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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Fake news e o discurso de Bolsonaro na ONU

Presidente diz que no Brasil auxílio emergencial pago é de mil dólares


23/09/2020 04:00 - atualizado 23/09/2020 07:15

Foi a segunda vez que Jair Bolsonaro discursou na ONU em seu mandato(foto: AFP)
Foi a segunda vez que Jair Bolsonaro discursou na ONU em seu mandato (foto: AFP)
 
 
“Senhor presidente da Assembleia Geral, Volkan Bozkir; senhor secretário-geral da ONU, António Guterres, a quem tenho a satisfação de cumprimentar em nossa língua-mãe; chefes de Estado, de governo e de delegação; senhoras e senhores...” Arredondando, foram 15 minutos o discurso do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (sem partido), na abertura da 75ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). E deixou claro e objetivo o fato de integrar a sua predileção pela direita.

O comandante do Brasil destacou que o “nosso agronegócio continua pujante e, acima de tudo, possuindo e respeitando a melhor legislação ambiental do planeta. Mesmo assim, somos vítimas de uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal”.

Antes de continuar, é melhor deixar um detalhe que fala por si: três militares com assento cativo no Palácio do Planalto foram responsáveis pelos mais relevantes registros na elaboração da mensagem à ONU: os ministros-generais Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Fernando Azevedo e Silva, da Defesa; e ainda o almirante Flávio Rocha, secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência.

Com tantos militares assim, Bolsonaro ficou à vontade para atacar: “A Amazônia brasileira é sabidamente riquíssima. Isso explica o apoio de instituições internacionais a essa campanha escorada em interesses escusos que se unem a associações brasileiras, aproveitadoras e impatrióticas, com o objetivo de prejudicar o governo e o próprio Brasil”.

E o presidente da República não deixou escapar a oportunidade para ir ao ataque, cujo alvo, mais uma vez, foi a imprensa. “Como aconteceu em grande parte do mundo, parcela da imprensa brasileira também politizou o vírus, disseminando o pânico entre a população. Sob o lema ‘fique em casa’ e ‘a economia a gente vê depois’, quase trouxeram o caos social ao país.” Melhor mudar de assunto.

Antes, vale o registro de que eu bem gostaria de receber umas verdinhas. “Nosso governo, de forma arrojada, implementou várias medidas econômicas que evitaram o mal maior. Concedeu auxílio emergencial em parcelas que somam, aproximadamente, 1.000 dólares para 65 milhões de pessoas, o maior programa de assistência aos mais pobres no Brasil e talvez um dos maiores do mundo.”

É ainda do presidente Bolsonaro. Ou seja, trata-se de nada menos que R$ 5.466,40, na cotação do meio da tarde de ontem. Ficamos assim por hoje.

A multa

O Colégio Militar de Belo Horizonte voltou às atividades presenciais mesmo depois de a Justiça Federal ter determinado a suspensão do retorno às aulas. A decisão da escola também desrespeita decretos municipais. A Justiça estabeleceu multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento da ordem. Só que teve uma nova decisão que iria doer no bolso colegial. A multa, antes prevista de R$ 5 mil, foi multiplicada por 10. Ou seja, subiu para R$ 50 mil em caso de descumprimento.

O recurso

A determinação, publicada pela Justiça Federal na segunda-feira, corrigiu uma interpretação feita pela instituição de que a escola poderia funcionar presencialmente, desde que não convocasse os professores. Com a nova decisão e diante da multa diária agora de R$ 50 mil, em caso de descumprimento, o Colégio Militar de BH decidiu respeitar a nova decisão judicial. Suspendeu as aulas presenciais. Mas a direção do colégio deixa claro que vai recorrer.

Fora da pauta

“Acredito muito na diversidade. Então, eu acho que isso é importante para a cultura do banco ou em qualquer lugar que ele venha trabalhar. Quanto mais diversidade, melhor. A gente diz que quando você cria todo mundo igual, homem vindo do mesmo lugar, etc., cria uma uniformidade de pensamento. Quer dizer, quanto mais você tem essa diversidade, melhor é para pensar em negócios e para alavancar muitas coisas.” Quem diz é o novo presidente do Banco do Brasil, André Brandão, que assumiu ontem. Privatizar? O presidente já falou mais de uma vez que não está em pauta.

Foi sincero

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), não quis comentar o discurso do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). É óbvio que não. Optou usar a sinceridade: declarou não ter acompanhado o pronunciamento. Melhor ele próprio deixar ainda mais claro: “Se ele fez esse discurso, eu não acompanhei. Eu sei que nós estamos fazendo e todo dia lutando para dar respostas de proteção das nossas florestas e respeitando a legislação brasileira”, ressaltou Alcolumbre. Foi quando ele chegou ao Senado.

PINGA FOGO

  • O detalhe na equipe econômica: o presidente Jair Bolsonaro, André Brandão, que agora comanda o Banco do Brasil, e ainda Rubem Novaes, que entregou o cargo ao novo presidente do BB, se reuniram bem cedinho. Claro que o ministro da Economia, Paulo Guedes, estava presente.

  • Tudo isso, foi logo no início da manhã, no Palácio do Planalto, para o que foi tratado como uma “posse simbólica” do novo presidente do Banco do Brasil. Afinal, o presidente Bolsonaro tinha o tal compromisso, mesmo que virtual e gravado, na abertura da Assembleia Geral na ONU.

  • Chorou muito desta vez. Mesmo assim, fez questão de ressaltar mais uma vez que existe erro na conclusão das investigações. Só que não é bem assim, mas ela alegou que não pode ser julgada e condenada antes que todo o processo seja concluído.

  • Dá para notar que se trata da deputada Flordelis (PSD-RJ). O fato atual é que o corregedor da Câmara dos Deputados, Paulo Bengston (PTB-PA), avisou que “com esses elementos vamos o mais rápido possível emitir o parecer, aguardando provas que ela quer anexar em sua defesa”.

  • Diante disso, melhor encerrar rapidinho por hoje. Pelo jeito, a semana ainda promete. Um bom dia a todos!
 
 

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