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Junho Vermelho: um chamado para a doação de sangue

''Em meses mais frios há uma baixa nas doações, que já sofrem com a pandemia'', explica Gustavo Duarte, diretor médico da H.Hemo


14/06/2021 04:00

Fundação Hemominas desenvolveu um aplicativo para tornar mais fácil o agendamento da doação(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A.Press)
Fundação Hemominas desenvolveu um aplicativo para tornar mais fácil o agendamento da doação (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A.Press)

Hoje é celebrado o Dia Mundial do Doador de Sangue. Homenagem merecida para aqueles que abrem mão do seu tempo e se dispõem a salvar vidas. Este é, sem dúvida um dos maiores atos de solidariedade. Afinal, não existe nenhum substituto para o sangue. Só quem já precisou conseguir doadores sabe o quanto essas pessoas são valiosas.

Há 12 anos, minha mãe precisou passar por uma cirurgia cardíaca. Ela estava com 82 anos. Precisávamos de muito sangue, porque era uma cirurgia longa. Foi uma movimentação na família. Minha filha conseguiu vários doadores entre seus amigos da igreja, alguns colegas do jornal também doaram. Meu primo Guilherme Torres de Oliveira tinha muitos contatos na Polícia Militar e conseguiu vários doadores também.

Esta semana lembramos que fizemos corações rendados de chocolate e enviamos a todos que doaram, com um cartão de agradecimento. Todos os que receberam disseram que nunca haviam recebido um agradecimento por sua doação. Que pena, as famílias que precisam desse ato deveriam mostrar mais gratidão, se não com presente, pelo menos com um papel dizendo o valor e a importância deste líquido tão precioso.

Afinal, atendimentos de emergência, cirurgias, doenças crônicas, como talassemia e doença falciforme, doenças oncológicas, etc. precisam de um fornecimento regular e seguro de sangue. Por isso cada doação é importante para ajudar a manter os estoques abastecidos. No Brasil, apenas 1,6% da população é doadora de sangue. Um número pequeno, apesar de ser considerado aceitável. Mas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), precisa ao menos chegar ao dobro para ser considerado ideal.

Em algumas épocas do ano, o estoque de sangue cai muito, mas, com a pandemia, alguns bancos de sangue do país estão praticamente zerados. Dados divulgados pela Fundação Hemominas apontam que a doação caiu 27% nesse período. "As pessoas estão isoladas para diminuir o contágio pelo novo coronavírus, o que é o correto a se fazer, porém a doação de sangue só pode ser feita de forma presencial. Sem sangue, muitos precisam interromper tratamentos delicados, agravando o quadro clínico", explica Gustavo Duarte, diretor médico da H. Hemo.

Para manter o abastecimento dos estoques e aumentar as doações voluntárias, foi criado o Junho Vermelho, mirando na conscientização e mobilização da população. O mês foi escolhido pelo fato de que no período mais frio do ano (junho, julho e agosto) a doação cai muito.

A doação de sangue é totalmente segura, não dói, leva no máximo 40 minutos, e o volume coletado não ultrapassa 10% a 15% da quantidade de sangue que o doador tem. Ele é reposto naturalmente pelo organismo em até 24 horas após a doação.

Para doar, precisa ter ente 16 e 69 anos; pesar no mínimo 50kg; estar alimentado (pede-se que sejam evitados alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação; caso a doação seja feita após o almoço, é necessário aguardar duas horas); ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas e apresentar documento de identificação com foto.

Não podem doar sangue: quem teve hepatite depois dos 11 anos de idade, quem tem evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatites B e C, Aids (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e doença de Chagas; usuários de drogas ilícitas injetáveis, e quem tem ou teve malária.

Thiago Diniz, professor dos cursos de enfermagem e fisioterapia das Faculdades Pitágoras, e Karinny Teixeira fazem a live "Doar sangue salva vidas", nesta segunda (14/06), às 20h. A iniciativa é para celebrar a data e conscientizar a população da importância de doar sangue. Nela serão explicados os requisitos necessários para doação e sobre doadores que já contraíram a COVID-19. Os profissionais sanarão dúvidas e repassarão orientações de cuidados na pandemia. A live pode ser seguida pelo instagram @teixeirakarinny. (Isabela Teixeira da Costa / Interina)

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