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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

A Amazônia ainda queima mundo afora

Nem precisa traduzir tudo, basta que Bolsonaro e o Brasil 'têm o apoio total e completo dos EUA'. E Trump ofereceu ajuda para combater os incêndios na Amazônia


postado em 28/08/2019 04:00 / atualizado em 27/08/2019 20:49

Flávio Dino, o governador comunista do Maranhão: 'Não é o momento de rasgar dinheiro' (foto: MARCOS CORREA/PR)
Flávio Dino, o governador comunista do Maranhão: 'Não é o momento de rasgar dinheiro' (foto: MARCOS CORREA/PR)

“Não é o momento de rasgar dinheiro”. O capitalista que faz a ressalva, em trecho retirado de declaração com mais detalhes, é o governador do Maranhão, Flávio Dino, integrante do Partido Comunista do Brasil. Isso mesmo, ele é do PCdoB, mas vale o nome completo para justificar, já que acrescentou “sobretudo no que se refere ao Fundo Amazônia”, defendendo que o fundo seja retomado. É claro que foi devidamente acompanhado de seus colegas da Amazônia Legal.

A língua pátria por lá é o inglês? “I have gotten to know President @jairbolsonaro well in our dealings with Brazil. He is working very hard on the Amazon fires and in all respects doing a great job for the people of Brazil – Not easy. He and his country have the full and complete support of the USA!” Donald Trump, president of the United States, tweeted.

Nem precisa traduzir tudo, basta que Bolsonaro e o Brasil “têm o apoio total e completo dos EUA”. E Trump ofereceu ajuda para combater os incêndios na Amazônia. Ah! E tem ainda que o presidente “está fazendo um ótimo trabalho para o povo do Brasil”. Bem, faz mais sentido mudar o personagem e trazer um mais ilustre.

Francisco diz temer “o desaparecimento da biodiversidade. Novas doenças letais. Uma deriva e uma devastação da natureza que poderiam levar à morte da humanidade”. E ele acrescenta: “O Sínodo é filho da Laudato si”. Acrescentou que, “quem não leu essa encíclica jamais entenderá o Sínodo sobre a Amazônia”. Aproveita ainda para sublinhar que “a Laudato si não é uma encíclica verde, mas uma encíclica social baseada no cuidado da Criação”.

Melhor tratar da política propriamente dita. Afinal, o ex-deputado Marcus Pestana, que era tucano, pulou o muro. Deixou claro ter reconstruído a vida na iniciativa privada. Em entrevista à jornalista Juliana Cipriani avisou: “A radicalização nas redes sociais e a ideia de rejeição da sociedade aos políticos pesaram na escolha”. E o tucano voou para cuidar dos seus negócios. Virou consultor. Não sem antes ressaltar ter como referências políticas Tancredo Neves, Ulysses Guimarães e Mário Covas.

A mania dos políticos de usar o tweet deveria ser mais cuidadosa. Leia o que postou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), no meio da tarde de ontem. “O nosso parecer apresenta economia de R$ 1,350 trilhão às contas da União, estados e municípios, superando o valor que chegou da Câmara”, que era de R$ 930 bilhões nas contas do ministro da Economia, Paulo Guedes. Fazendo a conta são R$ 420 bilhões.

Dança de cadeira

Foi batido o martelo. O deputado federal Bilac Pinto (DEM) será mesmo o secretário de Estado de Governo de Romeu Zema (Novo). Como já registrado, o primeiro suplente Marcus Pestana (PSDB) optou por ganhar dinheiro. Recusou o mandato. De fato, vale mais que assumir um cargo público. Hoje, ele é consultor da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge). Quem vai para o lugar de Bilac será o segundo suplente, Fabiano Tolentino, (Cidadania). O detalhe interessante é que ele, até agora, era assessor parlamentar na Assembleia Legislativa (ALMG) no gabinete do deputado Gustavo Mitre (PSC). Isso é que é promoção!


