Publicidade

Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Entenda a ligação entre Embaixada dos EUA, Amazônia e um parecer jurídico

E como tudo tem de passar por Minas Gerais, um dos oradores foi o ex-ministro Patrus Ananias (PT-MG), ex-prefeito de Belo Horizonte


postado em 05/09/2019 06:00 / atualizado em 05/09/2019 07:43

(foto: Fabian/Divulgação - Reprodução do livro Ama zonia )
(foto: Fabian/Divulgação - Reprodução do livro Ama zonia )

Comissão Geral “A preservação e proteção da Amazônia”, descreve o site oficial da Câmara dos Deputados antes de anunciar a agenda em si, que foi o Seminário pela Soberania Nacional e Popular, acrescentando que será contra as privatizações e em defesa do emprego e de nosso futuro.

E o evento trouxe de volta, do jeito que ela gosta de ser tratada, a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), que chegou junto com a deputada Gleisi Hoffmann (PR), atual presidente nacional do PT, que a acompanhou até ao plenário. E teve mais gente que andava longe das notícias.

Entre eles, vale registrar alguns, como o ex-presidenciável derrotado por Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial, Fernando Haddad (PT), e o ex-ministro pluripartidário Bresser Pereira, aquele que atou nos governos de José Sarney e Fernando Henrique Cardoso.

E como tudo tem de passar por Minas Gerais, um dos oradores foi o ex-ministro Patrus Ananias (PT-MG), ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o do Bolsa-Família e hoje é deputado federal.

Mudando de assunto, será que foi pegadinha? Na terça-feira, já à noitinha, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) havia anunciado que não passaria interinamente a Presidência da República ao seu vice, general Hamilton Mourão. Ontem de tarde, avisou que o vice-presidente assumiria a Presidência do próximo domingo a terça-feira. Será quando ele for operado e respeitando o prazo determinado pelos médicos.

Será que ficou mais animado diante do parecer da Advocacia–Geral do Senado que deu parecer em favor do filho deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos? Pode ser, afinal o presidente pretendia deixar o caso meio que em banho-maria. Precisou não.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), foi quem pediu uma manifestação do corpo jurídico do Senado. O nepotismo foi descartado no parecer. Quem deve estar comemorando é o presidente norte-americano Donald Trump, que com ele tem ótima relação.

Bem, tudo isso se não houver surpresa desagradável, já que ele terá de passar antes por uma sabatina e ser aprovado na Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado e, óbvio, pelo plenário.

Como nos dois casos o voto é secreto, todo cuidado é pouco. Mas como são os senadores, os cabeças brancas do Congresso, a chance de ser aprovado aumenta. E o parecer favorável dá um bom sinal de que fica ainda maior a chance da aprovação de Eduardo Bolsonaro como embaixador.

Levantou voo

O KC-390, nada menos que o maior avião militar desenvolvido e fabricado no Hemisfério Sul pela Empresa Brasileira de Aeronáutica SA (Embraer) em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB). É aquele que vai estar na Amazônia em socorro humanitário, busca e resgate e combate a incêndios e é capaz ainda de operar em pistas não pavimentadas ou danificadas e em praticamente qualquer parte do planeta, incluindo a Antártida e outras regiões de florestas. E tem também o seu lado militar. As primeiras unidades da aeronave multimissão ficarão sediadas na Ala 2 da Base Aérea de Anápolis.

O potencial

Em seu discurso na solenidade oficial de entrega do avião, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) optou por atacar: “O Brasil é um país pacífico, mas não pode continuar, nem continuará sendo passivo a esse tipo de agressão, a Amazônia brasileira é nossa”. Bastaria, mas partiu para o ataque contra o presidente francês Emannuel Macron: “Isso que aconteceu nos últimos dias foi muito bom para despertar o patriotismo entre nós”. Mais educado foi o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva: “A entrega do avião representa um potencial para a ampliação da participação brasileira no mercado internacional de defesa e possibilita inegável avanço para a economia do país”.

Navegar…

… é preciso, agredir o Rio São Francisco e a Amazônia não é preciso. “Bolsonaro agride o São Francisco, o rio da integração nacional, do mesmo jeito que ele faz com a Amazônia. Então, por mais que ele conteste ridiculamente os dados, as pesquisas mostram verdadeiramente que os brasileiros estão fartos. A frase é do senador Humberto Costa (PT-PE), ontem, na tribuna do Senado, ressaltando que o volume de tanta balbúrdia, de tanta desorganização, entre outras questões, já estão fartos.

Passa por Minas

“Como tem repetido à exaustão o ministro da Economia, Paulo Guedes, os estados e municípios estão quebrados. Estão quebrados porque estão presos a um sistema absolutamente desequilibrado de distribuição de recursos e atribuições”. A frase é de ontem, na tribuna, do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), ao defender a necessidade o atual sistema federativo brasileiro e focar mais no atual sistema federativo brasileiro. E acrescentou: “os estados e municípios estão quebrados, porque estão presos a um sistema que é totalmente desequilibrado de distribuição de recursos e atribuições”.

pingafogo

• Companheiras e companheiros de todo o Brasil. Mulheres à frente como reza a educação. Afinal, se treino é treino e jogo é jogado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dá sinais de que pretende de entrar em campo.

• “Sempre acreditei que o povo brasileiro é capaz de construir uma grande Nação, à altura dos nossos sonhos...” Começa assim, mas vale mais um registro: “mas hoje o país está sendo destroçado por um governo de traidores”. Foi em carta publicada ontem no site do partido.

• O empresário Marcos Valério (foto), condenado a 37 anos de prisão no processo do mensalão do PT, vai para o regime semiaberto. A decisão foi do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso.

• Já o também ministro do STF, Gilmar Mendes, mandou para Brasília o único processo que estava em Curitiba, sede da Operação Lava-Jato da Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

• Diante disso, só resta encerrar por hoje. Lula de novo, fake news, e tudo mais, o jeito é pegar um avião da Embraer e levantar voo por hoje. Um bom dia a todos.




Publicidade