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Estado de Minas Em dia com a política

Ex-porta-voz de Trump e a buzina do Chacrinha no discurso de Bolsonaro


15/09/2021 04:00 - atualizado 15/09/2021 07:10

O ex-porta-voz de Donald Trump, Jason Miller, agora quer ser visto como um homem de negócios para os conservadores(foto: Eduardo Munoz Alvarez/AFP - 17/11/16)
O ex-porta-voz de Donald Trump, Jason Miller, agora quer ser visto como um homem de negócios para os conservadores (foto: Eduardo Munoz Alvarez/AFP - 17/11/16)
“Está bastante claro que a mídia de esquerda quer atacar o presidente Bolsonaro e removê-lo do cargo como forma de derrotar o movimento populista em todo o mundo. A importância da eleição no Brasil vai ser enorme, não só para o presidente Bolsonaro”, professa o ex-porta-voz de Donald Trump, Jason Miller, em entrevista exclusiva à BBC News Brasil.

Com esse diagnóstico eleitoral, Miller esteve no Brasil há uma semana para participar do seminário do Instituto Conservador-Liberal (CPAC). E, sem maiores delongas, trata-se do maior encontro de conservadores já realizado na América Latina.

Só que pelo jeito se cansou disso. Ele agora se apresenta como “um homem de negócios” e diz que não se envolverá na campanha de reeleição de Jair Bolsonaro em 2022. Depois de participar das campanhas do ex-presidente norte-americano em 2016 e 2020, ele agora se apresenta como “homem de negócios”.

Uai, então qual o motivo de dar pitaco na política brasileira? O próprio Jason Miller responde: “Não vou me envolver em nenhum ato de campanha, estou preocupado em aumentar o número de seguidores da minha rede”.

Há alguns meses, Miller deixou sua posição como assessor do republicano Trump para criar uma rede social recém-lançada que se vende como um porto seguro para os que temem ter seus perfis banidos ou silenciados por violar os termos de uso de plataformas como Twitter ou Facebook. E ele caiu nas graças de políticos e militantes de direita. Está explicado, melhor deixar pra lá.

A grandiosidade da floresta amazônica, sua diversidade e a necessidade de preservação são temas da quinta reunião do Observatório do Meio Ambiente do Poder Judiciário, coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Na primeira apresentação ao público brasileiro da sua exposição internacional “Amazônia”, o fotógrafo Sebastião Salgado mostrará 200 grandes painéis fotográficos sobre a região amazônica em reunião por videoconferência. Um dos integrantes dela foi o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux.

Já que passamos na área cultural, vale uns registros e são televisivos. “A internet é um sucesso. Lembrando da Rede Globo, Chacrinha: quem não se comunica, se estrumbica. Agora, tem que comunicar bem. Se comunicar mal, não tem futuro.”

Quem, pelo jeito, buzinou em homenagem ao Chacrinha foi o presidente Jair Bolsonaro. E teve mais registros presidenciais: “Fake news faz parte da nossa vida. Quem nunca contou uma mentirinha para a sua namorada? Se não contasse, a noite não ia acabar bem. Eu nunca menti para a dona Michelle”.

Bolsonaro terminou rindo. De quê? Não sei. E pelo jeito nem a primeira-dama. Sendo assim, é o suficiente por hoje.

Falta a sanção

O Senado Federal aprovou o projeto que cria o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual, para garantir oferta gratuita de absorventes higiênicos femininos. A proposta veio da Câmara dos Deputados e foi aprovada mês passado. Com o aval dos senadores, ontem, o projeto segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro. Se sancionadas, as regras entrarão em vigor em 120 dias depois da publicação no Diário Oficial da União (DOU). A relatora, senadora Zenaide Maia (Pros-RN), rejeitou todas as emendas. Motivo justo. Se fossem votadas, teria de voltar à Câmara.

Em harmonia

(foto: Mirna de Moura/TJMG)
(foto: Mirna de Moura/TJMG)

Judiciário e Legislativo estão de mãos dadas em Minas. O presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Gilson Soares Lemes, recebeu ontem o presidente da ALMG, Agostinho Patrus (foto), e fez questão de destacar que “nós marcamos encontros frequentes para traçar planos para o futuro. São gestões voltadas para o bem da população de Minas Gerais e, portanto, estes encontros regulares são muito importantes”. Gilson Lemes destacou ainda que o encontro de ontem foi para debater e avaliar o funcionamento das instituições públicas mineiras no atual momento da pandemia do novo coronavírus.

Ideal libertário

“O que não regenera, degenera”: palavras simples, porém simbólicas para o momento atual. Foi com esse ditado popular que o presidente da Assembleia Legislativa (ALMG), deputado Agostinho Patrus (PV), sintetizou a necessidade de união entre instituições públicas diante da instabilidade política. Sobretudo, no plano federal. “Os ataques à nossa jovem democracia exigem ampla coalizão de forças, capaz de neutralizar as ameaças autoritárias, não em Minas, estado cuja história é impregnada por ideais de liberdade”, acrescentou Agostinho Patrus.

É nefasto

“Nossos inimigos não estão entre os poderes, não estão nas instituições, tampouco estão na relação com o público, com o privado. O inimigo é a pobreza, a fome, a miséria, o desemprego, as crises energética e hídrica que estamos enfrentando, esse déficit de inclusão digital que tem buscado ser combatido.” Quem deixou claro foi o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Ele participou da abertura do Painel Telebrasil. “A falta de respeito, a política feita com agressividade ou ironia é caminho sem volta, nefasto, que não levará o país a lugar algum.”

Chama...

...que a polícia vem logo rapidinho. “Traduzindo o que vc vê hoje na CPI: um esquema montado para drenar recursos públicos e lavar dinheiro, provavelmente até com remessa de valores relevantes para o exterior. Isso é impossível sem a corrupção de políticos e servidores públicos. Usaram a pandemia para novos crimes.” Quem diz é @Senador_Alessandro, ontem. Fala quem pode. Ele é delegado da Polícia Civil de Sergipe. E pretende se candidatar ano que vem à Presidência da República pelo Partido Cidadania.

Pinga-fogo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski suspendeu o andamento de duas investigações sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Justiça Federal em Brasília. Os processos apuram doações da Odebrecht ao Instituto Lula.

No meio do caminho está o ex-juiz da Operação Lava-Jato, em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), e ex-ministro do governo Bolsonaro Sérgio Moro. Com a decisão, na prática, os casos tiveram que ser iniciados do zero.

“Não tem como não acreditarmos no futuro dessa nação tendo aí o Legislativo, tendo o Judiciário cada vez se entendo mais para o bem comum de todos nós.” No Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro repercutiu o avanço do 5G e fez elogios aos poderes com relação ao avanço da nova tecnologia.

Atenção: por estar a exposição em cartaz na Filarmônica de Paris – aberta em maio e seguindo até outubro –, com circulação posterior em outros países europeus e pelo Brasil, o autor solicitou ao CNJ que sua transmissão fosse realizada apenas ao vivo. É ainda sobre Sebastião Salgado.

Em tempo: Agostinho Patrus, que foi o orador oficial da cerimônia oficial na segunda-feira, recorreu ainda ao icônico ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill, ao cravar que “na política, a coragem é a principal virtude, pois dela decorrem todas as demais”. FIM!

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