mais é necessário acrescentar.

Uma batalha

“Nada devemos temer, nem mesmo a morte, a não ser a morte eterna. Vamos vencer essa batalha. Vamos, aos poucos, mudando o destino do Brasil. Tudo pode ser renovado, como renova o Executivo, o Legislativo e também o Judiciário.” A declaração é do presidente da República do Brasil, Jair Messias Bolsonaro. “Tenho certeza, se o Augusto Nardes (foto) fosse ministro do STF, ele votaria contra o novo marco temporal que está em discussão no momento naquela corte maior do nosso país.” E o presidente ressaltou ainda que o produtor rural tem que se preocupar com isso.

A desconfiança

A maioria da população desconfia sempre das declarações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (ainda sem partido), de acordo com a pesquisa divulgada pelo Instituto DataFolha. Foram ouvidas 3.667 pessoas, presencialmente, em todo o Brasil, entre 13 e 15 de setembro. o levantamento mostra que 57% dos entrevistados dizem nunca confiar no que é dito por ele, contra 15% que afirmaram sempre confiar. Já 28% responderam que às vezes confiam. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Ela tem razão

Zenaide Maia (Pros-RN) fez apelo para que o Senado não aprove o projeto de lei que determina que os cidadãos paguem os honorários de perícia médica do INSS. Ela alega, com razão, que, se aprovada, vai tornar ainda mais a grave situação de milhões de brasileiros que tentam conseguir os benefícios da Previdência a que têm direito. “Tem gente que fica oito meses na fila da Previdência esperando a perícia médica”, E argumenta: “De onde é que uma pessoa com um filho com deficiência ou ele próprio terá recursos para pagar perícia médica? Claro que não terá”.

E tem dossiê

Um grupo de 15 médicos que alegam ter trabalhado na Prevent Senior encaminhou para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID-19, no Senado, um dossiê no qual informa que no chamado gabinete paralelo do governo seus integrantes usaram a operadora de saúde como uma espécie de laboratório para comprovar a tese de que a hidroxicloroquina e a azitromicina eram eficientes contra a doença. Eles revelaram também que pacientes não foram devidamente informados do tratamento experimental, o que é ilegal.

Francês irritado

“Essa decisão brutal, unilateral e imprevisível me lembra muito o que o Sr. Trump costumava fazer”, afirmou o chanceler francês, Jean-Yves Le Drian a uma rádio do país. “Estou com raiva e amargo. Isso não é feito entre aliados.” O problema é que a França tinha um acordo para fornecer submarinos convencionais para a Austrália, e esperava receber bilhões de dólares com essa venda. E esse acordo foi abandonado pelos australianos, que deram preferência aos americanos. “É uma facada nas costas.”

pingafogo

  • Em tempo, sobre a nota Francês irritado: o chanceler Jean-Yves fez questão de frisar que “criamos uma relação de confiança com a Austrália e essa confiança foi quebrada”. E tratou o governo do democrata Joe Biden.
  • Mais um Em tempo, sobre o texto que abre a coluna: já outras informações obtidas pela comissão expõem o que seria uma espécie de possível passo a passo existente no Ministério da Saúde para tentar fraudar licitações e beneficiar a empresa Precisa Medicamentos.
  • O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator do mandado de segurança para obrigar Davi Alcolumbre (foto) a pautar a sabatina de André Mendonça na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado.
  • É aquele que foi apresentado pelos senadores Alessandro Vieira e Jorge Kajuru. Indicado por Jair Messias Bolsonaro (sem partido) para o Supremo Tribunal Federal. André Mendonça está há dois meses à espera da sabatina, mas o presidente da CCJ, Alcolumbre, está sentado na questão.
  • Enquanto a sabatina de André Mendonça não vem, só resta esperar. Diante disso, já que o fim de semana chegou, melhor esperar os próximos capítulos. Basta por hoje. FIM!

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