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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Give peace a chance: o fim de semana chegou

Era em defesa da liberação das armas: 'O assassinato do John Lennon é o pano de fundo para calar os pró-legítima defesa que ousarem falar contra'


postado em 28/09/2019 06:00 / atualizado em 28/09/2019 11:09

Bolsonaro sobre cidadão que o pedia emprego: ''Só pelo bafo, não vai ter emprego''(foto: REPRODUÇÃO FACEBOOK)
Bolsonaro sobre cidadão que o pedia emprego: ''Só pelo bafo, não vai ter emprego'' (foto: REPRODUÇÃO FACEBOOK)

“Só pelo bafo, não vai ter emprego”, foi o comentário do presidente Jair Bolsonaro (PSL) a um de seus seguranças. Ele estava em Brasília, como quase sempre faz às sextas-feiras, quando não deixa de ir ao Rio de Janeiro, onde mora em um condomínio fechado. Mas notícia é que, para pedir um emprego, um cidadão começou elogiando: “Eu te amo”.

E o mesmo cidadão acrescentou: “Hoje é o Dia Mundial do Turismo. O turismo é o futuro do Brasil, vai dar tudo certo”. O melhor, no entanto, estava por vir. Diante do cheiro alcoólico do cidadão, Bolsonaro virou para um de seus seguranças e disse rindo: “Só pelo bafo, não vai ter emprego”.

Se o presidente falou em tom de brincadeira, o mesmo não se pode dizer de seu filho, quiçá embaixador do Brasil nos Estados Unidos do presidente Donald Trump, que gosta dele, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) que não estava, pelo jeito, em um bom dia. Basta a frase.

Era em defesa da liberação das armas: “O assassinato do John Lennon é o pano de fundo para calar os pró-legítima defesa que ousarem falar contra” – quem poderia ser contra essa escultura, ainda mais em tempos de politicamente correto? O que aconteceria se John Lennon estivesse armado?”. Logo o ex-beatle, que gravou Give peace a chance. O jeito é segui-lo e o melhor a fazer é dar uma chance à paz e deixar Eduardo Bolsonaro para lá.

Afinal, quem estava em casa ontem era o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Onix Lorenzoni (DEM-RS), para fazer o seu comercial diante da coleção de privatizações que o governo pretende fazer. Na agenda, um evento na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul.

O assunto, a defesa das privatizações do governo. E, claro, alfinetou o PT: “Porque, Deus nos livre!, mas o dia em que eles voltarem eles não vão ter nada para parasitar, porque tudo estará vendido”. É, pelo jeito os empresários gostaram, tanto que o aplaudiram freneticamente.

“O resto, quem tem que fazer são os brasileiros e as brasileiras. E nós vamos vender tudo, devolvendo à sociedade brasileira o que é dela.” E depois Onix Lorenzoni visitou também um hospital. Não, nada com ele. A saúde está em dia, pelo jeito. É política mesmo.

Para concluir, ainda ecos, talvez os últimos, sobre a participação de Jair Bolsonaro na ONU, vale o registro de mais um brasileiro, Roberto Azevêdo, diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). Se ele é tucano, não sei dizer e nem me dei ao trabalho. As frases são diplomáticas, praxe na carreira. Uma: “A cara do Brasil de hoje”, sobre a fala do presidente.

E o toque final é não “saber avaliar se a crise envolvendo as queimadas na Amazônia está tendo impactos comerciais”.

Bancada da Bala

Na comitiva da visita às instalações da Taurus em São Leopoldo (RS) estavam presentes os deputados Loester Trutis (PSL-MS), o Tio Trutis, seu nome de guerra, com o direito ao trocadilho, que é presidente da Frente Parlamentar Armamentista. Os seus sobrinhos, leia-se apoiadores, são os deputados Daniel Silveira (PSL-RJ), Felício Laterça (PSL-RJ), Coronel Chrisóstomo (PSL-RO) e Delegado Pablo (PSL-AM). O encontro fez parte da programação e é a primeira de cinco visitas a indústrias de armamentos previstas no calendário da Frente.

Pode piorar?

O convite foi feito pela Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (Aniam) com o intuito de contribuir para a discussão e tomada de decisões na implementação de políticas públicas de segurança no Brasil. “Estabelecemos até o final do ano que vem uma agenda de visitas a cinco fabricantes de armas no Brasil e no exterior, nas quais as forças de segurança brasileira têm interesse, e, como membros da Frente Parlamentar Armamentista, poderemos comprovar o processo de qualidade de fabricação dos armamentos”, ressalta Tio Trutis.

O socialismo

Quem diria? “Até na saúde e na educação temos que pensar que modelo podemos construir para atrair o capital privado. Na saúde, o excesso de regulamentação faz parecer um setor privado socialista, em que as partes não podem sequer discutir contratos entre si sem uma interferência bruta do setor público.” Resposta rápida: a frase é do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em mesa-redonda promovida pela Comissão Especial das Parcerias Público-Privadas (PL 3.453/08) na Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro.


A bomba

(foto: Renato Weil/EM/D.A Press - 18/11/13)
(foto: Renato Weil/EM/D.A Press - 18/11/13)

O projeto do deputado Boca Aberta (Pros-PR) tem como objetivo colocar à disposição dos consumidores mais um instrumento de fiscalização para inibir abusos. O alvo é mais transparência no processo de transferência do combustível entre a bomba e o tanque do veículo (foto) nos postos de gasolina. A pena poderá ser de advertência, multa de R$ 5 mil por infração ou suspensão das atividades por até 15 dias, devidamente acumulado com a multa, cujo valor será em dobro no caso de reincidência. 


Viagem marcada

O ex-presidente da República Michel Temer (MDB) vai, finalmente, depois de uma novela jurídica, viajar e, com direito a passaporte diplomático, dar uma palestra em Oxford no mês que vem. “Em vigente dispositivo constitucional de presunção de inocência, nestes termos, e considerando a relevância para o país, e sua história… defiro a liminar requerida para autorizar a viagem a fim de atender a honroso convite formulado por Oxford Union”, escreveu o desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), para justificar a sua decisão. A Oxford Union Society é uma sociedade de debates na cidade de Oxford, Inglaterra, e a maior parte de seus integrantes são estudantes da Universidade de Oxford.

Pinga-fogo

Em tempo: a Frente Parlamentar Armamentista da Câmara dos Deputados fez, quinta-feira, visita oficial na fábrica da Taurus, em São Leopoldo (RS), cuja planta é uma das maiores e mais modernas do mundo e produz por ano 1,1 milhão de pistolas, fuzis, submetralhadoras e revólveres.

Mais um, ainda sobre a fábrica da Taurus: criada no século 19, ela já recebeu vários líderes mundiais, como os presidentes norte-americanos Ronald Reagan, Richard Nixon e Jimmy Carter e diversos outros líderes mundiais de destaque.

O papai Bolsonaro ainda não fez, pelo menos oficialmente, a indicação do deputado para a embaixada dos Estados Unidos. 

Se for indicado, passará por processo semelhante ao do agora procurador-geral Augusto Aras, que foi aprovado no Senado. Depois de sabatinado, Eduardo Bolsonaro precisará conseguir o apoio da maioria dos 81 senadores para ocupar o cargo, em votação secreta no Senado.

Melhor esperar para ver e crer e sem muita preocupação. Afinal, o fim de semana chegou e o jeito é descansar um pouco depois da semana que acaba hoje e trouxe tantas turbulências políticas. Até amanhã, quem sabe com melhores notícias.
 

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