A calculadora

Descobri algo que me deixou indignado, por ser vergonhosa: “O fundo partidário está incluído no rol das despesas que não serão objeto de limitação de empenho. O que isso significa?” Quem indaga é o senador Jorge Kajuru (Patriota-GO). E ele responde didaticamente explicando: O aumento do orçamento do fundo é da ordem de R$ 2 bilhões, cerca de 117% a mais que o valor distribuído no período eleitoral de 2018, só que o número de partidos que tinham direito diminuiu de 35 para 21. E foi dado integralmente a quem não deveria. E acrescentou comparando com o salário–mínimo: teve um reajuste de apenas 9% entre 2018 (R$ 954) e 2020 (R$ 1.040, segundo o projeto da LDO.

Clima não pesou

(foto: Pablo Valadares/câmara dos deputados)
(foto: Pablo Valadares/câmara dos deputados)
Em comum acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) (foto), foi adiada para hoje. Pelo jeito, nada teve com o clima pesado que ronda o Brasil nos últimos dias por causa da Amazônia. Trata-se da instalação da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas, que reúne deputados e senadores,. Afinal, a comissão chega a ser antiga. Foi criada por resolução, em 2008, e tem a atribuição de acompanhar, monitorar e fiscalizar, de modo contínuo, as ações referentes às mudanças climáticas no Brasil. Em tempo: o adiamento é que os líderes pediram mais tempo para compor os integrantes da comissão.

Colônia libanesa

As relações comerciais entre o Brasil e o Líbano foram o ponto central de encontro do deputado Antonio Carlos Arantes com integrantes da Fundação Libanesa de Minas Gerais (Fuliban), presidida pelo advogado Frederico Aburachid. A ideia é fomentar, principalmente, a troca de produtos made in Minas com o país do Oriente Médio, que tem grande colônia em nosso estado. O parlamentar, que é o 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa, vai apresentar projeto neste sentido ainda na atual sessão legislativa.

Serei punido?

“Nós temos o caso Gilmar Mendes, que é considerado o maior laxante do Brasil. Ele solta todo mundo, principalmente os criminosos de colarinho branco”. Diante de uma frase que é forte concorrente em disputa para ser a do ano, nem vou ligar se for punido também. Explicando de uma vez, o plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu punir o promotor de Justiça Fernando da Silva Krebs, do MP de Goiás. Para ficar mais claro ainda, a pena é de censura. Se insistir, a situação dele pode piorar. Será que corro risco também?

Pinga-fogo

“Brazil’s Bolsonaro on the Environment, in His Own Words”. O título. “With criticism mounting on the policies of Brazil’s president, he has promised to combat fires raging in the Amazon. But he has long supported scaling back protections for the rainforest”. The New York Times.

A notícia fala de Bolsonaro em suas próprias palavras. Pelo menos, ressalta que ele traz de volta as multas ambientais com o objetivo de proteger a floresta tropical na Amazônia. O estrago na imagem brasileira, agora é a coluna que ressalta, já devidamente feito, mesmo em tradução livre.

O julgamento marcou a primeira vez que Cármen Lúcia divergiu do relator da Lava-Jato, ministro Edson Fachin, na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). “Nesse caso, temos uma grande novidade no direito. O processo chegou onde chegou por causa do colaborador”.

(foto: ANTONIO CRUZ/AGÊNCIA BRASIL)
(foto: ANTONIO CRUZ/AGÊNCIA BRASIL)
E a ministra Cármen Lúcia (foto) acrescentou: “Não vejo que esteja na mesmíssima condição” o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine. Com isso, o voltará à primeira instância da Justiça.

Em tempo: Sobre a nota Serei punido? A liberdade de imprensa será capaz de impedir uma eventual condenação? Já que não dá para saber a resposta, o jeito é encerrar por aqui e torcer para não ter que me meter nos tribunais em defesa da liberdade de imprensa.
 


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