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Estado de Minas COLUNA DA ANNA MARINA

Joias da coroa britânica simbolizam poder e espiritualidade

Cravejados de pedras preciosas, cetros, coroas e orbes de ouro não são meros ornamentos. Algumas peças estão presentes em coroações desde o século 12


13/10/2022 04:00 - atualizado 13/10/2022 09:38

Rainha Elizabeth II usa a coroa imperial do Estado durante cerimônia em Londres
Elizabeth II usa a coroa imperial do Estado na abertura do Parlamento, em maio de 2015 (foto: Suzanne Plunkett/AFP/27/5/2015)


Isabela Teixeira da Costa/ Interina

Quando Elizabeth II morreu, o mundo se deslumbrou com as joias da rainha, cujas fotos foram publicadas em jornais e revistas, além de exibidas na TV. Peças lindíssimas. Aliás, ela possuía águas-marinhas brasileiras – algumas delas presenteadas por Assis Chateaubriand, fundador dos Diários Associados.

Porém, para a realeza britânica, certas preciosidades significam muito mais que mero ornamento. Não se trata de ostentação. Noticiário da Agence France-Presse informa que as joias da coroa, na verdade, são símbolos de poder e espiritualidade.

Em 6 de maio, o rei Charles III será coroado na capital inglesa. As joias da coroa britânica, cuidadosamente guardadas na Torre de Londres, deixarão o famoso monumento para brilhar durante a cerimônia.

A estrela, claro, é a coroa imperial do Estado. A peça foi encomendada para a coroação do rei George VI, em 1937. Elizabeth II surgia com ela, por exemplo, nas cerimônias formais de abertura do Parlamento.

Essa coroa pesa mais de 1kg, tem 31,5 cm de altura e 2.868 diamantes, 17 safiras, 11 esmeraldas, 269 pérolas e quatro rubis.

Outra peça simbólica é o cetro da pomba, criado para a coroação de Charles II, em 1661. O cetro de ouro é decorado com uma pomba de asas estendidas empoleirada em uma cruz para simbolizar o Espírito Santo.

Por sua vez, o cetro representa o papel espiritual e pastoral do soberano. Com 110 cm de comprimento, ele pesa 1.150 gramas.

Há também o cetro da cruz, que simboliza o poder temporal do rei. Ele vem sendo usado em todas as coroações desde o século 17, na cerimônia em que Charles II foi coroado. Pesa 1.170g e tem 92cm de comprimento.

Em 1911, o impressionante diamante Cullinan I, de 530,2 quilates, foi adicionado à peça. Para se ter uma ideia da imponência da pedra, o diamante é tão grande que o cetro teve de receber reforço para suportar o peso.

O mundo cristão é simbolizado pelo orbe do soberano, globo coroado com uma cruz. É composto por uma esfera oca de ouro cravejada de esmeraldas, rubis e safiras, rodeada de diamantes e emoldurada por duas fileiras de pérolas. No topo fica a cruz cravejada de diamantes com safira ao centro, de um lado, e esmeralda, do outro.

Durante a cerimônia de coroação, o monarca segura o orbe com a mão direita antes de ele ser colocado no altar. Tem 27,5cm de altura e pesa 1,32 kg.

O óleo utilizado durante a unção do rei fica dentro da ampola de ouro. A peça tem forma de águia, cujas asas estão estendidas.

O arcebispo de Canterbury derrama o óleo da cabeça da águia em uma colher, ungindo o monarca nas mãos, peito e cabeça. Este é o momento mais sagrado da cerimônia de coroação.

O pássaro remete à lenda segundo a qual a Virgem Maria apareceu a São Tomás Becket e lhe deu uma águia dourada e uma garrafa de óleo para a unção dos futuros reis da Inglaterra.

Utilizadas desde a coroação de Ricardo Coração de Leão, em 1189, as esporas de ouro simbolizam a cavalaria. São presas aos tornozelos dos soberanos. No caso de rainhas, elas são colocadas no altar.

O anel de ouro do rei ou da rainha foi criado para a coroação de William IV, em 1831. Possui uma safira rodeada de diamantes e incrustada de rubis que formam uma cruz. Simboliza a dignidade real.

A mais sagrada das coroas é a coroa de Santo Eduardo, criada para a cerimônia em que Charles II se tornou rei, no século 17. É usada apenas na cerimônia de coroação.

Feita em ouro maciço, pesa mais de 2kg e é cravejada de rubis, ametistas e safiras. Uma capa de arminho acompanha a coroa de Santo Eduardo. 

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