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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Clima democrata e a trilha sonora política para a cúpula mundial

Ainda na questão ecológica, quem se deu mal foi o ministro do Meio Ambiente brasileiro, Ricardo Salles. Ele comprou briga ruim. Foi com a cantora Anitta


22/04/2021 04:00 - atualizado 22/04/2021 07:14

 Ricardo Salles, que é economista e administrador, figurou entre os destaques do Twitter ontem (foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado 6/6/19)
Ricardo Salles, que é economista e administrador, figurou entre os destaques do Twitter ontem (foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado 6/6/19)

“Não existe desafio maior para este governo e para os Estados Unidos do que combater a crise climática. Todos sabemos que devemos fazer mais para virar a curva das emissões globais. Esperamos que os líderes façam anúncios para aumentar sua ambição ao indicar os próximos passos que pretendem tomar para ajudar a resolver o problema climático de forma coletiva.”
 
O evento é visto como uma oportunidade para que o presidente norte-americano, o democrata Joe Biden, assuma o papel de protagonismo político global em questões climáticas. É uma agenda em que ele reiterou, em diversas oportunidades, que será uma prioridade de sua gestão.

Afinal, durante toda a campanha eleitoral de 2018, da qual saiu vitorioso, as questões ecológicas estiveram sempre sendo temas de seus discursos.

Mas teve gente que não prestou a devida atenção. O vice-presidente do Brasil, general Hamilton Mourão (PRTB), afirmou que a carta de artistas brasileiros enviada ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, nem chegará ao seu destinatário. “Tu acha que o Biden vai ler essa carta?”

Se leram ou não, deixa pra lá. O fato é que tem gente que leu. A lista inclui o ator Leonardo DiCaprio, a estrela pop Katy Perry e o músico brasileiro Gilberto Gil. Só que inúmeros outros artistas também fizeram questão de participar. Inclua ainda os atores Joaquin Phoenix, Mark Ruffalo, Jane Fonda, Sigourney Weaver, Sonia Braga, Wagner Moura, cineastas como Fernando Meirelles, e músicos como Caetano Veloso e Philip Glass.
 
Ainda na questão ecológica, quem se deu mal foi o ministro do Meio Ambiente brasileiro, Ricardo Salles, que é um economista, administrador e político brasileiro. “#ForaSalles desserviço para o meio ambiente" figurou entre os assuntos mais comentados do Twitter.
 
Ele comprou briga ruim. Foi com a cantora Anitta. E ela deu a pá de cal: “Que resposta madura. Quantos anos você tem? 12? Então é melhor sair do ministério anyway”. Ou seja, de qualquer jeito mesmo. Melhor seria o brasileiro nem ter tocado no assunto.
 
Por fim, um pouco de história sobre o primeiro presidente da República a ocupar o Palácio do Planalto. E claro que tem Minas Gerais. É que Brasília foi inaugurada em 21 de abril de 1960. A data não foi por acaso. Foi de propósito que o presidente Juscelino Kubitschek escolheu, já que ela se referia ao Dia de Tiradentes, o símbolo da luta pela Independência do Brasil.
 
Nos dias atuais, Brasília anda bem diferente do que Juscelino Kubitschek poderia imaginar. Lockdown, comércios fechados, pontos turísticos vazios e muitos trabalhadores em ambiente diferente daquele desenhado e planejado por Oscar Niemeyer: o virtual.
 

Pílulas do dia

As crianças do Distrito Federal aprendem desde cedo, em aulas de história e passeios escolares, que os restos mortais de Juscelino Kubitschek estão no Memorial JK, no Centro da cidade. E está correto. Só que o túmulo de JK no Campo da Esperança se tornou uma nota de rodapé na história do presidente, a ponto de brasilienses de menos de 40 anos nem sequer saberem de sua existência. Mas ele continua lá, como parte de uma paisagem solitária e silenciosa. O fato é que os restos mortais de Juscelino Kubitschek estão é no Memorial JK.

Vai encrencar?

A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada de quarta-feira, isso mesmo, ontem, o Projeto de lei (PL) 795/21, que prorroga o auxílio emergencial dos trabalhadores da área cultural por causa da pandemia da COVID-19. O projeto reformula a Lei Aldir Blanc, prorroga os prazos de utilização de recursos repassados em apoio ao setor cultural. A matéria será enviada à sanção só presidente Jair Messias Bolsonaro. Será que ele vai encrencar e vetar? Cultura não é praia onde ele gosta de navegar. Criada no ano passado, a Lei Aldir Blanc destinou R$ 3 bilhões para minimizar o impacto da pandemia sobre o setor cultural.

De saída

Primeiro foi a Ford, que desligou os motores e deixou de lado a sua atividade no país. Agora foi a vez de o grupo franco-suíço LafargeHolcim, líder mundial na produção de cimento, que seguiu o mesmo caminho. Ele tem capacidade de produzir cerca de 10 milhões de toneladas de cimento por ano, mas desistiu do Brasil. Colocou à venda as suas operações por aqui. É a segunda cimenteira a deixar o país em menos de um ano. No fim de 2020, o grupo irlandês CRH vendeu suas operações à Companhia Nacional de Cimento.

E tem mais…

…do Acordo do Clima. Cumprir com os objetivos do Acordo Climático de Paris “vai exigir uma ação ousada e urgente, nada menos que transformar setores importantes da economia global, especialmente quando se trata de como geramos energia e transportamos pessoas e bens”. Dessa vez, quem diz é a secretária do Tesouro, Janet Yellen. Foi ontem. E ela acrescentou: “Depois de permanecer à margem durante quatro anos, o governo dos Estados Unidos está, em sua totalidade, comprometido a voltar a se unir à luta contra a mudança climática”.

Ditatorial

A Polícia Federal intimou o ex-candidato à Prefeitura de São Paulo e coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos (foto) (Psol), a prestar depoimento no inquérito aberto com base na Lei de Segurança Nacional, aquela da ditadura militar. O motivo não interessa, ele nem deveria comparecer. “O Estado sou eu”, em referência a Luís XIV, rei absolutista no século 17. Só que o Boulos postou ainda: “Eu sou a Constituição”, desta vez é sobre Jair Bolsonaro. “Entendeu onde ele quer levar o Brasil?”

pingafogo


  • Máscara de proteção? Nem pensar, muito antes pelo contrário. Não era acessório usado por grande parte dos manifestantes de ontem em Belo Horizonte. Alguns se posicionavam contra o isolamento social estabelecido como medida de enfrentamento à pandemia da COVID–19.

  • Não poderia ser de outra forma. A manifestação era a favor do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (foto), que precisa correr logo para arranjar um partido. Eles se reuniram na Praça Tiradentes, em Belo Horizonte. Seria melhor nem registrar e enforcar um registro deste.

  • O ministro da Saúde, o médico Marcelo Queiroga, relatou, ontem, que todos os grupos prioritários podem ser imunizados contra a COVID–19 antes de setembro. E ele está otimista: “O processo de vacinação do Brasil tem ocorrido de forma cada vez mais célere...”

  • E tem mais um registro do aniversário de Brasília. O prédio do Museu de Arte (MAB) foi adequado à sua finalidade. Ou seja, foi instalado um sistema de ar-condicionado em todo o edifício, e construído um laboratório para a restauração das obras de arte.

  • Foram feitas melhorias voltadas à segurança do acervo e ao uso de fontes de energia ecológicas. Sendo assim, o jeito é encerrar por hoje. FIM!

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