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Estado de Minas COLUNISTA

Polêmica no Enem e uma volta na realeza por causa do coronavírus

Papai presidente deveria puxar a sua orelha. Pena que Jair Bolsonaro, que nem partido tem, deve ter é parabenizado filhinho recordista de votos na eleição


10/01/2021 04:00 - atualizado 10/01/2021 08:12

Aglomeração de estudantes para realização de provas do Enem é argumento de entidades que pedem adiamento do exame (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press %u2013 10/11/19)
Aglomeração de estudantes para realização de provas do Enem é argumento de entidades que pedem adiamento do exame (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press %u2013 10/11/19)

Será que existe uma vacina capaz de trazer uma boa notícia nestes dias atuais? Nuvens cinzentas estampavam o céu, mas a chuva de más notícias anda causando tempestades ainda maiores na política. A guerra nas redes sociais não dá trégua.

O domingão político chega a ser risível diante de tudo o que aconteceu nos últimos dias. Bastaria um único registro, que é bem familiar. “Trump responde ao Twitter e diz que fará grande anúncio em breve. Ele estuda também a possibilidade de criar sua própria plataforma de rede social”.

Bastaria, mas o tweet do deputado de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) ainda trazia na mesma postagem, como aconselhou o presidente dos EUA: “STAY TUNED! FIQUE LIGADO”. Papai presidente deveria puxar a sua orelha. Pena que Jair Bolsonaro, que nem partido tem, deve ter é parabenizado filhinho recordista de votos na eleição.

É grave a crise. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem este ano nada menos que 5,7 milhões candidatos devidamente confirmados. Se vai persistir, é preciso aguardar. Afinal, várias entidades científicas, como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), querem o adiamento.

E claro que os principais interessados em se precaver estrilaram. Organizações como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) defendem que ele seja adiado.

Todas elas fazem questão de sustentar que as aglomerações nos locais de prova favorecerão a disseminação do novo coronavírus e o aumento do número de casos da COVID-19 no mesmo momento em que a incidência da doença está aumentando em praticamente quase todo o país.

“Temos agora uma prova agendada exatamente no pico da segunda onda de infecções, sem que haja clareza sobre as providências adotadas para se evitare a contaminação dos participantes da prova, estudantes e funcionários que a aplicarão”, argumentou João Paulo Dorini, da Defensoria Pública da União (DPU).

Antes de encerrar, vale o registro real. A rainha Elizabeth II e o marido, príncipe Philip, se vacinaram contra a COVID-19 no Castelo de Windsor, que é uma residência da realeza. Deram o exemplo e continuam respeitando o lockdown.

Diante de tudo isso, com direito a realeza, não resta uma única alternativa também com o lockdown, ou seja, use a hashtag “Fique em casa”, uma frase se se tornou palavra de ordem do movimento mundial de enfrentamento à pandemia.

A honraria
A Câmara Municipal de Queimados (RJ) concedeu ao presidente Jair Bolsonaro a medalha de Honra ao Mérito Leonel Brizola, considerada a maior honraria da Casa. Ela foi aprovada no final do ano passado. O autor da proposta de homenagem é o vereador José Carlos Leal Nogueira, o Cacau. O ex-vereador Leonel Brizola Neto, presidente da Associação Cultural Leonel Brizola, tenta impedir a homenagem. “Inadmissível e incompatível com a história de vida do meu avô, que se estivesse vivo chamaria Bolsonaro de 'Filhote da ditadura'”, argumentou o neto de Brizola.

E o legado
Ele acrescentou que não se conforma e avisou que tentará impedir juridicamente a homenagem.
E fez argumento que não merece ressalvas: “o uso do nome do ex-governador, uma liderança reconhecida da esquerda, para celebrar um presidente que tem como lemas e comportamentos que passam perto do autoritarismo”. E encerrou: “o atual presidente da República pratica o oposto de tudo o que Brizola deixou de legado”.

Quem avisa...
Fala quem pode, já que é médico: “Na volta das viagens dos mineiros que foram ao Espírito Santo, isso mesmo, nas praias capixabas, vão matar em Minas Gerais”. Para deixar claro, quem diz é doutor Mário Heringer (PDT-MG), isso mesmo, atualmente ele é deputado federal e integrante da Mesa Diretora da Câmara Federal. Ele alerta que microaglomerações com familiares deveriam ser evitadas. E deu o prognóstico medicinal: “Não é apenas a praia, é também a Praça do Papa lotada.
A repercussão será a mesma”.

Valeu a briga

O Ministério da Saúde reafirmou, ontem, em nota, que todas as doses da vacinas contra o novo coronavírus que o Instituto Butantan produzir ou importar serão adquiridas pelo governo federal e distribuídas exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É em resposta para deixar claro que “assim, brasileiros de todo o país receberão a vacina simultaneamente, dentro da logística integrada e tripartite, feita pelo Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais de Saúde”. Óbvio que tudo isso é por causa de São Paulo. É o efeito governador João Doria (PSDB).

O atacante
Coronel da reserva pró-cloroquina e contrário à Organização Mundial de Saúde (OMS), Jorge Luiz Kormann está internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI). O fato é que ele foi indicado pelo presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (sem partido), para integrar a diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para ser nomeado, ele precisa ainda passar pela análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

pingafogo

Sem qualquer juízo de valor, é necessário registrar que o militar Jorge Luiz Kormann já compartilhou publicações do filho do presidente, vereador no Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos), com ataques à imprensa.

Detalhe, para lembrar, no ano passado, Jorge Kormann fez questão de curtir uma publicação do governador de São Paulo, João Doria (PSDB) que dizia: “Todo mundo sabe que o Doria é o China Boy, mas nessa história da vacina, tá ficando até constrangedora”.

“Fiquei estupefato, porque se trata de um povo disciplinado na democracia. Mas mesmo nas realidades mais maduras há sempre algo que não funciona, há pessoas que tomam um caminho contra a comunidade, contra a democracia, contra o bem comum.”

Tudo isso partiu do papa Francisco, ao ressaltar que é necessário “entender bem para não repetir e aprender com as lições da história”. São trechos de uma entrevista à TV italiana Canale 5, que será transmitida hoje, no domingo, dia de ir à missa.

Diante de uma semana tão complicada na política, o jeito é torcer para encontrar melhores notícias, não é mesmo? Vale a torcida, sem misturar política com futebol. Bom domingo!

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